Por Carlos Prates
Cativar os turistas é um trabalho de todos nós e não apenas das Entidades de Classe ligadas à hospitalidade, lazer e entretenimento. Os profissionais que mais têm contato com os turistas e ajudam a formar uma boa opinião sobre a nossa cidade são os atendentes, vendedores, taxistas, baianas do acarajé, garçons, músicos, cantores, entre outros.Ao contrário do que se pode imaginar, cativar os turistas pode custar pouco ou quase nada. O aspecto mais valorizado é o carinho e a atenção para com os que visitam as nossas cidades turísticas. A ética e a honestidade são essenciais. Como você se sentiria se alguém lhe cobrasse algo mais caro, porque é de outra cidade? Esta é a maior reclamação dos turistas. Lembre-se de que as suas ações representam o que o turista irá perceber sobre a sua cidade.Algumas sugestões para cativar os turistas: Seja prestativo e dê informações com atenção e boa vontade; Tenha sempre brindes – fitinha do Bonfim, chaveiros, cartões postais, uma cachacinha, camisa, boné, entre outros – objetivando surpreender os seus visitantes; Sempre que possível, facilite o transporte e a segurança dos mesmos; Proporcione descontos especiais para grupos de turistas; Tenha sempre um atendimento de qualidade, com ética e honestidade. Isso é válido não somente para os visitantes, bem como para todos os clientes. Se você é de Salvador, percorra os principais Shopping Centers e perceberá o quanto é importante ter estratégias para conquistar os turistas. Faça as adaptações necessárias ao seu comércio. Reúna os seus funcionários e busque soluções. Todos podemos desenvolver atitudes que favoreçam a simpatia das pessoas que nos visitam. Além da nossa gentileza e da ampliação dos nossos conhecimentos culturais, estaremos ajudando a gerar milhares de empregos e renda. Pense nisso! Carlos Prates é professor e escritor.
Sandro Cabral
Antonio Francisco Silva Júnior
Recentemente, o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou a possibilidade de uma perda de R$ 2 bilhões aos cofres públicos, em função de falhas de planejamento e de execução de dois importantes projetos para a Bahia: a Ferrovia de Integração Oeste Leste (FIOL) e o Porto Sul. Em síntese, os prejuízos seriam decorrentes da possibilidade da ferrovia estar pronta bem antes do porto, o que inviabilizaria do ponto de vista econômico-financeiro o uso do primeiro equipamento, até a conclusão do complexo Portuário na região de Ilhéus. A magnitude dos valores anunciados chama a atenção da opinião pública. Afinal, diante do atual cenário de restrições orçamentárias em que o governo federal tem se esforçado para fechar suas contas, o desperdício sinalizado pelo TCU não passa despercebido suscitando, evidentemente, uma série de questionamentos. Artigo publicado no Correio da Bahia.
Sandro Cabral
Antonio Francisco Silva Júnior
Recentemente, o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou a possibilidade de uma perda de R$ 2 bilhões aos cofres públicos, em função de falhas de planejamento e de execução de dois importantes projetos para a Bahia: a Ferrovia de Integração Oeste Leste (FIOL) e o Porto Sul. Em síntese, os prejuízos seriam decorrentes da possibilidade da ferrovia estar pronta bem antes do porto, o que inviabilizaria do ponto de vista econômico-financeiro o uso do primeiro equipamento, até a conclusão do complexo Portuário na região de Ilhéus.
A magnitude dos valores anunciados chama a atenção da opinião pública. Afinal, diante do atual cenário de restrições orçamentárias em que o governo federal tem se esforçado para fechar suas contas, o desperdício sinalizado pelo TCU não passa despercebido suscitando, evidentemente, uma série de questionamentos.
No artigo “Escolhas Estratégicas para a Expansão de uma Malha Ferroviária: Uma Análise Baseada em Opções Reais”, elaborado inicialmente em 2009 e publicado em sua versão definitiva no primeiro trimestre de 2011 no periódico científico BASE-UNISINOS (v. 8, p. 78-90, 2011), analisamos as escolhas para a determinação das estruturas de governança necessárias à construção e à operacionalização de serviços de infraestrutura logística, tomando como exemplo ilustrativo as alternativas de expansão da malha ferroviária do Estado da Bahia, em particular, a partir da construção da ferrovia que interligará o oeste baiano à costa atlântica.
Nosso estudo compara duas alternativas estratégicas, a primeira que considera o investimento total na malha, ligando o extremo oeste baiano à cidade de Ilhéus. A segunda alternativa considera o investimento em dois estágios, iniciando em Luis Eduardo Magalhães e indo até Brumado, onde a nova ferrovia encontraria uma linha já existente que vai até a Região Metropolitana de Salvador.
Nesse caso, o trecho entre Brumado e Ilhéus seria construído posteriormente, e seria resultado de opções estratégicas associadas às incertezas e riscos do negócio, como por exemplo, fatores políticos, ambientais e decorrentes da dinâmica de interação estratégica entre os entes empresariais e governamentais envolvidos. Diferentemente do projeto em curso, nossas análises à época indicaram a superioridade da segunda alternativa, em que pese a necessidade de resolução de questões ligadas aos direitos de passagem junto a concessionária do trecho atual e de eventuais modificações físicas no trajeto já existente. Artigo publicado no Correio da Bahia.
Sandro Cabral é Professor da Escola de Administração da UFBA
Antonio Francisco da Silva Júnior é Professor Colaborador do Núcleo de Pós-Graduação em Administração da UFBA
Por Pedro Ernesto Santos Neves especial para o Brumado Agora
Brumado, cidade em estado acelerado de crescimento e de cultura ausente. Município de gente animada e acolhedora, cidade com capacidade de comportar eventos de grande importância vez que, membros dos órgãos público municipal e estadual, mobilizassem para ir à luta pela valorização da cultura local. A falta de oportunidade dos talentos da terra faz os mesmos esvair-se e migrar-se para cidades da região as quais valorizam a cultura. Imaginemos a nossa cidade recebendo grandes artistas como Gal Costa, Maria Bethânia, Caetano Veloso? É, parece uma viagem. Mas é muito bom viajar, sonhar, pensar em um futuro, mesmo que esteja muito distante ou até mesmo não existir. Passam inúmeros deles em nossa mente. O reconhecimento da sua cultura seria um orgulho para seus munícipes e mais ainda pelos artistas da sua terra. A cultura foi sendo enterrada ao longo dos anos, esquecida à cada gestão eleitoral, esquecida pela ausência do apoio das empresas de grande porte que situam entorno da nossa cidade. Enfim, morta.
Por Pedro Ernesto Santos Neves especial para o Brumado Agora
Brumado, cidade em estado acelerado de crescimento e de cultura ausente. Município de gente animada e acolhedora, cidade com capacidade de comportar eventos de grande importância vez que, membros dos órgãos público municipal e estadual, mobilizassem para ir à luta pela valorização da cultura local. A falta de oportunidade dos talentos da terra faz os mesmos esvair-se e migrar-se para cidades da região as quais valorizam a cultura.
Imaginemos a nossa cidade recebendo grandes artistas como Gal Costa, Maria Bethânia, Caetano Veloso? É, parece uma viagem. Mas é muito bom viajar, sonhar, pensar em um futuro, mesmo que esteja muito distante ou até mesmo não existir. Passam inúmeros deles em nossa mente.
