Pesquisa da Uesb aponta musicoterapia como eficaz para pacientes com Parkinson

Pesquisa da Uesb aponta musicoterapia como eficaz para pacientes com Parkinson
Foto - Divulgação

Tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular, desequilíbrio e alterações na fala e na escrita são os principais sintomas da Doença de Parkinson, a segunda doença neurodegenerativa mais recorrente no mundo. Mas você já imaginou que a música pode servir como terapia para pacientes que possuem essa patologia? Uma pesquisa desenvolvida no curso de Medicina da Uesb, campus de Vitória da Conquista, apontou a musicoterapia como potencial estratégia terapêutica no cuidado da Doença de Parkinson. Segundo Luzia Chaves, pesquisadora a frente do estudo, a técnica se mostrou eficiente como terapia complementar, “com resultados positivos no manejo dos sinais e sintomas motores e não motores, além da melhora na qualidade de vida dos pacientes, sendo eficaz o uso de diversos métodos, em contextos de simples e dupla tarefa”, aponta. Resultados promissores – Com diagnóstico feito com base na história clínica do paciente, a Doença de Parkinson consiste na degeneração das células presentes em uma região do cérebro chamada substância negra. Essas células produzem dopamina, hormônio responsável por conduzir as correntes nervosas do nosso corpo. Quando há uma diminuição ou falta da dopamina, os movimentos, por exemplo, são afetados.


Anvisa torna permanente entrega de remédio controlado em casa

Anvisa torna permanente entrega de remédio controlado em casa
Foto - Marcello Casal Jr / Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tornou definitiva a prática da entrega de medicamento controlado na casa dos pacientes. A medida foi autorizada durante a pandemia em caráter provisório. No entanto, a agência alterou a quantidade máxima de remédios por receita para a entrega remota. Durante a pandemia, a quantidade havia sido ampliada, porém essa permissão perdeu a validade na semana passada. Na pandemia, por exemplo, era permitida a entrega de 18 ampolas ou quantidade suficiente para seis meses de tratamento de medicamentos com controle especial. Agora, podem ser entregues cinco ampolas ou quantidade para 60 dias de tratamento. Veja no site da Anvisa a quantidade permitida para outros tipos de medicamentos controlados.


Governo de Lula recomenda não adotar horário de verão em 2023

Governo de Lula recomenda não adotar horário de verão em 2023
Foto - Wilker Porto / Agora Sudoeste

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu uma recomendação técnica para não adotar o horário de verão neste ano. Segundo informações apuradas pela Folha de S.Paulo, técnicos do Ministério de Minas e Energia (MME) avaliaram que o planejamento do setor elétrico está sólido, garantindo o fornecimento de energia, e que os dados disponíveis não apontam ganhos significativos com a implementação da medida. O horário de verão, que tradicionalmente estabelecia que os relógios fossem adiantados em uma hora entre os meses de outubro e fevereiro, visava reduzir o consumo de energia ao aproveitar a luz natural do sol por um período maior. No entanto, o contexto atual sugere que a medida não seja necessária. Um dos fatores que contribuem para essa recomendação é o atual cenário dos reservatórios das hidrelétricas, que estão em níveis elevados, garantindo a disponibilidade de energia. Além disso, o Brasil conta cada vez mais com fontes de energia renovável, como a solar e a eólica, que fornecem uma oferta estável de energia a custos mais baixos. O horário de verão foi extinto durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em abril de 2019. Na ocasião, o ex-presidente alegou que estudos indicavam que a medida não estava mais resultando em economia de energia e poderia afetar negativamente o bem-estar das pessoas.


