Segundo dados da Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares e de Escritório (Abfiae), os preços dos artigos escolares estão até 35% mais altos neste mês de janeiro em relação ao mesmo período de 2015. O aumento se deve a valorização do dólar ante o real. “Mochilas, estojos e lancheiras irão subir mais porque são importados e, por isso, são afetados imediatamente pela valorização do dólar”, afirma Rubens Passos, presidente da associação. Ele ressalta ainda que o aumento médio, que deverá ficar em 10%, só não é maior porque os fabricantes estão segurando o repasse dos preços. “Os produtos fabricados aqui vão subir menos agora, pois, se o reajuste for repassado de uma vez só, ninguém mais compra ou vende”, afirma o presidente. Além da alta inflacionária e do dólar, outro fator que encarece a lista de materiais escolares é a tributação em cima desses itens. Segundo um levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), o produto com mais encargos é a caneta, com carga tributária de 47,49%. Agendas, apontadores e borrachas, que também estão entre os itens mais básicos, têm até 43,19% de encargos. A régua é tributada em 44,65%. O consumidor que comprar um tubo de cola vai desembolsar 42,71% para os cofres públicos, enquanto um estojo terá 40,33% de seu preço em impostos.