Na noite de 03 de agosto, a Câmara Municipal de Vereadores de Brumado realizou sessão solene para a entrega de títulos de Cidadão Brumadense. Dentre os homenageados, estava a Defensora Pública Estadual Aposentada Angélica Coelho de Oliveira que não compareceu a sessão, mas enviou email ao presidente da Câmara Municipal de Brumado, vereador Alessandro Lôbo e Silva (PSL), justificando a sua decisão de declinar da homenagem. Na mensagem enviada, Oliveira agradece a inclusão do seu nome no rol dos agraciados naquela noite, mas diz esta ser incompatível com a moção de repúdio que recebeu da Casa em 1998. “Venho declinar de tal homenagem, entre outras razões, por considerá-la, sobretudo, incompatível com a Moção de Repúdio de que fui alvo em 1998, no exercício das minhas funções de Defensora, e que ainda se encontra vigendo, registrada como permanece, nos anais dessa Casa Legislativo, pelo que seria por demais incoerente tanto a concessão, quanto a aceitação do honroso título, nessas circunstancias.”, disse no texto. O fato em questão foi o resultado de um posicionamento da, naquele período, Defensora Pública Estadual em exercício, em um debate promovido por uma emissora de rádio local relacionado a uma proposta defendida pelos vereadores para revogar dispositivo do Código Nacional de Trânsito (CNT), quanto a revogação da obrigatoriedade do uso de capacete por motociclistas brumadenses, quando Angélica destacou a inconstitucionalidade da proposta, questionada sobre a ausência de representantes da Câmara Municipal, ressaltado não lhe causar espanto, “pois político quando vê eleitor, só enxerga voto. Esquece até das questões legais envolvendo a discussão com medo de perder voto”. Na ocasião, os legisladores não aprovaram as declarações e fizeram a Moção de Repúdio em represália a Defensora. Esta, foi aprovado por unanimidade.