Coberturas vacinais estão melhores que em 2021 e 2022, diz SBIm

Coberturas vacinais estão melhores que em 2021 e 2022, diz SBIm
Foto - Wilker Porto / Agora Sudoeste

Novidades como as vacinas para a dengue e para o vírus sincicial respiratório, além dos obstáculos já conhecidos do Programa Nacional de Imunizações (PNI) como o antivacinismo e a hesitação vacinal serão temas de discussão entre especialistas que vão se reunir de quarta-feira (20) a sábado (23) em Florianópolis, Santa Catarina, na Jornada Nacional de Imunizações. Em entrevista à Agência Brasil, a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), Mônica Levi, diz estar otimista em relação à retomada das coberturas vacinais, cuja queda já começou a ser revertida. “É um trabalho bem árduo, porque quando você consegue causar medo e desconfiança, é muito difícil retomar isso. Mas sou uma pessoa otimista, acho que estamos caminhando. As coberturas vacinais já estão melhores que em 2021 e 2022. Acho que vamos conseguir, mas recuperar todo o estrago demora um pouco para voltarmos a ser um exemplo”, avalia. A sociedade científica é a organizadora da jornada que será realizada no ano em que o PNI completa meio século de vida. Para além de celebrar, o evento vai contar com um fórum especial de saúde pública em que representantes do Ministério da Saúde, Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e secretarias municipais e estaduais de saúde discutirão os próximos passos para a retomada das coberturas vacinais.


Vacina da hepatite B foi primeira a prevenir contra um tipo de câncer

Vacina da hepatite B foi primeira a prevenir contra um tipo de câncer
Foto - Divulgação / Dênio Simões / Agência Brasília

O vírus HBV, causador da hepatite B, é um antígeno silencioso, que pode demorar anos até ser notado pelo hospedeiro. Quando isso acontece, entretanto, muitas vezes o estrago provocado já resultou em uma cirrose ou um câncer de fígado. Disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças, adolescentes e adultos, a vacina contra a hepatite B é a principal forma de prevenir essa doença, que pode ser transmitida sexualmente, pelo contato com o sangue e durante a gestação, da mãe para o bebê. Infectologista da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, Raquel Stucchi destaca que a vacina contra a hepatite B foi a primeira vacina contra algum tipo de câncer a ser disponibilizada, porque o vírus da hepatite B é o principal causador de câncer de fígado. “A vacinação diminuiu drasticamente os casos de hepatite B e o risco de cirrose e câncer de fígado. Por isso, a vacina é importante. E por que na infância? Primeiro, a adesão na infância é mais fácil. Ela é feita com outras vacinas nos primeiros meses de vida e pode ser feita no berçário, assim que a criança nasce. E a resposta das crianças contra a hepatite B é de 100%, e, com a criança se mantendo saudável depois, essa proteção é para a vida toda.”


Anvisa autoriza nova fase de testes com vacina brasileira contra covid

Anvisa autoriza nova fase de testes com vacina brasileira contra covid
Foto - Wilker Porto / Agora Sudoeste

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início de uma nova etapa de ensaio clínico com uma candidata à vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O estudo é financiado pela universidade, pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Prefeitura de Belo Horizonte. Em nota, a Anvisa informou que o início da primeira fase do ensaio clínico foi autorizado pela agência em outubro de 2022 e, com base nos resultados preliminares de segurança e imunogenicidade obtidos, foi autorizado o prosseguimento do ensaio clínico para a fase seguinte. “O objetivo dessa nova fase é obter dados adicionais de segurança e imunogenicidade utilizando-se a dose que apresentou melhor desempenho na primeira fase”, diz a nota. Ainda segundo a agência, nessa nova fase, serão incluídos participantes saudáveis de ambos os sexos, com idade entre 18 e 85 anos, que completaram o esquema vacinal primário para a covid-19 utilizando as vacinas CoronaVac ou Covishield, tendo recebido uma ou duas doses de reforço com Covishield ou Comirnaty, há pelo menos 6 meses. Os participantes poderão ter tido infecção natural prévia por covid há pelo menos 6 meses da data de inclusão. O ensaio clínico, de acordo com a Anvisa, está sendo realizado em três centros em Belo Horizonte: na Faculdade de Medicina da UFMG, no Centro Freira de Pesquisa Clínica e no Centro Infection Control. Serão incluídos 372 voluntários e o recrutamento é de responsabilidade dos centros que conduzem a pesquisa.? O prazo para início do estudo clínico após a aprovação?ética e regulatória?é definido pelo patrocinador do estudo.


