Está marcado para acontecer na próxima terça-feira (17) o julgamento da denúncia do senador Aécio Neves (PSDB-MG) no inquérito referente a delação de executivos da J&F, controladora da JBS, quando a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidirá se aceita ou não a denúncia contra Neves. Ele é acusado de receber propina de R$ 2 milhões da empresa e ter tentado atrapalhar as investigações da Operação Lava-Jato. Caso o STF aceite a denúncia, Aécio passará à condição de réu. Ele nega as acusações. Em junho do ano passado, o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou Aécio por corrupção passiva e obstrução de justiça. Ele também denunciou por corrupção passiva outros três investigados no mesmo inquérito: Andrea Neves, irmã do senador; Frederico Pacheco, primo deles; e Mendherson Souza Lima, assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (PMDB-MG). Segundo as investigações, Andrea fez o contato inicial com a JBS para pedir propina, enquanto Frederico e Mendherson viabilizaram os repasses.