O reconhecimento da sua cultura seria um orgulho para seus munícipes e mais ainda pelos artistas da sua terra. A cultura foi sendo enterrada ao longo dos anos, esquecida à cada gestão eleitoral, esquecida pela ausência do apoio das empresas de grande porte que situam entorno da nossa cidade. Enfim, morta.
Teatro, música, cinema, esporte, pintura, artesanato, tantos talentos esquecidos em uma terra onde tudo isso não vale à pena ser feito pelo fato do não reconhecimento, da não valorização. Lamentável não expor tantos brilhos, pelo fato do fingir esquecer e ofuscando-os.
Os grandes festejos da cidade como o famoso carnaval de Brumado, reconhecido como o segundo melhor carnaval da Bahia, ficando em primeiro o da capital Salvador, a cultura dos Ternos de Reis, a capoeira, os festivais de música como o FEMP, o aniversário da cidade, os festejos juninos estão todos amortalhados, trancados na caixa do esquecimento.
A cultura, quando reconhecida, projeta seus membros ao reconhecimento, ao crescimento.
Precisamos de cultura, de valor, de apoio. “A terra do nunca” é a cidade que um dia já foi motivo de visitação, de elogios. Um dos principais entroncamentos da Bahia está esfacelando-se pelo esquecimento cultural, falecendo às margens da desordem, perdendo a sua identidade às custas do desmazelo.
Em desfecho, segundo Sergio Mamberti: "Cultura é gente, diversa, plural, multifacetada, que na identidade de cada um forma o caldo coletivo que alimenta a história. O que importa é alimentar gente, educar, empregar gente."
Não existe um pai ou mãe normal, para os padrões sociais, que não se preocupe com seus filhos em relação ao uso de droga, especialmente na fase da adolescência. Igualmente não há pessoa que não se preocupe com a comercialização, com os drogados e as consequências gravíssimas. Quando chega à adolescência, a preocupação ganha contorno de desespero porque a maioria dos pais já está sem controle algum sobre os filhos. Esse descontrole começa logo na tenra infância quando as criancinhas fazem birra à medida que seus pais fazem concessões. Quando, por exemplo, o bebê joga a chupeta fora, além da gracinha que acham, logo lhe é devolvida para agradar, sem questionamento de que a criança pode mesmo nem estar querendo; deveriam devolver a chupeta somente após a criança demonstrar desejo e ainda só algum tempo depois. Quando maiores, as crianças aprendem que os pais lhes dão objetos à medida dos seus desejos e não da condição real deles.
Não existe um pai ou mãe normal, para os padrões sociais, que não se preocupe com seus filhos em relação ao uso de droga, especialmente na fase da adolescência. Igualmente não há pessoa que não se preocupe com a comercialização, com os drogados e as consequências gravíssimas.
Quando chega à adolescência, a preocupação ganha contorno de desespero porque a maioria dos pais já está sem controle algum sobre os filhos. Esse descontrole começa logo na tenra infância quando as criancinhas fazem birra à medida que seus pais fazem concessões. Quando, por exemplo, o bebê joga a chupeta fora, além da gracinha que acham, logo lhe é devolvida para agradar, sem questionamento de que a criança pode mesmo nem estar querendo; deveriam devolver a chupeta somente após a criança demonstrar desejo e ainda só algum tempo depois. Quando maiores, as crianças aprendem que os pais lhes dão objetos à medida dos seus desejos e não da condição real deles.
Ao constatar a existência do domínio material sobre seus responsáveis, a dominação psicológica já existe há muito mais tempo. Às vezes, as concessões surgem até da disputas entre os pais. Um cede mais que o outro numa briga de quem seria mais simpático e aceito pelos filhos.
Ninguém tem a receita pronta para formar um cidadão de bem, mas existem algumas atitudes e comportamentos que apontam para uma formação incorreta. Deixar os filhos saírem sem dizerem para onde, e com quem estão acompanhados. Não estabelecer horário para voltar, não exigir cumprimento estrito do horário estabelecido, achar graça sobre atitudes deselegantes ou desrespeitosas nas relações interpessoais, seja com mais jovens ou com idosos.
Deixar muito claro o quê é razoável eticamente para uma negociação, o quê se pode ser aceitável, e do quê não tem hipótese de negociação. Estudar, ir às aulas regularmente e fazer os exercícios todos os dias só devem ser dispensados por orientação médica ou por motivos extremamente relevantes. Jamais brincar antes de fazer os deveres escolares!
Criar filho sem essas regras pode até não torná-lo um homem sem caráter, mas vai depender exclusivamente da sorte. Seria como deixar um copo de cristal cair no chão. Pode até não se quebrar, mas é por pura sorte e muito raramente ocorre.
Os pais não estão repassando valores que deem sentido de vida aos jovens e esses estão sem nenhuma perspectiva de futuro. Para a sociedade, esse vácuo torna-se mais grave do que eventuais desvios individuais. Eles deveriam auxiliar os filhos a terem projeto de vida. Estimulá-los a desejarem apenas bens materiais seria apenas a ter uma tática, não valores.
Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP
Bel. Direito
Por Antonio Novais Torres
O mundo mudou. As pessoas também mudaram. Perderam o sentimentalismo. As manifestações de consideração e respeito humano foram suprimidos pela ganância e a volúpia do lucro, sem o compromisso com o social. Será que essa globalização transmudou o significado e as ações das palavras que manifestam o sentido de apreço pelo ser humano? A finalidade é apenas o lucro? Onde está a gratidão e o reconhecimento pelo labor de quem constrói o patrimônio dos que indiferentes se impõem pela visão monetarista de auferir status econômico e liderança comercial ou industrial, passando por cima de tudo e de todos insensivelmente sem nenhum compromisso social com quem serviu de escada para eles galgarem o ápice do prestígio e do poder socioeconômico.
Por Antonio Novais Torres
O mundo mudou. As pessoas também mudaram. Perderam o sentimentalismo. As manifestações de consideração e respeito humano foram suprimidos pela ganância e a volúpia do lucro, sem o compromisso com o social.
Será que essa globalização transmudou o significado e as ações das palavras que manifestam o sentido de apreço pelo ser humano? A finalidade é apenas o lucro?
Onde está a gratidão e o reconhecimento pelo labor de quem constrói o patrimônio dos que indiferentes se impõem pela visão monetarista de auferir status econômico e liderança comercial ou industrial, passando por cima de tudo e de todos insensivelmente sem nenhum compromisso social com quem serviu de escada para eles galgarem o ápice do prestígio e do poder socioeconômico.
Esse preambulo é apenas para relatar um fato verídico de desrespeito e humilhação sofrida por um trabalhador que serviu e se dedicou por anos a fio com disciplina, aplicação e honestidade, vestindo a camisa da empresa sem reclamações cumprindo todas as metas impostas.
Toca o telefone. Atende o gerente de uma agência bancária. É o diretor de Recursos Humanos do departamento pessoal. Sem muitas palavras foi taxativo: − O senhor será transferido para uma agência da capital pernambucana onde deverá se apresentar.
−Dr. Belarmino compreenda que minha esposa trabalha, temos casa própria e os meninos estão estudando, de forma que, prefiro não ser transferido, ainda que seja rebaixado de cargo.