Notificações de zika vírus aumentam no país em relação a 2022

Notificações de zika vírus aumentam no país em relação a 2022

O número de casos de zika vírus no país subiu 20% de janeiro até o dia 8 de julho de 2023. As notificações passaram de 5.910 para 7.093, na comparação com mesmo período de 2022. A Região Sudeste teve o maior aumento de casos, com percentual de 11,7%. O Ministério da Saúde informou "que os dados são preliminares e sujeitos a alterações e que a vigilância das arboviroses – o que inclui as infecções causadas pelo vírus zika – é de notificação compulsória, ou seja, todo caso suspeito e/ou confirmado deve ser obrigatoriamente notificado aos serviços de saúde”. No mês de abril, em meio ao aumento de casos de dengue, zika e chikungunya no Brasil, as arboviroses, o governo federal lançou uma campanha nacional de combate às doenças, transmitidas por um mesmo vetor, a picada do mosquito Aedes aegypti. Na ocasião, o Ministério da Saúde acionou o Centro de Operações de Emergências de Arboviroses (COE) e foram realizadas ações de apoio nos 11 estados com maior número de casos e mortes por dengue e chikungunya. Outra ação foi investimento de R$ 84,3 milhões em compra de inseticida, larvicida, distribuição de kits de diagnóstico e capacitação de profissionais de saúde. Em junho, o COE foi desativado após ter sido constatada queda no risco de transmissão das arboviroses em todos os estados. O número de casos notificados de zika vírus caiu 87% entre abril e julho. "Essa queda se deve às ações empenhadas no controle do vetor, às ações promovidas pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde, além de mudanças climáticas que implicam na circulação viral da dengue e chikungunya. Diante disso, considerando o cenário atual, a partir da Semana Epidemiológica (SE) 19, o COE Arboviroses foi desativado. Ainda assim, o Ministério da Saúde vai continuar monitorando o comportamento das arboviroses no Brasil ao longo de todo o ano", informou a pasta na ocasião. 


Farmácias habilitadas já podem realizar exames clínicos

Farmácias habilitadas já podem realizar exames clínicos
Foto - Wilker Porto / Agora Sudoeste

A resolução que atualizou as normas de coleta, exames e análises para o diagnóstico de doenças entrou em vigor nesta terça-feira (1º). Entre as mudanças está a autorização dada a farmácias e consultórios isolados para a realização de exames clínicos em etapa única, com caráter de triagem. Até agora, as farmácias só eram autorizadas a realizar testes de covid-19 e glicemia. Com a mudança, a lista de exames clínicos para triagem passa de mais de 40 tipos, como o do antígeno NS1 para triagem da dengue, por exemplo. Segundo o diretor-executivo da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Sergio Mena Barreto, a nova resolução posiciona as farmácias como porta de entrada do sistema de saúde do país. Atualmente, a instituição já contabiliza a existência de mais de seis mil salas configuradas para a assistência farmacêutica. Sergio explica que a pandemia de covid-19 foi fundamental para desenvolver essa estrutura. “Realizamos 20,7 milhões de testes de covid e identificamos que pelo menos 10% dos casos eram graves o suficiente para encaminhamento ao hospital. Além disso, capacitamos cerca de 20 mil farmacêuticos para esses serviços”, explicou.


Anvisa dá registro definitivo para vacina bivalente contra covid-19

Anvisa dá registro definitivo para vacina bivalente contra covid-19
Foto - Wilker Porto / Agora Sudoeste

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (24), o registro definitivo da vacina Comirnaty bivalente contra a covid-19 da Pfizer. O imunizante está indicado para a prevenção da covid-19 e pode ser utilizada por pessoas a partir de 5 anos de idade. A indicação é que o uso seja apenas como dose de reforço, ou seja, só pode ser aplicada em quem já se vacinou contra a doença, com aplicação pelo menos três meses após a última dose tomada. A vacina já estava sendo utilizada no Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde (MS) de forma emergencial. Antes do registro definitivo, o produto era usado como dose de reforço para o público acima de 12 anos de idade com comorbidades e para maiores de 18 anos.


