Durante sessão solene realizada na Câmara de Vereadores de Brumado, a primeira-dama do município e presidente do Conselho da Mulher, Abiara Dias, utilizou a tribuna para destacar a importância da homenagem recebida e reforçar os avanços conquistados pelas mulheres na cidade.
O evento reuniu autoridades e representantes da comunidade em um momento de reconhecimento ao papel feminino na sociedade, evidenciando histórias de superação, dedicação e transformação social. Em seu discurso, Abiara ressaltou que muitas vezes exemplos de força e resiliência estão presentes no cotidiano, nas mulheres que enfrentam desafios diários em diferentes realidades.
A primeira-dama também destacou o trabalho desenvolvido por meio de iniciativas voltadas à valorização feminina, a exemplo de projetos que buscam fortalecer a autonomia e ampliar direitos. Segundo ela, a luta é contínua para que o reconhecimento das mulheres não se restrinja a períodos específicos, mas seja uma pauta permanente ao longo do ano.
Entre os avanços mencionados, estão conquistas relacionadas a direitos das servidoras públicas municipais, como a ampliação da licença-maternidade e a garantia de condições especiais para mães atípicas, refletindo políticas voltadas ao cuidado e à equidade.
A fala reforçou ainda a importância de ouvir as demandas femininas e transformar essas necessidades em ações concretas, consolidando políticas públicas que impactam diretamente a vida das mulheres no município.
FALA DA PRIMEIRA-DAMA NA ÍNTEGRA:
Receber essa homenagem não é apenas uma honra individual, é um reconhecimento coletivo, pois é um tributo à luta de cada mulher que constrói todos os dias a história do nosso município.
Eu me sinto profundamente feliz por estar sendo homenageada ao lado dessas mulheres, e são mulheres reais.
Sim, eu admiro grandes nomes da luta feminina, mas são vocês, mulheres do dia a dia, que realmente inspiram.
Admiro a mãe atípica que transforma exaustão em amor todos os dias, sem pausa.
Admiro a mulher da zona rural que acorda antes do sol nascer e, com as mãos calejadas, cria seus filhos com dignidade, muitas vezes sozinha.
Admiro a mulher negra que carrega nas costas séculos de dor, mas também de resistência.
Admiro a mãe que, muitas vezes, só consegue cuidar de si depois que seus filhos estão bem.
Admiro a mulher que chora escondida, mas sai de casa de cabeça erguida.
Porque é nessas mulheres que vemos a resistência viva todos os dias. Foi ouvindo essas histórias que, há sete anos, fundamos um movimento dedicado aos direitos das mulheres.
São sete anos de luta verdadeira, diária, construída em mais de mil reuniões, muitas vezes invisíveis.
Conquistamos a retomada da licença-maternidade de seis meses para as servidoras públicas municipais, garantindo um direito essencial para mães e filhos.
Também avançamos na garantia de redução de jornada para mães atípicas, reconhecendo os desafios de quem vive uma dupla jornada ainda mais intensa.
Essas conquistas mostram que não se trata de favor, mas de direitos que precisam ser assegurados.