O primeiro tempo teve um cenário claro: bola nos pés da Espanha durante a maior parte do tempo, com várias trocas de passe. No curto espaço em que recuperava a posse, porém, Marrocos era rápido e levava perigo aos espanhóis. Em termos de chances, no entanto, ninguém pôde dizer que superou o adversário. Houve um lance que balançou as estruturas defensivas do Marrocos, com grande defesa de Bono, mas o impedimento já havia sido marcado. Os espanhóis terminaram a primeira etapa sem acertar o gol adversário. O segundo tempo manteve o tom, com as chegadas de perigo da Espanha restritas às bolas paradas. Luis Enrique tentou mudar o jeito da equipe colocando Morata, mas o centroavante não teve espaço. Na última oportunidade, já nos acréscimos, Bono fez boa defesa após batida de Pedri. Marrocos, bastante desgastado, conseguiu segurar a igualdade para a prorrogação. No tempo-extra, Marrocos manteve a postura e quase abriu o placar com Cheddira. O centroavante recebeu de Sabiri e, cara a cara com Unai Simón, parou no goleiro espanhol. O estádio quase veio abaixo em uma explosão de emoções. No segundo tempo da prorrogação, coube à Espanha a grande chance: cruzamento da esquerda, Sarabia finalizou na segunda trave, mas acabou mandando para fora do gol. Nos pênaltis, Sabbiri, Ziyech e Haki converteram para os marroquinos, enquanto o goleiro Bono fez duas defesas para assegurar a vaga nas quartas de final.