Agora Sudoeste

'É preciso unir esforços. Precisamos nos precaver, ainda que não tenhamos casos registrados da doença em Brumado', disse o médico Aurino Rocha sobre Coronavírus

'É preciso unir esforços. Precisamos nos precaver, ainda que não tenhamos casos registrados da doença em Brumado', disse o médico Aurino Rocha sobre Coronavírus
Foto - Wilker Porto / Agora Sudoeste

Diante da pandemia de COVID-19 – Coronavírus, dos casos já confirmados em todo o Brasil, sendo deste, 13 na Bahia, conforme informou a a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), nesta terça-feira (17), o pré-candidato a prefeito de Brumado, médico Aurino Rocha ( PODE) se manifestou em nota a comunidade brumadense através das redes socias alertando que é necessário a população se precaver, mesmo que em Brumado não haja casos registrados da doença. “Nesse momento quero me dirigir a todos os brumadenses como médico e cidadão, não como pré-candidato. Apesar de ser uma hora de unir esforços, sem politizar o tema, temos que exigir atitudes preventivas das nossas autoridades. As informações sobre o COVID-19, o coronavírus, são preocupantes. Precisamos nos precaver, ainda que não tenhamos casos registrados da doença, cedo ou tarde teremos, considerando a velocidade  de transmissão do vírus. Algumas prefeituras, como Salvador e Vitória da Conquista, já decretaram suspensão das aulas e proibiram eventos com aglomeração de pessoas, suspendendo cinemas, teatros, shows, e até casamentos. Brumado parece alheia à pandemia, com a prefeitura isolada do mundo, exigindo que professores identifique sintomas nas crianças, as quais são assintomáticas. Não há medida pra contenção e prevenção. As crianças são vetores exponencias da doença, pois brincam juntas e mantém contato umas com as outras, podendo transmitir a doença à população mais suscetível aos sintomas, como os idosos. Exige-se uma atitude imediata de paralisação das aulas, mandando as crianças para suas casas, e resolvendo o problema da alimentação delas, fornecendo marmitex, com o monitoramento de agentes de saúde. É preciso agir, pois o número de óbitos é pequeno, mas, considerando que 20% dos infectados necessitarão de assistência médica, a situação pode se agravar, já que o nosso sistema de saúde, que já é precário, pode se tornar caótico, pois não socorrerá um grande número de infectados de uma só vez, gerando assim um surto, sem vagas no hospital e sem médicos que possam atender uma grande quantidade de infectados. Por isso é necessário evitar a transmissão e, além da higiene pessoal, é fundamental a suspensão das aulas! Essa é a primeira medida que está sendo tomada no Brasil e no mundo. Não podemos aguardar o prefeito acordar para o problema, vamos cuidar da gente e aguardar uma reação mais inteligente e responsável da prefeitura”, escreveu o médico Aurino Rocha.


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