− Essa é a decisão da empresa.
−Seja breve nas sus ponderações.
Diante das ponderações do gerente o diretor dos Recursos humanos foi imperativo: − O senhor está despedido. – Passe a ligação para o subgerente: −Assuma o comando da agência, doravante o senhor é o gerente.
Seu contrato foi rescindido, sem pelo menos receber um muito obrigado ou qualquer referência pelo tempo que trabalhou na empresa.
Lá se foram anos de sua vida dedicada à instituição sem nenhuma consideração e reconhecimento pelo seu trabalho. Esse comportamento frio, desumano, desrespeitoso, iníquo tem sido a tônica de empresas em nome da globalização que escraviza o indivíduo por resultados positivos – o lucro sem nenhum compromisso social.
Esse descarte do ser humano precisa ser revisto. A sociedade tem de construir um mundo harmonioso, solidário em que todos possam usufruir do produto do trabalho e da riqueza que produziu sem a perversidade da ganância e encarar o trabalhador como patrimônio da empresa.
Por Emiliano José
Por Emiliano José
É uma ideologia branca, nascida dos tempos da escravidão. É a ideologia da casa-grande. Os pobres, os negros, os miseráveis deveriam saber que o lugar deles é na senzala, lá nos barracos da cidade. Não podem e não devem ocupar espaços reservados aos brancos. O Brasil, no entanto, nessa década, está mudando, e os senhores e senhoras da casa-grande e seus ideólogos, mostram-se incomodados, são acometidos de urticária, vêem-se à beira de um ataque de nervos com essa invasão imprópria dos pobres. É neguinho querendo comprar, e comprando, viajar de avião, andar nos shoppings, alguns até ousando fazer turismo no exterior.
Disse e reafirmo: é dura a luta para chegar a um País menos desigual, que ofereça oportunidades, possibilidades para todos, que garanta renda às maiorias despossuídas, que ofereça condições dignas de vida aos brasileiros e brasileiras. Mas, sem dúvida, estamos caminhando, e celeremente, para o enfrentamento do problema graças, sobretudo, à política. A eleição de Lula em 2002 marcou uma virada, significou uma atenção especial do governo em relação aos mais pobres, sobretudo e especialmente no sentido de que o desenvolvimento, na nova ótica instalada, só pode ser compreendido assim se representar melhoria nas condições de vida da população. Esta compreensão é parte dos dois mandatos de Lula e do governo atual, de Dilma.
Nesse caso, para que não nos acusem de nos basear apenas nos dados do governo, e não haveria nada demais se fossem utilizados, recorro a partes do relatório da consultoria Boston Consulting Group, divulgado na semana que passou. O estudo compara meia centena de indicadores econômicos e sociais de 150 países, coletados junto ao Banco Mundial, FMI, ONU e OCDE. E dele salta uma conclusão que deve assustar ainda mais os nossos casa-grandenses: o Brasil foi a nação que melhor utilizou o crescimento econômico dos últimos cinco anos para elevar o padrão de vida e o bem-estar do seu povo. Insisto: é isso mesmo. E o faço para combater o que Nelson Rodrigues denominava “complexo de vira-latas”, que caracterizaria nossa permanente subestimação de nossa capacidade como nação, neste caso a capacidade da política de mudar o País.
O PIB brasileiro cresceu a um ritmo médio anual de 5,1% entre 2006 e 2011, o que não é pouco, mas poderia significar nada para os mais pobres, como em tantas outras situações de nossa história. Pela força das políticas da última década, os ganhos sociais obtidos no período, segundo o relatório, se equiparam a um país que tivesse crescido a coisa de 13% ao ano. Dito de outra forma, para efeito de redução da pobreza é como se o Brasil tivesse crescido bem mais do que a China nos últimos cinco anos.
As melhorias na qualidade de vida da população, de acordo com a consultoria, decorrem especialmente da prioridade dada à distribuição de renda no período, prioridade governamental, evidentemente. É o milagre da política, tão atacada, tão vilipendiada, e tão capaz de produzir mudanças como as que estamos assistindo nesta última década.
Ressalto novamente, apesar da aparente obviedade, que a luta para superar as desigualdades é longa. Acentuo, no entanto, que esta última década significou um extraordinário passo adiante, ao mudar para melhor a vida de mais de 70 milhões de pessoas. Seguramente é isso que tem incomodado tanto parte de nossa elite, que não se conforma com a ousadia de tantos pobres ascendendo à condição de cidadãos. Tudo isso ocorreu graças à política, aos governos que o povo brasileiro escolheu desde 2002.
*Texto publicado originalmente na edição desta segunda-feira, 03, no jornal A Tarde. Emiliano José é jornalista, escritor e suplente de deputado federal pelo PT/BA.
Por Antonio Novais Torres
“Nunca experimente o crack, ele causa dependência e mata”. Este é um dos slogans de advertência do uso da droga mortífera. O crack é uma droga de alto risco, tem em sua composição sobras do refino da cocaína e outras substâncias tóxicas. É de grande poder destrutivo causando não só dependência como diversas doenças relacionadas ao uso da droga fragilizando o indivíduo ao qual traz sérias consequências deletérias. Essa droga chega ao sistema nervoso central em DEZ segundos e o seu efeito dura de3 a10 minutos causando efeito estimulante e euforia. Após esse tempo como consequência o indivíduo entra em estado de depressão, desânimo e oscilação de humor, resultando no desejo de fumar mais para se sentir bem de novo. A essa vontade compulsiva do uso do entorpecente dá-se o nome de FISSURA.
Por Antonio Novais Torres
“Nunca experimente o crack, ele causa dependência e mata”. Este é um dos slogans de advertência do uso da droga mortífera.
O crack é uma droga de alto risco, tem em sua composição sobras do refino da cocaína e outras substâncias tóxicas. É de grande poder destrutivo causando não só dependência como diversas doenças relacionadas ao uso da droga fragilizando o indivíduo ao qual traz sérias consequências deletérias.
Essa droga chega ao sistema nervoso central em DEZ segundos e o seu efeito dura de3 a10 minutos causando efeito estimulante e euforia. Após esse tempo como consequência o indivíduo entra em estado de depressão, desânimo e oscilação de humor, resultando no desejo de fumar mais para se sentir bem de novo. A essa vontade compulsiva do uso do entorpecente dá-se o nome de FISSURA.
No tempo presente o consumo do crack tem-se disseminado de forma assustadora em todo o país nas grandes, médias e pequenas cidades atingindo adolescentes e adultos de todas as classes sociais, provocando no organismo efeitos infestos à saúde causando sequelas irreversíveis.
Outras drogas são a porta de entrada para o consumo do crack que o usuário recorre pelo preço mais baixo indo parar no fundo do poço numa derrocada fatal.
“A maioria das pessoas que consome bebida alcoólica não se torna alcoólatra, isso também é válido para outras drogas. No caso do crack, com apenas três ou quatro doses, às vezes até na PRIMEIRA, a pessoa se torna completamente viciado”.
Segundo as estatísticas policiais 70% dos crimes estão relacionados ao consumo de drogas. O uso delas provoca no usuário quadros de extrema agressividade tanto no meio familiar, desestruturando-a de forma devastadora, quanto na sociedade pelos crimes perpetrados, conforme notifica os órgãos pertinentes. O sujeito passa a viver em função da droga que o domina cometendo todo tipo de delito para adquiri-la.
