A Fiocruz recebeu, na quarta-feira (2/6), dois bancos, um de células e outro de vírus, para a produção do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) nacional da vacina Covid-19 Fiocruz. O material, vindo dos Estados Unidos, desembarcou no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão), às 8h03, e, após desembaraço aduaneiro, seguiu para o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), onde o imunizante será produzido. O banco de células foi enviado em nitrogênio líquido, mantidos a uma temperatura de aproximadamente -150ºC, e o banco de vírus em gelo seco, a cerca de -80ºC. Os dois componentes compõem a base para a produção do IFA. A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, disse que o trabalho que permitiu receber o material para produzir o IFA no Brasil foi possível graças a uma ação coordenada de várias instâncias. “Entre elas, Poder Executivo, ministérios, em especial o da Saúde, gestores reunidos no Conass [Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde] e no Conasems [Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde], que acompanharam todo o processo, desde o início. Também destaco em particular a atuação do Parlamento, sobretudo da Comissão Externa da Covid-19, que visitou a Fiocruz e reforçou o projeto junto ao Ministério da Saúde”.