Em assembleia extraordinária realizada nesta terça- feira, 30 de agosto no Sindicato dos Mineradores, os Trabalhadores em Educação do Município, decidiram majoritariamente pela greve por tempo indeterminado, que dará início as paralisações no dia 05 de setembro de 2016. Em carta aberta enviada a redação do Brumado Agora a APLB comentou a decisão pela greve. "O Gestor, mais uma vez dificultou entendimento entre a categoria e gestão quando priorizou questões “políticas” a questões de direitos, que impede progressões e tira vários direitos dos Trabalhadores em Educação de Brumado.Os professores estão muito indignados, pois em 2015, o governo já confiscou 5,01% desonrou acordos feitos em mesa em novembro do mesmo ano e em janeiro de 2016, quando deveria reajustar os vencimentos com o mesmo índice de reajuste do piso salarial que foi 11,36%, valendo desde janeiro, o mesmo ignorou". A carta seguiu dizendo que "Vários ofícios cobrando mesa de negociação acordada em novembro de 2015 ao termino da greve dos Servidores Públicos foram enviados e ignorados. Ofícios que cobravam acordos feitos em mesa, dentre eles a Reestruturação do Plano de Carreira dos Professores e demais Servidores Públicos Municipais. O Pacote de maldades desta Gestão parece não ter limites. Demos o voto de confiança e mais uma vez fomos traídos. Várias mesas de negociações com espaçamentos entre uma mesa e outra de forma intencional no início para que perdêssemos os prazos de acordo a Lei Eleitoral. E o perdemos! Uma perfeita combinação entre a ORPAN e Prefeito que fizeram questão de lembrá-la quando o Projeto de reajuste já havia sido encaminhado para Câmara, votado e aprovado pela mesma, mas quando “ELES” lembraram que tinham “esquecido” este pequeno detalhe a “Lei Eleitoral” e resolveram enviar novamente para ser vetado. VETADO? Como? Esqueceram-se da Lei? ".
Passamos por cima desta questão, fizemos outro acordo. OUTRO ACORDO? Sim, concordamos em não derrubar o VETO na Câmara e acordamos em aceitar receber o reajuste a partir de outubro para não impactarmos a folha da prefeitura e a mesma não cair no contraditório da LRF – Lei de responsabilidade fiscal – e em contrapartida, o gestor promoveria a mesa final do Plano e aprovaria e enviaria projeto até o dia 25 deste mês corrente. Acordo escrito e assinado pelo Prefeito e, PASMEM-SE, mais uma vez não foi honrado. Por fim na sexta-feira, dia 25 de agosto de 2016, novos acontecimentos: dois artigos do Plano que foi construído, lido e debatido durante exaustivos meses de negociação juntamente com Comissão de Educação da Câmara, Procurador Jurídico, Técnico e APLB, na ultima hora despertou o interesse da Gestão e da Secretaria de Educação, que pela primeira vez, resolveu participar da mesa. Como? Primeira vez? Sim e sem a devida leitura e conhecimento do Plano! Como? Sem leitura? Sim. Perguntamo-nos também! Como a Secretária de Educação e o Prefeito não se inteiraram do Plano, mas chegaram negociando a retirada de dois artigos do mesmo?
Que artigos são esses que viraram pautas bombas e incomodaram à Administração Publica? Artigos que versam sobre a gestão democrática nas escolas com eleições para direção e participação da comunidade escolar; e licença para a liberação do professor para o mandato sindical.
Percebemos que a liberação do professor incomodou com sua atuação no sindicato, pois em outra gestão de professora num sindicato que não representava a categoria, este diferentemente não aceitou acordo de gavetas, melhor, o respeito foi tão pela APLB QUE NÃO OUSARAM PROPOR ESTA PRÁTICA VICIADA POR GESTÃO PASSADA.
Respeito e compromisso são o que APLB na sua atuação teve e tem pelos Profissionais da Educação e que por mais que tentem por meio de um artigo que tem significados diferentes: para gestão, político, para APLB, carreira, continuará sua luta pela categoria.
O que APLB fez ao construir este pequeno recorte da memoria das nossas mesas de negociação tentando mostrar para a nossa sociedade e em especial aos pais, mães e responsáveis pelos nossos alunos, que os professores agiram de boa fé o tempo inteiro nestas negociações, mas que a gestão pública de Brumado no tocante aos que contribuem para formação na educação dos vossos filhos, que são os professores e demais trabalhadores em Educação do nosso município, desrespeita o Plano de Careira do Magistério e a Lei do piso.
Os Trabalhadores em Educação de Brumado ficaram inconformados com a postura da atual gestão que de forma inaceitável está tentando conter a atuação da APLB com a não liberação do professor para o mandato sindical e o processo democrático nas escolas, negando a participação de pais, alunos e professores na escolha de quem vai dirigir a escola em que estuda, deixando claro a todos que o posicionamento político do prefeito é característico de grupos políticos que se identificam aos regimes autoritários.
Reafirmamos que as posições que a direção da APLB vem adotando são de um sindicalismo combativo, independente e democrático.