A informação dos especialistas é que a recuperação dos viciados em crack é muito difícil em detrimento da fissura – a vontade de voltar a usar a droga novamente. A esperança é uma vacina que está sendo desenvolvida por cientista nos Estados Unidos da América do Norte.
Muitas famílias não têm condições de arcar com os custos de uma clínica particular ou de conseguir vagas em clínicas terapêuticas assistenciais de atendimento aos viciados e o sistema público de saúde não é eficiente.
Esse vício maldito é um verdadeiro inferno em que o indivíduo se mete, por curiosidade, por ociosidade, por problemas pessoais e psicológicos ou qualquer outro motivo que termina por ser um beco sem saída. É um escape para as adversidades cotidianas da vida.
Ressaltem-se algumas consequências pelo uso do CRACK: Intensa dependência, depressão, ansiedade, agressividade, alucinações, ilusões de perseguição, destruição dos neurônios, degeneração dos músculos do corpo (aparência esquelética), inibição da fome, insônia, lesões cerebrais irreversíveis, risco de derrame (AVC) e infarto, promiscuidade e DST, impotência sexual etc., podendo levar o indivíduo à morte.
Relata-se que a principal “causa mortis” entre os usuários tem sido o homicídio por brigas, ação policial, punição de traficantes pelo não pagamento de dívidas, entre outras.
Em Brumado, conforme a informação da Imprensa, numa ação conjunta entre os órgãos de repressão, foi apreendida no bairro Baraúnas quase 9 (nove) quilos de crack, maconha, balança, dinheiro, carro e moto pertencentes à quadrilha que operava nesse negócio ilícito.
A apreensão da droga está sendo considerada a maior na região e toda a operação foi desenvolvida pela ação do Serviço de Inteligência da Polícia Militar.
O comandante da 34ª CIA Independente de Brumado promete investir contra a marginalidade tendo como aliados a Polícia Civil, o Ministério Público e a contribuição da população para tirar de circulação os elementos envolvidos que trazem vulnerabilidade deletéria à sociedade, dando ao cidadão segurança, paz e a tranquilidade necessária com a presença ostensiva da polícia.
A política de segurança pública desenvolvida pelo comando da 34ª CIPM em Brumado é de suma importância para se combater a criminalidade que campeia na cidade como furtos, roubos, assaltos e, principalmente, o tráfico de drogas que vergasta a sociedade brumadense deixando-a intranquila, com medo e insegura.
Com essa investida da PM é possível vencer-se a guerra contra as ilicitudes, em especial as drogas, combatendo os marginais num duelo constante não se perdoando os infratores da lei.
Combater o bom combate é a voz da verdade. O comando da 34ª CIPM e os órgãos repressores parceiros têm como escopo essa atação.
A esperança é a última que morre.
Antonio Novais Torres
Por Antonio Novais Torres
O garoto tinha entre doze e treze anos. Trabalhava como caixeiro numa venda do vilarejo onde residia. Não tinha direito a férias nem ao décimo terceiro, não era registrado e trabalhava inclusive aos domingos sem ganho de horas extras. Uma vida infantojuvenil de trabalho, mas compensadora por estar contribuindo para o sustento da família. Certa feita, apareceu no vilarejo, um indivíduo que não se sabe por que escolheu aquele local pequeno e sem perspectivas promissora de futuro para morar. Comprou um pequeno terreno pouco distante do comércio, percurso que fazia a pé diariamente. No retorno caminhava claudicante pelo efeito etílico. O referido senhor montou uma farmácia e, nos fundos, um precário consultório dentário equipado com uma cadeira de madeira reclinável e local para apoio da cabeça, confeccionada por marceneiro local. Usava instrumental usado que não era devidamente esterilizado. Exercia o charlatanismo, com status de doutor.
Por Antonio Novais Torres
O garoto tinha entre doze e treze anos. Trabalhava como caixeiro numa venda do vilarejo onde residia. Não tinha direito a férias nem ao décimo terceiro, não era registrado e trabalhava inclusive aos domingos sem ganho de horas extras. Uma vida infantojuvenil de trabalho, mas compensadora por estar contribuindo para o sustento da família.
Certa feita, apareceu no vilarejo, um indivíduo que não se sabe por que escolheu aquele local pequeno e sem perspectivas promissora de futuro para morar. Comprou um pequeno terreno pouco distante do comércio, percurso que fazia a pé diariamente. No retorno caminhava claudicante pelo efeito etílico. O referido senhor montou uma farmácia e, nos fundos, um precário consultório dentário equipado com uma cadeira de madeira reclinável e local para apoio da cabeça, confeccionada por marceneiro local. Usava instrumental usado que não era devidamente esterilizado. Exercia o charlatanismo, com status de doutor.
Dizia-se que o mesmo havia cursado o terceiro ano de medicina e, por uma desilusão amorosa, abandonou o curso e escolheu esse lugar pacato e bucólico para morar e se esquecer da dor da decepção sofrida. Os fofoqueiros comentavam da sua paixão por uma balzaquiana costureira famosa do lugarejo que conquistou-lhe o coração.
O referido senhor era um inveterado bebedor de cachaça. Fazia parelha com um português que também fez morada na vila sem se saber por que escolheu ou o motivo de fixar-se nesse lugar. Tinha o ofício de carpinteiro, serviços grosseiros. O “doutor” afirmava criticando ser o único europeu analfabeto que conhecera e se encarregava das correspondências do amigo ignaro.
Os boêmios adictos frequentavam a venda onde o garoto trabalhava aos quais servia a bebida preferida, pinga com limão. O português também gostava de comer pão francês recheado com carne da ‘capa do toucinho’ e alho, como tira-gosto. Dizia ele, ser um hábito saudável e que evitava a embriaguez. Falava sempre trocando o “V” por “B” e vice-versa, por exemplo: “bocê” (você) “vode” (bode), uma cacoépia de determinada região de Portugal.
Um dia, o menino caixeiro queixou-se para o dentista charlatão que estava com um dente doendo e mostrou-o ao “especialista”, puxando a bochecha com o dedo e o “dentista” identificou-o como sendo o primeiro molar. A esta altura, já havia tomado umas e outras e recomendou ao paciente um bochecho com aguardente como anestésico e fosse para o consultório que ficava em frente e o esperasse terminar de degustar o seu aperitivo para executar o serviço. Sem maiores delongas, cuidou da extração do dente, só que, ao invés de extrair o dente identificado, arrancou o do lado oposto. Com o protesto do paciente, só restou à alternativa de uma nova extração, desta vez, acertadamente. A vítima ficou sem os dois primeiros molares permanentes inferiores, que até hoje lhe fazem falta, pela imperícia e irresponsabilidade do dentista prático.
Seguindo o encadeamento desse fato, adentrou na farmácia um senhor com um papel de caderno contendo o nome de três medicamentos, como se fosse uma receita médica, escritos com letra legível o nome dos remédios, deduzindo-se tratar de alguém com razoável instrução.
