Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a dependência química é uma doença crônica, que geralmente atinge indivíduos que fazem uso constante de determinadas drogas. Além de um transtorno mental, este é um problema social que afeta a vida psíquica, emocional e física das pessoas. Desta forma, o combate às drogas demanda uma solução multidisciplinar, desde a prevenção até a reinserção do dependente químico na sociedade. A nova Política Sobre Drogas lançada em junho pelo Governo Federal está sendo implementada em conjunto pelos ministérios da Cidadania, da Saúde, da Justiça e Segurança Pública, dos Direitos Humanos, da Família e Mulher. A nova política prevê um endurecimento no combate ao tráfico e a ampliação do tratamento aos dependentes. Ao participar de fórum sobre o tema em Blumenau (SC) nesta semana, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, disse que o País enfrenta uma epidemia de consumo de drogas e que é preciso levar informação e conscientizar a sociedade sobre isso. Segundo ele, não houve, nos últimos governos, uma política pública consistente para o enfrentamento do problema. A atuação do governo teria ficado restrita apenas à redução de danos, deixando de lado o tratamento e o apoio à abstinência. Cabe ao Ministério da Cidadania, as campanhas de informação e prevenção às drogas, além da promoção do tratamento e o acolhimento dos dependentes químicos. Ao todo, a pasta financia cerca de onze mil vagas em comunidades terapêuticas - quantidade quatro vezes maior do que a do ano anterior. Para essas vagas, está previsto um investimento neste ano de mais de R$ 153 milhões.