Realizado pela primeira vez em 7 de setembro de 1995, o Grito dos Excluídos foi concebido para aprofundar o tema da Campanha da Fraternidade, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB. E ao longo da sua existência, o Grito passou a ter a inserção não só das pastorais sociais da Igreja Católica, como de entidades, sindicatos, grupos e movimentos sociais. A cada ano o Grito elabora um lema que está relacionado com a conjuntura política e a luta dos movimentos sociais. Em 2018, o lema foi “Desigualdade gera violência: basta de privilégio”, que desperta discussões sobre o aumento da violência e da desigualdade no Brasil, tendo como exemplos o retorno do País ao mapa da fome e os 12,9 milhões de desempregados, conforme dados do IBGE.
Em Brumado, o Grito dos Excluídos foi organizado pela Paróquia do Bom Jesus, APLB-Sindicato e Modera, percorrendo o circuito oficial do Sete de Setembro. Durante a manifestação foi feito um recital e as lideranças abordaram as questões de redução dos investimentos sociais pelo Estado brasileiro, a corrupção, a redução dos direitos, a Base Nacional Comum Curricular, que limita a quantidade de disciplinas obrigatórias para o estudante brasileiro e a redução das escolas públicas na zona rural, privando as suas crianças e os seus adolescentes, da possibilidade de receberem uma educação contextualizada.