Nos últimos meses, circulou nas redes sociais e em diversos portais a informação de que a partir de 2026 o atestado médico de papel não seria mais válido no Brasil, sendo substituído por um formato exclusivamente digital. Essas notícias causaram dúvidas entre profissionais, pacientes, empregadores e gestores de RH — mas… o que é fato, o que é boato e o que realmente está em vigor? Vamos explicar tudo com base nas fontes oficiais e nos esclarecimentos do Conselho Federal de Medicina (CFM).
Por Que Surgiu essa Confusão sobre os Atestados Médicos em 2026
Antes de tudo, é importante entender de onde surgiu o boato. Em 2024, o Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamentou a implantação de uma nova plataforma digital chamada Atesta CFM, que visa padronizar, emitir e validar atestados médicos eletronicamente. Essa plataforma foi criada para reduzir fraudes, facilitar a verificação de autenticidade e modernizar o processo de emissão de documentos de saúde.
Diversos portais, publicações e postagens nas redes sociais interpretaram erroneamente essa iniciativa do CFM como uma proibição automática do atestado físico, afirmando que o formato em papel deixaria de ser aceito a partir de 2026, ou até mesmo já em março de 2025 ou 2026.
Essa interpretação, no entanto, não corresponde à realidade jurídica vigente — conforme esclarecido pelo próprio CFM e por veículos sérios de verificação de fatos.