O presidente da Câmara de Vereadores de Brumado, Alessandro Lôbo e Silva, em entrevista durante um programa de rádio, falou sobre as dificuldades do município diante da crise que, segundo ele, tiveram as proporções acentuadas devido à falta de planejamento da Administração Municipal. “A crise acontece em Brumado e no país como um todo. Claro que algumas cidades previram esta crise, se planejaram e conseguiram resultados melhores. Talvez, o que houve em Brumado tenha sido um planejamento onde não se vislumbrava o tamanho da frise”, ressaltou. Silva falou ainda sobre a queda de arrecadação do município, principalmente após a paralisação das atividades da Fiol. “Nós não podemos deixar de reconhecer que a época que a Fiol estava atuando eram injetados nos cofres do município em torno de R$ 500 mil/mensais, livres para investimento. Só para se ter um parâmetro, a Praça do Jurema vai ser construída com cerca de R$250 mil, ou seja, só o que a ferrovia injetava no município por mês equivaleria a duas praças daquela por mês”, explicou. Para o vereador, a falta de planejamento da gestão foi o principal fator para que as dificuldades tomassem grandes proporções em Brumado. “Reconhecemos que houve uma queda brusca de arrecadação por conta da crise, mas também a gente não pode deixar de fazer uma crítica construtiva, quanto à forma de planejamento. Não se pode, por conta de uma crise, paralisar serviços essenciais, como aconteceu. Ou seja, houve um erro de planejamento, é necessário gerir adotando prioridades”, concluiu.