A falta de ferrovias e trens será uma grande desafio para a Bahia, que registrou um aumento de 53% na produção mineral no primeiro semestre deste ano, segundo dados da Agência Nacional de Mineração (ANM). De acordo com informações do Correio da Bahia, especialistas no setor observam que uma malha ferroviária robusta é crucial para escoar os produtos minerais com preços competitivos no mercado de commodities. Com o apoio da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), os empresários baianos reivindicam investimentos nos trechos baianos da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA/VLI), que pleiteia renovação do contrato de concessão por mais 30 anos, contudo, ainda não apontou quais aportes foram feitos nos últimos 25 anos de outorga, e quais serão executados no futuro. Enquanto a questão com a FCA/VLI não avança, com a finalização do trecho 1 da Ferrovia Oeste-Leste (Fiol) e sua ligação ao Porto Sul, terminal portuário em implantação pela BAMIN, em Ilhéus, a Bahia terá um dos mais importantes corredores logísticos do País. A ferrovia, com capacidade para 60 milhões de toneladas/ano é considerada fundamental para resolver o gargalo de escoamento de minérios e outros produtos como os grãos produzidos no Oeste baiano.