O maquinista da Ferrovia Centro Atlântica (FCA), George Fagner, de 28 anos, morreu no último sábado (13), quando três locomotivas tombaram e pegaram fogo. No momento do acidente (que aconteceu no Km 773 – trecho ferroviário, entre os municípios de Licínio de Almeida e Urandi, Sudoeste da Bahia), a empresa praticava a monocondução, isto é, um maquinista na operação, quando deveriam ser dois, segundo o SINDIFERRO – Sindicato dos Trabalhadores Ferroviários e Metroviários da Bahia e Sergipe. O Sindicato tem denunciado à empresa FCA/VLI/VALE e órgãos federais, acerca das péssimas condições, em que se encontra a ferrovia nos estados da Bahia e Sergipe.
O sindicato aponta que, apenas em 2015, 3 descarrilamentos aconteceram na Bahia, em trechos operados pela FCA/VLI/VALE. “Faltam investimentos em manutenção, onde se necessita, urgentemente, da substituição dos trilhos e dormentes, que estão podres e com vida útil ultrapassada. Necessita-se também de limpeza e regularização de valetas, bueiros e encostas”, ressalta o Sindicato, acrescentando que “ nesse momento de dor, toda a categoria metroferroviária está ao lado dos familiares do companheiro George Ferreira. A Entidade Sindical continuará sua luta incansável para defender melhores condições de trabalho e alertar ao Governo Federal, através do Ministério dos Transportes e, em especial, a ANTT, que tem a responsabilidade de efetuar a fiscalização dos contratos de concessão e arrendamento assinados pela empresa e a União, exigindo rigor no cumprimento das cláusulas”.