Achando estranho, pela diversidade dos fármacos, o balconista perguntou ao senhor quem havia indicado os remédios e ele disse tratar-se de uma benzedeira. Que os remédios eram para um seu irmão que já tinha procurado médicos e não tivera resultado na cura da doença. Fora informado dessa benzedeira que era mais poderosa que ‘médicos de verdade’ e ainda cobrava uma consulta mais barata. Cobrava apenas a metade do preço de um atendimento feito pelo doutor formado.
Na indicação da curandeira, constava um antibiótico, um antiácido e um remédio para dor e gazes e, como se sabe, remédios só se devem tomar com indicação do médico, o único profissional capacitado e autorizado a receitá-los, por conhecer farmacologia e os efeitos das respectivas drogas. Observação que serve de alerta aos donos de farmácias que prescrevem remédios por sua indicação, método também conhecido como “empurroterapia”.
Na realidade, a população pobre não pode pagar o preço de uma consulta médica particular, mais remédios e exames de laboratórios solicitados por não ter condições financeiras. Não contam com a eficiência ou a expectativa do atendimento rápido da saúde pública que é caótico em todo o país. A Constituição assegura que a saúde é um direito do cidadão e dever do Estado. Isso, na prática, não acontece pela incompetência e ineficiência administrativa dos órgãos públicos, com raras exceções, por conta dos abnegados administradores. Dessa forma, os desditosos, desesperados procuram alternativas enganosas e sem nenhuma eficácia.
Daí, os espertalhões agirem por meio de rezas, feitiçarias e outras práticas, iludindo os incautos através de métodos que psicologicamente incutem nas pessoas desavisadas e sem conhecimento a confiarem no seu poder de cura. Com isso anarquizam os profissionais de conhecimentos técnicos e títulos, igualmente desafiam a justiça por desrespeito às leis. Tais procedimentos são crimes previstos em lei. Leis, temos muitas, boas até, e de grande índice técnico jurídico com grande alcance econômico-social. Infelizmente, muitas não são aplicadas. Aliás, é corrente o dizer que há leis que pegam e as que não pegam uma abertura para a ilicitude.
Urge passar o país a limpo e fazer da Constituição um guia seguro da cidadania, uma expectativa de todos que estão sequiosos de verem os direitos constitucionais assegurados e cumpridos. Há de se acredita que alguém possa realizar o desejo popular, fazendo da Constituição o guia de suas ações. As expectativas se renovam a cada eleição. Embora os poderosos não cumpram com as promessas e desrespeitem a Carta Magna e as leis que regem os destinos do país pela quase certeza da impunidade, a esperança de reverter-se esse quadro, é a última que morre, acreditemos nessa perspectiva.
No Brasil, a cada dois minutos uma pessoa é vítima de morte súbita. O cálculo é da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac), que promove neste domingo (12) a Campanha Coração na Batida Certa, em todas as capitais brasileiras. Além de demonstração do uso correto dos desfibriladores externos automáticos, médicos e outros profissionais de saúde orientam as pessoas sobre como prevenir arritmias cardíacas. Eles estão em parques, centros de compras e praias. As atividades fazem parte do Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita. Segundo o presidente da Sobrac, Adalberto Lorga Filho, mais do que chamar a atenção para a doença e as suas consequências, a campanha quer conscientizar a população sobre a importância de boas práticas de saúde, como a atividade física regular e a consulta periódica a um profissional especializado. As recomendações incluem controle de peso, da pressão arterial e do diabetes, além de alimentação com pouco sal. Informações Agência Brasil.
No Brasil, a cada dois minutos uma pessoa é vítima de morte súbita. O cálculo é da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac), que promove neste domingo (12) a Campanha Coração na Batida Certa, em todas as capitais brasileiras. Além de demonstração do uso correto dos desfibriladores externos automáticos, médicos e outros profissionais de saúde orientam as pessoas sobre como prevenir arritmias cardíacas. Eles estão em parques, centros de compras e praias. As atividades fazem parte do Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita.
Segundo o presidente da Sobrac, Adalberto Lorga Filho, mais do que chamar a atenção para a doença e as suas consequências, a campanha quer conscientizar a população sobre a importância de boas práticas de saúde, como a atividade física regular e a consulta periódica a um profissional especializado. As recomendações incluem controle de peso, da pressão arterial e do diabetes, além de alimentação com pouco sal.
Doença silenciosa com incidência maior no sexo masculino, a arritmia cardíaca é responsável por 80% a 90% dos casos de morte súbita. A prevalência maior se dá na faixa etária entre 45 e 75 anos. A doença também acomete pessoas na faixa etária mais produtiva da vida e de muitos atletas, geralmente jovens e saudáveis.
Segundo o cardiologista e arritmologista José Sobral Neto, a falta de informação atrapalha muito a prevenção. Quando o problema aparece em pessoas até 35 anos de idade, normalmente, a origem é genética. “ As pessoas nessa faixa etária, que têm casos na família, devem ficar atentas e fazer exames preventivos uma vez por ano”, explica. O médico diz ainda que muitas vezes os pacientes subestimam alguns sintomas, como tonturas, desmaios e dores e não procuram o médico para investigar melhor o que aconteceu. " Isso é um erro", alerta.
Entre os cardiologistas, um exemplo clássico de que uma arritmia pode levar à morte súbita é o caso do jogador Sérginho, do São Caetano do Sul, que morreu durante uma partida de futebol em 2004. Mais recentemente, a jogadora da Seleção Brasileira de Vôlei Feminino Dani Lins foi diagnosticada com arritmia cardíaca, causada por uma virose. A atleta teve o problema superado e voltou à treinar normalmente. No entanto, em alguns casos mais severos e, caso seja um atleta de alto desempenho, pode ser necessária a interrupção da prática esportiva.
Durante o Heart Rhythm Society (HRS) 2012, congresso internacional sobre arritmias cardíacas, foi apresentado um estudo sobre a segurança da prática esportiva para atletas que implantaram um desfibrilador. O equipamento converte todos os episódios de taquicardia por meio de um choque direcionado ao coração. Dos 372 pacientes acompanhados, apenas sete apresentaram parada cardiorrespiratória. Todos resolveram o problema que foi revertido com sucesso pelos choques do equipamento.
“Este registro abre novos horizontes para a melhor compreensão da história natural das doenças desses pacientes, bem como novas perspectivas no tratamento de atletas, não só prolongando a sobrevida, mas também preservando a qualidade de vida", avalia do Bruno Valdigem, especialista em eletrofisiologia clínica e invasiva pela Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas.
Edição Beto Coura
Os governos que já incorporaram o conceito de transparência, que é uma nova ordem mundial, precisam entender como a comunicação bem feita pode ajudar, alavancar e facilitar os processos de gestão pública. As novas formas de comunicação mudaram o jeito de ver, entender e os relacionarmos com o mundo. As mudanças podem aparecer desde a captação de recursos para os municípios e, principalmente, nas situações necessárias para manter um canal de comunicação sempre aberto entre os municípios, a população, os governos estadual e federal, a iniciativa privada e o terceiro setor. O tema, A Comunicação e Marketing Aliados a Gestão Municipal, foi apresentado pelo especialista em marketing político Sidônio Palmeira neste domingo, dia 11, no Encontro de Prefeitos Eleitos e Reeleitos que aconteceu em Camaçari. Segundo o especialista, na luta pelo poder político é preciso informação, interagir com a população. Marketing é o equilíbrio de tudo que acontece na sua gestão. Se o político tem um marketing eficiente, todo mundo vai falar da sua administração.
