A CDL de Brumado observa que desde que o comércio foi reaberto não conseguimos se quer atingir 30% do faturamento médio mensal, estamos trabalhando exclusivamente para pagar as despesas fixas, aluguel, energia, impostos, folha de pagamento, dentre outros. Quando ocorreu o fechamento no dia 20 de março e permaneceu por 38 dias fechado muitas empresas já não conseguem manter seus compromissos em dia, muitos fornecedores não prorrogaram duplicatas, a maioria das empresas não conseguiu efetivar empréstimos juntos aos bancos por causa das garantias reais que são exigidas. Hoje após 90 dias de dificuldade financeira as suspensões dos contratos com funcionários já estão vencendo e eles devem ter que retornar ao trabalho. E agora retornar ao trabalho com o comércio fechado? Não sabemos o que será de nossas empresas em Brumado. “Não existem dados técnicos que comprovem que o comércio seria o principal vetor de transmissão da Covid-19 na cidade. Diferente de centros urbanos maiores, Brumado não tem transporte coletivo (ônibus, trem, metro), que segundo diversos estudos já realizados podem ser os maiores responsáveis pelo aumento do contágio. Um caso clássico pode ser comprovado na maior cidade do país, São Paulo, que devido algumas medidas restritivas no trânsito, que obrigaram as pessoas a utilizarem o transporte público coletivo, provocou um aumento exponencial no número de casos”, observa Orlando Gomes, o qual destaca ainda que “existem muitos fatores que poderiam estar disseminando o vírus em nossa cidade, como por exemplo, o intenso êxodo Urbano provocado pela falta de emprego. Várias pessoas retornam para sua terra natal, situação inevitável e que não pode sequer ser julgada pela população. A necessidade faz as pessoas voltarem para sua terra, na casa dos pais, em busca do aconchego da família, no entanto, as mesmas terminam por transmitir involuntariamente o vírus aos familiares pois a doença na maioria dos casos é assintomática. Essa situação inclusive, não é um caso isolado, restrito a Brumado, pois é amplamente divulgada pelo secretário estadual de Saúde, ocorrendo em toda Bahia e já responsável pelo aumento de 300% dos casos. O comércio vem desempenhando seu trabalho com muita responsabilidade. A CDL, por exemplo, faz papel até de fiscalizadora, pois quando nos deparamos com algum comerciante que está em desacordo com as normas estabelecidas nos decretos municipais, vamos pessoalmente e o corrigimos para a segurança de todos os consumidores e colaboradores”.