Cobertura vacinal de crianças aumenta após queda durante pandemia

Cobertura vacinal de crianças aumenta após queda durante pandemia
Foto - Wilker Porto / Agora Sudoeste

Depois da queda na cobertura vacinal causada pela pandemia de covid-19 em todo o mundo, dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostram que este cenário começou a melhorar. Em 2022, 4 milhões a mais de crianças foram atendidas pelos serviços de imunização em comparação com 2021. Dados da OMS e do Unicef mostram que os países intensificaram os esforços para enfrentar o retrocesso na imunização causado pela pandemia de covid-19. De acordo com a pesquisa, 20,5 milhões de crianças deixaram de receber uma ou mais vacinas nos serviços de imunização de rotina em 2022, uma melhora em comparação com os 24 milhões de crianças que não foram imunizadas em 2021. Apesar disso, o número permanece maior do que os 18 milhões de crianças que ficaram de fora do esquema vacinal em 2019, antes da pandemia.


Campanha de combate às hepatites virais será permanente

Campanha de combate às hepatites virais será permanente
Foto - Agência Brasil

A Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) decidiu tornar permanente, e com vigência durante todo o ano, a campanha de conscientização e combate às hepatites virais, que marca tradicionalmente o mês de julho. “Essa foi uma ideia que tivemos porque, se a gente se prende só a um mês, agosto começa e as pessoas acabam se esquecendo da importância do tema. Por isso, o nosso mote foi De Julho a Julho Amarelo. A cura começa com o teste para a campanha contra as hepatites virais”, disse nesta terça-feira (4) à Agência Brasil o presidente da SBH, Giovanni Faria Silva. A campanha é promovida em parceria com o Instituto Brasileiro de Figado (Ibrafig). O titular da SBH considerou de grande importância a Lei 14.613, sancionada na segunda-feira (3) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que altera a Lei 13.802, de 10 de janeiro de 2019, que instituiu o Julho Amarelo, e estabelece um conjunto de atividades e mobilizações a serem desenvolvidas para combate às hepatites virais neste mês. Na próxima semana, membros da SBH participarão, em Brasília, de reuniões no Ministério da Saúde, com o objetivo de traçar metas e planos para estender pelo país ações de diagnóstico, tratamento e combate às hepatites virais. Faria Silva disse que é interesse da SBH dar todo o apoio ao ministério, do ponto de vista de orientações sobre tratamento, inclusive no formato online, a médicos que não têm muita intimidade com as hepatites virais.


Vacina brasileira contra covid-19 tem bons resultados em testes

Vacina brasileira contra covid-19 tem bons resultados em testes
Foto - Arquivo pessoal / UFMG

A primeira fase de testes clínicos da vacina SpiN-Tec contra a covid-19 tem apresentado resultados positivos. Desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), é a primeira vacina 100% nacional, por não depender de transferência de tecnologia ou de importação. Dados preliminares indicam que ela não apresentou problemas de segurança com os voluntários e tem potencial para gerar uma resposta imunológica ao vírus causador da doença. Depois de passar pela fase pré-clínica, quando os testes realizados em animais de laboratório não apresentaram efeitos colaterais, a fase clínica 1 começou em novembro do ano passado. Até março deste ano, a vacina foi aplicada em 36 pessoas, com idade entre 18 e 54 anos. Os dados estão em análise pelos pesquisadores e devem ser apresentados ainda neste mês para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A expectativa é que a fase clínica 2 comece no início de junho com 372 voluntários entre 18 e 85 anos. Eles precisam ter sido vacinados com duas doses iniciais da vacina CoronaVac ou da AstraZeneca, e uma ou duas doses de reforço da Pfizer ou AstraZeneca. Quem tomou a vacina bivalente não pode participar dessa fase. Ter tido covid-19 não é um impeditivo, desde que tenha ocorrido há mais de seis meses. Na fase 2, o foco dos testes é na imunogenicidade, ou seja, verificar o nível de anticorpos gerados e a resposta dos linfócitos na proteção do organismo. A informações são de Helton Santiago, coordenador dos testes clínicos da vacina e professor do Departamento de Bioquímica e Imunologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG. Ele explica que, ao contrário do que ocorreu nos testes das primeiras vacinas contra a covid-19, desta vez o objetivo é testar a eficácia da SpiN-Tec como dose de reforço. 