Os governos que já incorporaram o conceito de transparência, que é uma nova ordem mundial, precisam entender como a comunicação bem feita pode ajudar, alavancar e facilitar os processos de gestão pública. As novas formas de comunicação mudaram o jeito de ver, entender e os relacionarmos com o mundo. As mudanças podem aparecer desde a captação de recursos para os municípios e, principalmente, nas situações necessárias para manter um canal de comunicação sempre aberto entre os municípios, a população, os governos estadual e federal, a iniciativa privada e o terceiro setor.
O tema, A Comunicação e Marketing Aliados a Gestão Municipal, foi apresentado pelo especialista em marketing político Sidônio Palmeira neste domingo, dia 11, no Encontro de Prefeitos Eleitos e Reeleitos que aconteceu em Camaçari. Segundo o especialista, na luta pelo poder político é preciso informação, interagir com a população. Marketing é o equilíbrio de tudo que acontece na sua gestão. Se o político tem um marketing eficiente, todo mundo vai falar da sua administração.
Na tevê o político tem que ter expressão, entonação e conteúdo. Já o rádio é um meio de comunicação que não dá limites a imaginação. E a Internet tem uma característica importante que é a interatividade. Falou dos erros e como superá-los e a importância de ter uma estrutura de marketing dentro da sua realidade.
A sociedade da informação, a qual atualmente vivenciamos, se caracteriza pela necessidade de respostas rápidas e por uma cultura acentuadamente voltada aos relacionamentos internos e externos, transformações que se localizam principalmente nas formas e no tempo de distribuição da informação, resultado de inovações tecnológicas e da importância ofertada ao desenvolvimento social.
O ambiente das comunicações também mudou, com a inclusão das novas tecnologias que, de um lado, oferece mais recursos e, de outro lado, acelera os processos e altera uma cultura bastante tradicional de relacionamentos entre as comunidades interna e externa das organizações. Assim, temos notícias via satélite e por redes de computadores, Internet e Intranet, a explosão da informação em nosso cotidiano, crescente autonomia comunicacional do cidadão, a diminuição da prestação de serviços públicos presenciais, o crescente envolvimento da mídia com o mercado, enfim tudo parece indicar que existe uma grande transformação da cultura de comunicação na sociedade contemporânea.
Na comunicação a primeira preocupação deve ser com o conteúdo: o que você deseja comunicar e com que objetivo. Se deseja informar, simplesmente se atenha aos fatos, mas se deseja motivar, por exemplo, use o coração, pois só através dele será capaz de atingir o coração de seu interlocutor. Em todos os casos, no entanto, lembre-se de ser o mais sintético que puder. Quanto mais precisa for sua mensagem, menor a chance de dispersão de seu significado. Maior probabilidade, portanto, de alcançar o alvo. Seja ele o coração ou a mente de seu interlocutor.
O Encontro de Prefeitos Eleitos e Reeleitos conta com o apoio do Sebrae, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Embasa, Coelba, Alconta, Desenbahia, IPM Brasil, Schincariol, Conam e Weblineti. (Fonte: Jesser Oliveira. Ascom UPB)
Os contos de mil e uma noites são narrados pela rainha Scherazade: o sultão, vítima da imensa tragédia da infidelidade da esposa, despeitado e humilhado, ordena sua execução e pede ao seu vizir – uma espécie de ministro do rei – que comunique à população sua terrível sentença: a cada noite, casar-se com uma nova mulher, donzela, matando-a ao amanhecer do dia seguinte. Apesar de saber da decisão do sultão, Scherazade resolve se casar com ele, mas elabora um plano para salvar as virgens do reino e evitar a própria morte. Na noite das bodas, conta uma história e lendas que fascinam o sultão, porém antes de chegar ao fim, suspende o relato. Curioso, o sultão concede a ela mais um dia de vida, para saber o final da história. Scherazade repetiu essa manobra durante mil e uma noites quando, finalmente, o sultão descobre-se apaixonado por ela e a torna uma esposa feliz.
Os contos de mil e uma noites são narrados pela rainha Scherazade: o sultão, vítima da imensa tragédia da infidelidade da esposa, despeitado e humilhado, ordena sua execução e pede ao seu vizir – uma espécie de ministro do rei – que comunique à população sua terrível sentença: a cada noite, casar-se com uma nova mulher, donzela, matando-a ao amanhecer do dia seguinte. Apesar de saber da decisão do sultão, Scherazade resolve se casar com ele, mas elabora um plano para salvar as virgens do reino e evitar a própria morte. Na noite das bodas, conta uma história e lendas que fascinam o sultão, porém antes de chegar ao fim, suspende o relato. Curioso, o sultão concede a ela mais um dia de vida, para saber o final da história. Scherazade repetiu essa manobra durante mil e uma noites quando, finalmente, o sultão descobre-se apaixonado por ela e a torna uma esposa feliz.
No contexto circunstancial deste conto das mil e uma noites, farei um relato de infidelidade conjugal, que envolve os jovens Romualdo e Romilda, um fato mesclado de realidade e ficção, que pode eventualmente ter coincidentes com situações ocorridas na sociedade, sem que haja nenhuma intenção do autor dirigida a um alvo definido. Esse esclarecimento vem a propósito para resguardar o escriba de qualquer maledicência, julgamento ou reproche açodado dos que queiram tomar para si a carapuça.
Romilda – uma moça bonita, morena de olhos verdes, cabelos compridos cor de mel que lhe ressaltavam o rosto oval de traços delicados, esbelta, andar faceiro e cadenciado chamava a atenção de todos quando passava na rua e estugava o passo em requebro, propositadamente, despertando voluptuosidade nos circunstantes transeuntes.
Nas festas, era a mais disputada pelos mancebos para dançar e a todos atendia, mesmo os que não lhe eram simpáticos, sempre com a delicadeza e a educação de sua peculiaridade. Ela tinha a consciência da sua beleza e de tudo fazia para valorizar seus predicados, deixando enlouquecidos os rapazes casadoiros, conquanto fosse uma moça recatada, sem empáfia, caseira, que vivia sob a vigilância dos pais. Essas são as referências da adolescente que inspirava sentimentos de admiração, desejo e cobiça nos homens.
Romualdo – um rapaz muito querido e bastante conhecido na cidade, pela sua inteligência e versatilidade era uma espécie de “homem dos sete instrumentos”, muito requisitado para consertos de toda espécie de eletroeletrônico, serviço que dependia de habilidade e aptidão para executá-los, era um curioso politécnico, que se havia bem nas suas investidas de profissional improvisado.
Jovem, bem-apessoado, estatura avantajada, de porte atlético, viril, forte, com musculatura bem distribuída, pois praticava halterofilismo. Vestia-se adequadamente com esmero, educado e de bom procedimento, gozava de um relacionamento social conceituado e frequente em todas as manifestações socioculturais da cidade. Portador de tantas qualidades despertava interesse e era visto pelas moçoilas e adolescentes, em seus devaneios e pretensões, como um “bom partido”, apto para o casamento.
