Os recém nascidos oriundos da rede pública de saúde, em Brumado, podem contar com os teste da orelhinha e pezinho. Os exames são realizados logo que o bebê nasce, antes mesmo da alta hospitalar. Os exames são triagens neonatais que podem prevenir doenças e até mesmo detectar alguma alteração o mais cedo possível para evitar sequelas mais graves. O teste do olhinho (ou o teste do reflexo vermelho) é um exame que deve ser realizado rotineiramente em bebês na primeira semana de vida, preferencialmente antes da alta da maternidade, e que pode detectar e prevenir diversas patologias oculares, assim como o agravamento dessas alterações, como uma cegueira irreversível. Já o teste do pezinho, o qual é obrigatório por lei em todo o Brasil, identifica doenças causadoras de sequelas irreparáveis no desenvolvimento mental e físico da criança, sendo ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ainda, o Programa Nacional de Triagem Neonatal, que cobre a identificação de até quatro doenças (fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, anemia falciforme e fibrose cística).

Para dar um suporte ainda maior às mães, a pediatra Mariza Muniz, em entrevista ao Brumado Agora, ressaltou que idealizou o Cartão de Alta do Recém Nascido, o qual dispõe de todas as informações preliminares sobre o recém nascido, inclusive dados de vitalidade e observações necessárias após a alta da criança, como: importância da amamentação, maneira de dar banho, como o bebê deve dormir, maneira de se limpar o umbigo com curativo, entre outras. Segundo a Pediatra, as mães saiam do Hospital com informações vagas sobre o recém nascido e o cartão possibilitará que as informações não se percam e, inclusive, possam ser utilizadas por outros médicos. “No cartão, além do resultado dos testes do olhinho e pezinho, temos as informações sobre a vitalidade da criança, peso, altura, tipo de sangue, tipo de parto, sexo, e dicas para os cuidados com as crianças após terem alta. Achei necessário criar este cartão para que as informações não se percam e fique mais fácil para os médicos analisarem cada criança”, explicou.