Os estudantes do Colégio Estadual Pedro Atanásio Garcia (CEPAG), localizado no distrito de Maniaçu, na zona rural do município de Caetité, estão expondo as suas impressões sobre o isolamento social, através do projeto "CEPAG - em tempos de pandemia desenvolver a empatia" O objetivo é valorizar e expressar os sentimentos dos estudantes durante o período de suspensão das aulas por conta da prevenção ao novo Coronavírus. Os estudantes estão compartilhando selfies tiradas nas comunidades onde vivem, fazendo relatos escritos e vídeos motivacionais nas redes sociais da escola e em grupos de WhatsApp. O material produzido pode ser acessado no e-book criado pelos professores, no link: (https://www.flipsnack.com/202005profile/selfies-em-tempos-de-isolamento-social-cepag.html). A estudante Janaina Trindade, 17, 3º ano, é uma das envolvidas na iniciativa e falou sobre os benefícios do projeto. "O isolamento mostra a necessidade que temos, enquanto sociedade, do convívio com os demais, das interações no meio escolar, dos encontros de famílias e de amigos. Com a nova adaptação, começamos a notar as histórias de nossa comunidade, a aprender sobre a nossa origem e a aproveitar este tempo para aprender mais sobre nós mesmos e tornar o isolamento social, em tempos de pandemia, ainda mais útil", afirmou. Para a estudante Joice Vitória, 16, 2º ano, participar do projeto foi incentivador. "Minha intenção ao participar do projeto foi única, ou seja, ajudar os estudantes do nosso colégio, motivá-los neste momento difícil de distanciamento social e dar-lhes o incentivo de mostrar seus sentimentos com relação à pandemia da COVID-19, por meios de textos, selfies e vídeos", comentou. A professora e orientadora do projeto, Rita Malheiros, destacou o impacto socioemocional do projeto. "Com este projeto, alcançamos um outro patamar de visibilidade das ações desenvolvidas no colégio. Projetamos a voz do estudante do campo nas selfies, nos depoimentos, na produção dos vídeos motivacionais e na organização geral do e-book. Tivemos a oportunidade de sentir a empatia pelo outro, de saber o que o outro sente e pensa", revelou. Já a professora Sirleide Rodrigue falou da emoção que a empatia promove em todos os envolvidos. "Receber os textos com relatos, editá-los e torná-los públicos, me deu uma sensação de estar promovendo a inclusão, já que muitos de nossos estudantes que moram em comunidades distantes, não teriam condições de expressar seus sentimentos de forma compartilhada com tantas pessoas, nesta época de isolamento social", salientou.