Para fugir dos preços cobrados pelas seguradoras, milhares de donos de carros têm assinado contratos mais baratos de "proteção veicular". As autoridades alertam: pode sair caro. Esses contratos são apenas semelhantes aos dos seguros tradicionais, mas sem garantia de pagamento. Duzentas e cinquenta empresas que praticam este tipo de negócio já estão na mira da Justiça. E quase quatrocentos processos já foram abertos, com reclamações dos clientes. Seguro de automóvel até 70% mais barato. Além de rastreador grátis, seguro de vida incluído, até mesmo auxílio-funeral. É um bocado de vantagem. Dá pra acreditar? Os planos são vendidos como proteção veicular livremente pela internet ou por corretores, e funcionam como uma cooperativa. As empresas são legalizadas, têm CNPJ, mas não são regulamentadas pela Susep, o órgão do Governo Federal responsável pelo controle e fiscalização dos mercados de seguros e previdência. Segundo a Susep, mais de um milhão de carros teriam a tal proteção veicular. Quem adere ao plano vira cooperado e paga mensalidades. Em tese, o valor arrecadado seria usado para ressarcir donos de carros roubados ou acidentados. Na prática, não é bem assim. Enquanto em um seguro tradicional o prazo para o pagamento é de 30 a 60 dias, nestas cooperativas a espera pode ser muito maior. Ainda segundo a Susep, as empresas que vendem proteção veicular podem estar cometendo crimes contra a economia popular e o sistema financeiro, além de evasão fiscal e falsidade ideológica. Conforme o alerta do Jornal Bom dia Brasil da TV Globo, sobre Proteção veicular, para operar no ramo seguro tem que estar autorizado pela SUSEP - Superintendência de Seguros Privados. Informações Bom Dia Brasil.