Romilda e Romualdo conheceram-se numa festa de comemoração do Santo Padroeiro da cidade. Desde esse dia, passaram a ver-se com relativa frequência em todas as oportunidades possíveis. Foi um amor impetuoso, ardoroso, arrebatador, paixão fervorosa e recíproca, uma aprovação do destino que os colocara no caminho das núpcias. Apaixonados e com o consentimento das famílias, casaram-se sem mais delongas, sem mesmo cumprirem o ritual prévio, de tempo de namoro, noivado até a consagração do matrimônio.
Após dois anos de casados, a esposa não engravidou. Procuraram um especialista em reprodução humana na capital e o médico constatou que Romilda tinha problemas de ovulação e precisava fazer um tratamento que previa uma consulta mensal. Assim ficaram acertados. Todo mês, Romilda dirigia-se para a capital e se hospedava em casa de parentes. Numa dessas viagens, foi convidada pelas primas a ir à praia. Embora Romilda resistisse, alegando pressa em retornar, foi convencida a divertir-se. Diziam as parentas: “No interior, minha filha, é só trabalho, é preciso também curtir a vida e a oportunidade é esta que você está aqui, se o ‘maridão’ reclamar do bronzeamento, diga que foi orientação médica, ele compreenderá”.
Na praia, a esbelteza da mulher chamou a atenção de um indivíduo halterofilista, frequentador de praia e fama de conquistador, que trabalhava na polícia militar, puxou prosa com Romilda. Este passou a paquera-la. Uma conquista orquestrada, com astúcia, artifícios e palavrório megalomaníaco. Cheio de artimanha, com declarações amorosas e manifestações de afeto com que a interiorana se envaidecia pelo embevecimento da força atrativa do cupido. Ele falou-lhe dos atrativos da cidade e fez promessa de lhe proporcionar uma vida de felicidades e encantamentos, e dizia que era preciso conhecer o verdadeiro prazer do amor que ela nunca sentira com o marido, insinuava o sedutor libertino.
Envolvida, seduzida e insegura, excitada pela curiosidade de conhecer esse tal prazer do amor, acedeu e entregou-se ao conquistador que a levou para um motel de luxo, coisa que nunca tinha visto, o que a deslumbrou e a impressionou. O êxtase das carícias e carinhos que não estava acostumada receber do marido, um homem rústico, lhe conturbou o coração.
Ao regressar, comunicou ao esposo que as consultas, doravante, por exigência médica, seriam semanais, astúcia para reencontrar o amante o mais breve possível. “O adultério é considerado o inimigo número um dos casais e atrai a imaginação de homens e mulheres com seu encanto transgressor”. Romualdo foi vítima dessa transgressão, e o comportamento da mulher nas relações amorosas com ele tornou-se frio e indiferente, criando-lhe a suspeita de uma traição.
Confidenciou a um amigo que trabalhava nos Correios as suas suspeitas, e esse se encarregou, embora fosse crime, de violar as correspondências de Romilda, para certificar-se da suspeita do amigo. Fato comprovado causou grande frustração, decepção e sofrimento moral a Romualdo. Magoado, desonrado e ferido em seu orgulho machista, em desabafo, considerou a desdita um ato vil, leviano e degradante, traição cruel, excrescência da personalidade deturpada e volúvel que infesta o procedimento humano.
Foi preciso sobriedade, paciência, tolerância, altivez e superioridade de caráter para não cometer atitude tresloucada de vingança, que lhe veio à mente em momento de desespero e desordens mental e emocional. A fé e a confiança em Deus proporcionaram-lhe procedimentos sensatos e civilizados para desfazer-se do casamento sem traumas de consequências violentas contra a integridade física da mulher, à qual dedicou desprezo sem nenhum ânimo de desforço.
Romilda não foi feliz com o amante policial, que passou a demonstrar um ciúme doentio, por conta da exuberância da beleza da amásia. Passou a agredi-la e humilhá-la, de forma que sua vida transformou-se num inferno sem comiseração, cuja resignação pelos maus tratos, era o conformismo do arrependimento pelo adultério cometido, recriminação da própria consciência.
Romualdo, refeito do trauma de marido ultrajado, transformou-se em “ave de rapina”, atacando nos labirintos da esbórnia, buscando amores para saciar a sua concupiscência e aplacar a sua indignação, como se fosse uma atitude de revanche. Tornou-se, assim, um indivíduo experiente na arte da sedução e do amor. Cansado dos excessos lascivos, por fim, encontrou uma alma humana, que teve infortúnio semelhante ao seu, por cujas experiências o fatalismo encarregou-se de uni-los para viverem dignamente respeitando-se mutuamente.
Segundo Voltair “o casamento é a única aventura aberta à covardia”. Há quem concorde e também os que discordam. A vida é assim: composta de forças e fraquezas, realidades e incertezas, de acertos e desacertos, de negações e afirmações, de igualdades e desigualdades, de fatalidades e acertos, de êxitos e de surpresas boas ou más. Enfim, de começo e finitude. Cabe a cada um a capacidade de administrá-la e conduzi-la para o bem ou para o mal.
A administração pública é pautada por vários princípios dentre eles um que se faz muito importante neste momento pós-eleições, que é o princípio da continuidade, este princípio reza que a administração pública é continua, ela não pode parar, independentemente de quem venha a fazer parte do poder, a população que depende da administração, não pode ficar a espera de suas posses ou de suas adequações, foi contemplando tudo isso que brilhantemente em 2002, último ano de mandato do Governo Fernando Henrique Cardoso, o país testemunhou um dos mais civilizados atos da democracia, a formação de uma Comissão de Transição que teve por objetivo, de forma transparente, entregar a máquina pública com um nível de conhecimento máximo sobre a situação dos direitos e obrigações que o próximo Governo iria herdar.
A administração pública é pautada por vários princípios dentre eles um que se faz muito importante neste momento pós-eleições, que é o princípio da continuidade, este princípio reza que a administração pública é continua, ela não pode parar, independentemente de quem venha a fazer parte do poder, a população que depende da administração, não pode ficar a espera de suas posses ou de suas adequações, foi contemplando tudo isso que brilhantemente em 2002, último ano de mandato do Governo Fernando Henrique Cardoso, o país testemunhou um dos mais civilizados atos da democracia, a formação de uma Comissão de Transição que teve por objetivo, de forma transparente, entregar a máquina pública com um nível de conhecimento máximo sobre a situação dos direitos e obrigações que o próximo Governo iria herdar.
No mencionado caso, o Governo Federal possuía uma amadurecida noção de Estado Democrático, que se tendeu para que o mesmo espírito envolvesse também todos os municípios.
É relevante esclarecer aos gestores municipais que encerram seus mandatos neste ano, o cuidado que devem dispensar, principalmente em relação às prestações de contas dos acordos firmados com o Governo Federal e o Governo Estadual.
Faz se necessário, observar bem as obrigações exigidas pelos órgãos de controle, tanto para o gestor sucedido quanto para o seu sucessor, recomendando ao final as melhores práticas para evitar responsabilizações administrativas futuras.
Por fim, a necessidade de constituir uma comissão de transição de governo nos Municípios é uma atitude que resguardará não somente os gestores sucessor e sucedido, além do respeito ao povo que é beneficiado de seus serviços, como também, toda a sociedade, que não será privada do benefício do repasse de outros recursos públicos, bem como não incorrerá em despesas extras decorrentes de simples desavenças políticas que podem ser amenizadas pelas recomendações expostas anteriormente.