Saúde lança campanha após aumento da dengue, Zika e chikungunya

Saúde lança campanha após aumento da dengue, Zika e chikungunya
Foto - Divulgação

Em meio ao aumento de casos de dengue, Zika e chikungunya no Brasil, o Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira (4) a campanha nacional de combate às três arboviroses. Com a mensagem Brasil unido contra a dengue, Zika e chikungunya, a pasta alerta para sinais, sintomas, prevenção e controle das doenças, transmitidas por um mesmo vetor, o mosquito, em particular o Aedes aegypti, popularmente conhecido como pernilongo rajado em razão das listras brancas nas pernas. A reintrodução do vírus da dengue no Brasil aconteceu em 1986. Já o chikungunya foi registrado pela primeira vez em 2014, enquanto o Zika foi identificado no país em 2015. De acordo com a diretora do Departamento de Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do ministério, Alda Cruz, o Brasil registra epidemias sucessivas de dengue com intervalos cada vez mais curtos entre os surtos, enquanto Zika e chikungunya também se mantêm com taxas endêmicas ao longo dos anos.


Pesquisadores apontam alto risco de volta da poliomielite no Brasil

Pesquisadores apontam alto risco de volta da poliomielite no Brasil
Foto - Wilker Porto / Agora Sudoeste

A sétima edição do International Symposium on Immunobiologicals (ISI), aberta nesta terça-feira (2), alerta para o risco alto da volta da poliomielite ao Brasil. A doença, erradicada no país desde 1989, pode matar ou provocar sequelas motoras graves. Em um dos debates do dia, pesquisadores apontaram a baixa cobertura como principal motivo de preocupação com a paralisia infantil, como a doença também é conhecida.O evento é promovido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Bio-Manguinhos/Fiocruz, no Rio de Janeiro. A presidente da Câmara Técnica de Poliomielite do Ministério da Saúde, Luiza Helena Falleiros, destacou o conjunto de fatores que levaram a esse cenário e disse que existe um risco evidente. “Com o processo de imigração constante, com baixas coberturas vacinais, a continuidade do uso da vacina oral, saneamento inadequado, grupos antivacinas e falta de vigilância ambiental, vamos ter o retorno da pólio. O que é uma tragédia anunciada”, afirmou.Luiza Helena lembrou que sempre se diz que as vacinas são vítimas do seu próprio sucesso. “Hoje ninguém mais viu um caso de pólio. Não se tem essa noção de risco enorme, mas ele existe. E não tem milagre, nem segredo. Tem que vacinar.”


Vacinação contra poliomielite deve ser reforçada no Brasil

Vacinação contra poliomielite deve ser reforçada no Brasil
Foto - Wilker Porto / Agora Sudoeste

A vacinação contra a poliomielite, conhecida como paralisia infantil, deve ser reforçada no Brasil, principalmente depois da confirmação de um caso da doença em Loreto, no Peru. A recomendação é do Ministério da Saúde. Desde 2019, a vacinação de crianças menores de 5 anos vem caindo. Nenhum estado atingiu o índice superior a 95% de imunizados.A região de Tabatinga, na fronteira da Amazônia brasileira com o Peru, é um dos locais com maior risco de infecção pela baixa imunização. “Poliomielite é uma doença infectocontagiosa transmitida pelo polivírus que vive no intestino. Embora ocorra com maior frequência em criança menores de 4 anos, adultos também podem ser contaminados”, alertou a coordenadora de Saúde Básica do município, Nara Peres. Ainda não existe um tratamento específico para a paralisia infantil. Todos os contaminados devem ser hospitalizados para tratar os sintomas. Mas todo cuidado é pouco, porque os efeitos da doença podem ser graves e estão relacionados com a infecção da medula e do cérebro pelo polivírus.


