Marcada por tumulto, interrupções e a decepção do povo com os vereadores, a sessão de segunda-feira (06) da Câmara de Vereadores de Brumado repercutiu em todo o município. A noite já era de grande expectativa, pois estavam em pautas projetos polêmicos e que geraram desde as primeiras horas do dia inúmeros protestos por toda a cidade. Foram apreciados e votados, dentre outra indicações, o projeto de lei que diminui de 180 para 120 dias a Licença Maternidade; os que preveem a extinção dos feriados de São Sebastião e São João; o fim de cargos de provimento efetivo (concursados) como Auxiliar de Serviços Gerais e de Manutenção e Reparos, Motorista e Guarda Municipal; e ainda o fim da representatividade da APLB.
A plenária estava lotada e a todo o momento populares, professores, representantes sindicais e religiosos, e guardas municipais, se manifestarem contra os projetos e pressionavam os vereadores quanto aos seus posicionamentos. Porém, mesmo diante das palavras de ordem, oração do Pai Nosso e Hino Nacional cantado por toda a plenária, a maioria dos vereadores acataram os projetos oriundos do prefeito Eduardo Lima Vasconcelos – com exceção do que se refere aos feriados – causando assim a revolta da população. Inicialmente, foi votado o projeto de lei que diminui de 180 para 120 dias a Licença Maternidade. Neste quesito, votaram contra os vereadores: Glaudson Dias (PDT), Elias Piau (PV), Zé Ribeiro (PT) e Lek Cabeleireiro (PV). Votaram a favor, aprovando o projeto, os vereadores: Eduardo Vasconcelos / Dudu (PSDB), Santino (PTC), Lia Teixeira (PDT), Ilka Abreu (PR), Rey de Domingão (PSB), Palito (PSD), José Carlos de Jonas (PT) e Wanderley (Nem) (PSB).
Quanto a extinção dos feriados de São Sebastião e São João, apenas votou a favor o vereador Eduardo Vasconcelos / Dudu (PSDB), sendo o projeto reprovado em primeira votação. Em relação ao fim da representatividade da APLB , votaram contra os vereadores: Glaudson (PDT), Santinho (PTC) Elias Piau (PV), Zé Ribeiro (PT) e Lek Cabeleireiro (PV). Votaram a favor, aprovando o projeto, os vereadores: Eduardo Vasconcelos / Dudu (PSDB), Lia Teixeira (PDT), Ilka Abreu (PR), Rey de Domingão (PSB), Palito (PSD), José Carlos de Jonas (PT) e Wanderley(Nem). Neste momento, a plenária reagiu negativamente a votação e invadiu o parlamento, hostilizando os vereadores, sendo necessária a intervenção da Polícia Militar.
Gritando palavras de ordem e de descontentamento com os vereadores, as pessoas se aglomeraram e se recusaram a deixar o parlamento. Os vereadores deixaram o local e a sessão foi suspensa temporariamente. Algum tempo depois, com os ânimos aparentemente menos exaltados, os vereadores voltaram para votar o último projeto da noite que prevê o fim de cargos de provimento efetivo (concursados) como Auxiliar de Serviços Gerais e de Manutenção e Reparos, Motorista e Guarda Municipal. Nesta questão, Glaudson (PDT), Elias Piau (PV), Zé Ribeiro (PT), Lek Cabeleireiro (PV) e Santinho (PTC) votaram contra o projeto, mas, para a revolta das categorias, Eduardo Vasconcelos / Dudu (PSDB), Lia Teixeira (PDT0, Ilka Abreu (PR), Rey de Domingão (PSB), Palito (PSD), José Carlos de Jonas (PT) e Wanderley (Nem) votaram a favor, sendo o projeto aprovado em primeira votação. A plenária mais uma vez reagiu negativamente ao resultado, hostilizando os vereadores. A sessão foi encerrada com gritos e vaias da população.