
Pela primeira vez em 24 anos de carreira, o cantor Xand Avião não fará apresentações na Bahia durante o período junino. A ausência do artista na programação de São João dos municípios baianos em 2026 acontece em meio às discussões sobre os altos valores pagos em cachês para atrações nacionais.
Neste ano, diversas cidades da Bahia passaram a adotar um teto de até R$ 700 mil para contratação de artistas durante os festejos juninos. A medida foi impulsionada pelo prefeito de Cruz das Almas, Ednaldo Ribeiro, em parceria com a União dos Municípios da Bahia (UPB), como forma de controle dos gastos públicos nas festividades.
Em entrevista ao jornalista Leo Sampaio, do portal Pida!, Xand Avião comentou sobre a ausência de shows no estado, mas não detalhou os motivos que levaram à decisão. O cantor destacou a importância da Bahia para sua trajetória artística e elogiou a grandiosidade do São João baiano.
“É a primeira vez em 24 anos que eu não faço um show na Bahia no São João. Eu sempre falo que quem me apresentou o São João da Bahia foi a Sol [Solange Almeida]. Eu não sabia que era tão grandioso. É o primeiro ano que eu não vou fazer nenhum show na Bahia, infelizmente, mas já já estou voltando”, afirmou o artista.
Dados do Painel Junino do Ministério Público da Bahia apontam que Xand Avião esteve entre os artistas com os maiores cachês pagos por municípios baianos em 2025. No ano passado, o cantor realizou apresentações em seis cidades do estado com contratos que chegaram a R$ 700 mil.
Outro nome que esteve no centro do debate sobre cachês milionários foi o cantor Wesley Safadão, que recebeu R$ 1,1 milhão por cinco apresentações na Bahia durante os festejos juninos do ano passado. Recentemente, o artista rebateu críticas relacionadas aos valores cobrados pelos shows.
“Eu sempre digo o seguinte: a gente está bem tranquilo em relação a isso. Às vezes, as pessoas estão até achando que é como se fosse praticamente um crime, mas ninguém está cometendo um crime. A gente está executando o nosso trabalho”, declarou Safadão.