Dois meses após a denúncia sobre crime ambiental no município de Contendas do Sincorá, na Chapada Diamantina, moradores do povoado de Palmeiras cobram do poder público uma iniciativa para barrar a exploração da pedra jaspe e a degradação da nascente do rio, que tem o mesmo nome da comunidade. De acordo com informações do Jornal da Chapada, uma nova denúncia foi encaminhada a este meio de comunicação. Consta que a exploração tem avançado, com uso de máquinas, garimpeiros e até intimidação de policiais militares, segundo informações. À mídia, os moradores disseram que, cansados com a demora do poder público, realizaram ações por conta própria. Foram até o local e pediram intervenção. Para os moradores do povoado, a atitude foi na intenção de passar a importância que o rio Palmeiras tem para a comunidade. Ainda informam que como forma de retaliação, um dia após a visita da população ao local de exploração, receberam “dois policiais militares, armados e fardados, no povoado de Palmeiras, para intimidar a população”. Eles ressaltam que os policiais não saíram da viatura, “no entanto, veio com a intenção de ir até a casa de um dos principais responsáveis pela denúncia deste crime contra nosso bioma, e cometeram abuso de poder com dizeres: ‘se ele ou os moradores forem lá novamente, se eles ousarem ir lá, eles serão recebidos na bala’. Soube que os polícias vieram sem o consentimento do comandante”. Um dos denunciantes alega que a ação foi a pedido do braço direito (morador local) dos chineses. O Jornal da Chapada manteve contato com o prefeito de Contendas do Sincorá, Ueliton Valdir Palmeira Souza (PL), para obter informações sobre as ações do Executivo em relação à exploração da pedra jaspe e consequentemente a degradação do rio que abastece os moradores do povoado que leva o mesmo nome. Em contato com a redação, ele aponta que não autorizou a exploração do mineral e que o município já registrou várias denúncias ao Inema, que já esteve no local e notificou o ‘chinês’.