Obras da Ferrovia Oeste-Leste na Bahia estão com trechos em estado de quase abandono, ou ritmo muito lento de atividades. No Lote 1, por exemplo, sem trabalhadores, os animais pastando compõem o cenário de quase abandono. Segundo a Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A, empresa pública vinculada ao Ministério dos Transportes, responsável pelo empreendimento, existem 450 pessoas trabalhando no Lote. Isso é metade do que tinha no início do ano. Outros 450 trabalhadores foram demitidos, segundo a Valec, por causa da redução dos repasses do Governo Federal, por conta da crise financeira no país. Na região sudoeste, a construção da ferrovia Oeste-Leste está parada há uma semana. Todo o maquinário e material utilizados na obra estão parados no terreno. Cerca de 800 trabalhadores foram demitidos. Os quase 200 que ficaram estão há quatro meses sem receber salários e protestaram na porta da empresa. O caso foi denunciado ao Ministério Público do Trabalho. Em Brumado, que faz parte do Lote 4, os operários foram demitidos, restando apenas alguns funcionários no setor administrativo. Em nota, a Valec, confirmou o corte de gastos do governo por causa da atual crise financeira, o que afetou o andamento das obras e o pagamento dos funcionários. A Valec diz ainda que o governo está trabalhando para regularizar a situação, mas não deu prazos.