Covid-19: governo amplia vacina bivalente para todos acima de 18 anos

Covid-19: governo amplia vacina bivalente para todos acima de 18 anos
Foto - Wilker Porto / Agora Sudoeste

O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (24) a ampliação da campanha de vacinação contra covid-19 com a dose de reforço bivalente para toda população acima de 18 anos de idade. Cerca de 97 milhões de brasileiros poderão ser vacinados. Pode tomar a dose bivalente quem recebeu, pelo menos, duas doses de vacinas monovalentes (Coronavac, Astrazeneca ou Pfizer) no esquema primário ou reforço. A dose mais recente deve ter sido tomada há quatro meses. Quem está com dose em atraso, pode procurar também as unidades de saúde. O ministério ressalta que as vacinas têm segurança comprovada, são eficazes e evitam complicações decorrentes da Covid-19. A ampliação, segundo a pasta, tem "o objetivo de reforçar a proteção contra a doença e ampliar a cobertura vacinal em todo país". A campanha de imunização com a vacina bivalente foi iniciada em fevereiro, voltada para idosos de 60 anos ou mais, pessoas que vivem em instituições de longa permanência, pessoas imunocomprometidas, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, gestantes e puérperas, profissionais de saúde, pessoas com deficiência permanente, presos e adolescentes em medidas socioeducativas e funcionários de penitenciárias. Até o dia 20 deste mês, mais de 10 milhões de pessoas já tinham tomado o reforço bivalente, sendo 8,1 milhões idosos, conforme dados divulgados pelo ministério.


Campanha de vacinação contra gripe começa em todo o país

Campanha de vacinação contra gripe começa em todo o país
Foto - Wilker Porto / Agora Sudoeste

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe começou nesta segunda-feira (10). Segundo o Ministério da Saúde, a meta é vacinar, até 31 de maio, pelo menos 90% do público prioritário para a imunização, que soma 81,8 milhões de pessoas. Entre os alvos da campanha estão pessoas com 60 anos ou mais, crianças de seis meses a cinco anos de idade, trabalhadores da saúde, professores, gestantes e puérperas. Também fazem parte do público prioritário povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas, profissionais das forças de segurança e salvamento, militares, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo, trabalhadores portuários, profissionais do sistema penitenciário, pessoas privadas de liberdade e adolescentes sob medidas socioeducativas. Neste ano, todos os segmentos prioritários serão imunizados ao mesmo tempo. O Ministério da Saúde estima vacinar 79,5 milhões de pessoas em todo o país e, por isso, distribuiu 80 milhões de doses. No estado de São Paulo, onde apenas 69% do público-alvo foram imunizados no ano passado, a meta é atingir 18,4 milhões de pessoas neste ano. No estado do Rio de Janeiro, espera-se vacinar 6,9 milhões de pessoas.  Segundo o secretário municipal do Rio de Janeiro, Rodrigo Prado, apenas na capital fluminense são 237 postos de vacinação, funcionando de segunda a sexta-feira, em horário comercial, e aos sábados de manhã.


Covid-19: Anvisa atesta segurança de doses da vacina bivalente

Covid-19: Anvisa atesta segurança de doses da vacina bivalente
Foto - Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

A Agência Nacional de  Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou uma nota nesta sexta-feira (17) na qual atesta que as vacinas bivalentes BA.1 e BA.4/BA.5 contra a covid-19, produzidas pela empresa Pfizer, estão dentro do prazo de validade e, portanto, podem ser utilizadas com segurança. No documento, a Anvisa destaca que os imunizantes podem ser utilizados dentro do prazo de 18 meses, a partir da data de fabricação dos produtos. "Anteriormente aprovadas para uso em até 12 meses, essas vacinas passaram por um rigoroso processo de avaliação técnica da Agência de estudos de estabilidade, antes da aprovação da ampliação do prazo de validade", diz a nota.  A avaliação dos dados dos estudos demonstrou ainda, segundo a Anvisa, não haver alteração nas especificações de qualidade das vacinas no período adicional ao prazo anteriormente autorizado.


Anvisa aprova nova vacina contra a dengue

Anvisa aprova nova vacina contra a dengue
Foto - Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de uma nova vacina contra a dengue. O imunizante Qdenga, produzido pela empresa Takeda Pharma, é indicado para população entre 4 e 60 anos. A aplicação é por via subcutânea em esquema de duas doses, em intervalo de três meses entre as aplicações. Segundo a Anvisa, a nova vacina é composta por quatro diferentes sorotipos do vírus causador da doença, o que garante uma ampla proteção contra ela. No ano passado, o Brasil registrou mais de mil mortes por complicações da dengue no país.No mês passado, a Comissão Técnica Nacional em Biossegurança (CTNBio) aprovou a segurança da vacina Qdenga, que aguardava agora o aval da Anvisa. Uma outra vacina contra a dengue já aprovada no país, a Dengvaxia, só pode ser aplicada por quem já teve a doença.A vacina Qdenga também foi avaliada pela agência sanitária europeia (EMA), de quem também recebeu aprovação. A concessão do registro pela Anvisa permite a comercialização do produto no país, desde que mantidas as condições aprovadas. A vacina, no entanto, seguirá sujeita ao monitoramento de eventos adversos por meio de ações de farmacovigilância sob a responsabilidade da própria empresa.


