São 2,4 milhões de crianças com sobrepeso, 1,2 milhão com obesidade e outras 755 mil com obesidade grave. Os hábitos alimentares errados, com consumo excessivo de industrializados, e a falta de atividades físicas são fatores que contribuem para o quadro de excesso de peso infantil. Priorizar uma alimentação saudável, incentivar que as crianças fiquem menos tempo na frente de celulares e televisão e façam mais atividades físicas estão entre as orientações da primeira campanha de prevenção e controle da obesidade infantil, lançada pelo Ministério da Saúde no último dia 13. Os pilares da campanha são promoção da alimentação adequada e saudável, mais atividade física e menos tempo de tela. A coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Gisele Bortolini, explicou que a orientação para os pais e responsáveis é descascar mais e desembalar menos, ou seja, consumir mais alimentos in natura e evitar os ultraprocessados como biscoitos recheados, salgadinhos de pacote e bebidas açucaradas. Além de engordar, esses alimentos prejudicam a saúde e causam diabetes, hipertensão, colesterol alto e até doenças cardíacas. Os dados do Ministério mostram que 15,9% das crianças menores de cinco anos têm excesso de peso. Revela ainda que o consumo de ultrapocessados começa cada vez mais cedo. Uma pesquisa de 2018 detectou que 49% das crianças de seis a 23 meses já havia consumido esse tipo de alimento. O programa Crescer Saudável, que funciona no âmbito do Programa Saúde na Escola (PSE), é uma das principais estratégias do Ministério da Saúde para prevenir a obesidade infantil. Em 2019, 4.118 municípios aderiram ao Programa e receberam repasse de R$ 38,8 milhões para executarem ações de promoção da saúde. Há ainda a Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil, que qualifica os profissionais da atenção primária para incentivar o aleitamento materno e a alimentação saudável para crianças menores de dois anos.