Mortalidade prematura por câncer no Brasil deve cair até 2030

Mortalidade prematura por câncer no Brasil deve cair até 2030
Foto - Wilker Porto / Agora Sudoeste

A mortalidade prematura por câncer no Brasil deverá diminuir no período de 2026/2030. A projeção foi feita por pesquisadores do Instituto Nacional de Câncer (Inca), em comparação à mortalidade prematura observada entre 2011 e 2015, para a faixa etária de 30 a 69 anos de idade, com dados do Sistema Nacional de Informações sobre Mortalidade (SIM). Apesar disso, a redução prevista ficará ainda distante da Meta 3.4 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), que estabeleceu até 2030 diminuição do risco de morte prematura de um terço para doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), que incluem os diversos tipos de câncer. A pesquisadora Marianna Cancela, da Coordenação de Prevenção e Vigilância do Inca (Conprev), informou à Agência Brasil que, para certos tipos de câncer, há previsão de aumento e, para outros, de queda. Para 2026/2030, a previsão é de uma redução nacional de 12% na taxa de mortalidade padronizada por idade por câncer prematuro entre os homens e uma queda menor, de 4,6%, entre as mulheres. Em termos regionais, há uma variação de 2,8% entre as mulheres, na Região Norte, a 14,7% entre os homens, na Região Sul. As previsões foram calculadas usando o software Nordpred, desenvolvido pelo Registro de Câncer da Noruega, e amplamente utilizado para fazer previsões de longo prazo sobre a incidência e mortalidade por câncer.Marianna explicou que, quando se fala em número de casos, todos os tipos de câncer terão aumento no período compreendido entre 2026 e 2030 por duas razões. A primeira envolve o aumento da população e mudança na estrutura populacional, com o envelhecimento de boa parcela dos brasileiros, para quem a maioria das DCNTs são mais prevalentes; a segunda razão é o aumento dos fatores de risco.


Ministério da Saúde destinou R$ 27 milhões para 2,8 mil municípios em 2018; cobertura da assistência farmacêutica cresce 51%

Ministério da Saúde destinou R$ 27 milhões para 2,8 mil municípios em 2018; cobertura da assistência farmacêutica cresce 51%
Foto: Agora Sudoeste

O Ministério da Saúde investiu R$ 27 milhões para ampliar a política de assistência farmacêutica no País. Ao longo de 2018, 2.862 cidades passaram a receber os recursos, o que representou um aumento de 51% nos municípios atendidos. Os repasses foram aplicados na compra de equipamentos para melhoria dos serviços, capacitação de profissionais, garantia do estoque de medicamentos e realização de pesquisas.Para captar recursos da iniciativa, as prefeituras devem participar de programas da Atenção Básica do Sistema Único de Saúde (SUS). A ação faz parte do Programa Nacional de Qualificação da Assistência Farmacêutica (Qualifar – SUS), que está em vigor há 15 anos.


Brasil fecha parceria com ONG para receber vacinas

Brasil fecha parceria com ONG para receber vacinas
Foto - Wilker Porto / Agora Sudoeste

O Ministério da Saúde e a organização não governamental Gavi Alliance (Aliança Global para Vacinas e Imunização) firmaram um acordo que permitirá ao Brasil ter acesso, em situação emergencial, a diversos tipos de vacinas produzidas no mundo. O acordo foi assinado nessa quarta-feira (26), durante a 73ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova Iorque, e determina que o País doe US$ 1 milhão por ano para a ong.  Com a parceria, laboratórios federais como Fiocruz e Butantan poderão fornecer vacinas para a instituição quando houver necessidade em qualquer local do mundo. Por outro lado, a entidade, que tem acesso a todo tipo de imunização produzida em todos os países, também poderá socorrer o Brasil num caso emergencial. "Isso é muito importante porque, num momento em que surgir no País algum tipo de doença para a qual não produzimos a vacina ou em que haja dificuldade de se encontrarem laboratórios produtores, podemos adquiri-la de forma direta e rápida por meio dessa organização”, afirmou o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.  A Gavi já auxiliou o Brasil em outras situações. Em uma delas, houve um surto de febre amarela e o governo brasileiro recorreu à instituição para adquirir 3 milhões de doses da vacina contra a doença.


Brasil tem mais de 1,6 mil casos confirmados de sarampo

Brasil tem mais de 1,6 mil casos confirmados de sarampo

Dados atualizados na quarta-feira (12) pelo governo federal mostram a confirmação de 1.673 casos de sarampo no Amazonas e em Roraima, estados que enfrentam surtos da doença. Além destas ocorrências, outras 7.812 continuam sob investigação. A maior parte dos casos foi registrada no Amazonas, com 1.326 ocorrências da doença confirmadas e outras 7.738 em investigação. Já Roraima apresenta um quadro com 301 confirmações de sarampo - 74 ainda são investigados. No total, já são oito mortes confirmadas - quatro em cada estado. Os casos da doença diagnosticados no Brasil estão relacionados à importação, uma vez que o genótipo do vírus (D8) encontrado no País é o mesmo que circula na Venezuela, que enfrenta um surto de sarampo desde 2017. Além dos incidentes no Amazonas e em Roraima, foram registradas ocorrências isoladas da enfermidade em São Paulo (2), Rio de Janeiro (18), Rio Grande do Sul (18), Rondônia (2), Pernambuco (4) e Pará (2).

 


Sesab promove Curso de Especialização em Administração Hospitalar

Sesab promove Curso de Especialização em Administração Hospitalar
Foto: Wilker Porto | Agora Sudoeste

Com o objetivo de incrementar a qualificação de profissionais das áreas de saúde e administração, que atuam nos hospitais e demais serviços de saúde, no que se refere às habilidades e competências gerenciais, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), através da Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde (Suvisa) e em parceria com a Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia, promove o Curso de Especialização em Administração Hospitalar e Sistemas em Serviços de Saúde. O curso, cuja abertura é hoje (02), às 17 horas, na Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia (Ufba), formará gestores e assessores, para exercerem liderança em processos de transformação organizacional, de forma a elevar o padrão de qualidade e segurança do usuário e reduzir os custos dos serviços e sistemas de saúde. O processo de especialização conta com conteúdos teóricos e práticos, uma grade curricular contemporânea e customizada, na qual serão discutidas as Políticas de Saúde, Epidemiologia, Planejamento e a Avaliação no âmbito do SUS e da Saúde Suplementar, entendendo a Organização e a Gestão de Sistemas de Saúde no seu contexto socioeconômico, ambiental e tecnológico (tanto no que se referem às Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), como aquelas aplicadas à Atenção à Saúde). Neste sentido serão estudados aspectos relativos à Engenharia Clínica, Qualidade em Serviços de Saúde e a Segurança do Paciente e Redes de Atenção. A gestão organizacional, tendo como foco a Gestão da Produção Hospitalar, Logística e Gestão de Pessoas, serão assuntos de grande relevância durante o curso, uma vez que não é possível a gestão de sistemas e serviços de saúde sem desenvolver, capacitar, motivar e cuidar do capital humano e da integração dos processos de trabalho. Por fim, o curso destaca a importância do gestor dominar a Gestão de Recursos Financeiros e de Custos dos Sistemas e Serviços de Saúde, pois embora saúde não tenha preço, os serviços da saúde necessitam de sustentabilidade e possuem responsabilidade ética e social. Para tanto serão estudados aspectos referentes à Economia da Saúde e Indicadores de Avaliação dos Serviços de Saúde. O curso decorre de uma pareceria entre a Sesab, UFBA, Rede de Inovação e Aprendizagem em Gestão Hospitalar (InovarH) e Associação de Hospitais do Estado da Bahia (AHSEB), agregando assim experiências de profissionais que atuam no setor público e aqueles que atuam no mercado.


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