A principal questão observada na atualidade é a instauração de Tomada de Contas Especial em razão da omissão no dever de prestar contas do ex-gestor, além de Ação Civil Pública de ressarcimento ao erário, penalidades estas que podem ficar de lado se for seguida a orientação da transmissão de cargos, que só quem tem a ganhar é a sociedade.
Irenaldo Muniz da Silva é Bacharel em Direito e Consultor Administrativo, na região sudoeste, além de ter assumido os cargos de Diretor Administrativo, Secretário de Planejamento e Diretor Administrativo do Hospital Regional de Brumado, acompanha administrativamente as prefeituras de Ituaçu, Tanhaçu, Serra do Ramalho, essa experiência administrativa faz com que o mesmo ALERTE os gestores que iniciarão assim como também os que estão saindo, para que não venham a sofrer penalidades posteriores.
Por Antônio Novais Torres
Há os que, pela posição socioeconômica e financeira abastada, ou pelo poder e status dos cargos privilegiados que ocupam e exercem, quer como políticos ou como profissional acham-se diferenciados das demais pessoas, julgam-se superiores. Seus atos e ações são de prepotência, de autoritarismo, de indiferença, atitudes inerentes aos egoístas e presunçosos, que expõem seus semelhantes a humilhações e ao desprezo, principalmente os humildes. Face ao exposto, ocorre-me uma fábula sobre Alexandre, O Grande, o monarca conquistador, e passo a transcrevê-la: Alexandre, prosseguindo o seu caminho por desertos estéreis e terrenos incultos, chegou junto de um ribeiro cujas águas corriam brandamente por entre as margens. Sua superfície, que nenhuma aragem alterava, era imagem do contentamento e parecia dizer com sua muda linguagem: “Eis o asilo do repouso e da paz”.
Por Antônio Novais Torres
Há os que, pela posição socioeconômica e financeira abastada, ou pelo poder e status dos cargos privilegiados que ocupam e exercem, quer como políticos ou como profissional acham-se diferenciados das demais pessoas, julgam-se superiores. Seus atos e ações são de prepotência, de autoritarismo, de indiferença, atitudes inerentes aos egoístas e presunçosos, que expõem seus semelhantes a humilhações e ao desprezo, principalmente os humildes.
Face ao exposto, ocorre-me uma fábula sobre Alexandre, O Grande, o monarca conquistador, e passo a transcrevê-la: Alexandre, prosseguindo o seu caminho por desertos estéreis e terrenos incultos, chegou junto de um ribeiro cujas águas corriam brandamente por entre as margens. Sua superfície, que nenhuma aragem alterava, era imagem do contentamento e parecia dizer com sua muda linguagem: “Eis o asilo do repouso e da paz”.
Tudo ali era tranquilidade e somente se ouvia o murmúrio das águas, que parecia repetir ao ouvido do viajante cansado: “Vem tomar parte dos benefícios da natureza”, queixando-se de que seu convite era em vão. Essa cena teria sugerido mil reflexões a uma alma contemplativa; porém, como poderia lisonjear a de Alexandre− ambicioso e cheio de projetos de conquistas−, cujos ouvidos tinham-se familiarizado com o ruído das armas e com os gemidos dos moribundos?
Alexandre continuou seu caminho. Entretanto, vencido pela fome e pela fadiga, em breve foi obrigado a parar e sentando-se à borda do ribeiro, bebeu algumas gotas da sua água, que lhe pareceu muito fresca e de um gosto esquisito. Mandou então que lhe trouxessem alguns peixes salgados que trazia de provisão e meteu-os na água, para modificar a excessiva aspereza do seu sabor. Porém qual não foi sua surpresa, vendo que eles exalavam um cheiro suave!
Certamente, disse ele: “este ribeiro, dotado de tão rara virtude, deve ter uma nascente nalgum rico e afortunado país, procuremo-la”. Subindo a corrente da água, Alexandre chegou às portas do paraíso. Estavam fechadas. Bateu e pediu para entrar, com seu ardor ordinário.
“Não podes ser admitido – gritou-lhe uma voz da parte de dentro, aqui é a porta do SENHOR”.
“Eu sou o senhor, o senhor da terra – replicou o impaciente monarca, Sou Alexandre, o Conquistador. Por que vos demorais em abrir esta porta?”
“Não – continuou a voz – só se conhecem aqui por conquistadores os que vencem paixões. Só os justos podem entrar aqui”.
Alexandre tentou debalde entrar à força na morada dos bem-aventurados. Nem ameaças nem rogos, produziram efeito. Vendo que todos os seus esforços eram inúteis, voltou-se para o guarda do paraíso e disse: “Bem sabeis que sou um grande rei, que recebo a homenagem das nações, se não obstante, não quereis deixar-me entrar, dai-me, ao menos, alguma coisa que prove ao mundo que cheguei aqui, aonde nenhum mortal me precedeu”.
“És, insensato – respondeu-lhe o guarda do paraíso – eis uma coisa que poderá curar os males de tua alma. Uma simples vista que deites sobre este objeto te ensinará mais sabedoria do que tens aprendido até agora com teus antigos mestres. Agora continua teu caminho”.
Alexandre pegou avidamente o que lhe davam e voltou para sua barraca, porém qual não foi sua admiração quando, examinando a dádiva, reconheceu que não era mais do que um pedaço de caveira.
“É este – exclamou ele – o belo presente que se faz aos reis e aos heróis? É este o fruto de tantos trabalhos, perigos e inquietações?” Furioso e iludido nas suas esperanças, arremessou para longe de si aquele resto miserável de um resto mortal.
“Grande rei – disse um sábio que estava presente –, não desprezes esta dádiva, por mais miserável que pareça às tuas vistas, possui virtudes extraordinárias, como podes verificar, se comparares seu peso com o do ouro e da prata”.
Alexandre ordenou que se fizesse a experiência. Trouxeram uma balança, o resto humano, colocou-o num dos pratos e o ouro no outro. Com grande surpresa de todos os ossos fez vir abaixo o seu prato. Ajuntou-se outro metal ao ouro, e sempre o osso pesava mais, até quanto mais ouro se acrescentava, menos pesava o prato, em relação ao do pedaço da caveira.
“É admirável – disse Alexandre – que tão pequena quantidade de matéria pese mais do que tanto ouro. Não há, pois, coisa alguma que possa equilibrá-los?”
“Há – respondeu o sábio – e muito pouco é bastante – e, pegando um pouco de terra, cobriu com ela o osso cujo prato imediatamente se levantou”.
“Eis o que é ainda mais extraordinário – exclamou Alexandre – poderás tu explicar-me semelhante fenômeno?”
“Grande rei – respondeu-lhe o sábio –, este fragmento de osso é o que encerra o olho humano que, ainda que limitado no seu volume, é ilimitado nos seus desejos. Quanto mais possui, mais deseja ter. Nem ouro, nem prata, nem outra qualquer riqueza terrestre poderia satisfazê-lo, porém quando descido ao túmulo, ele é coberto pela terra e nela encontra um limite para a sua ávida ambição”.
A vaidade, a ambição, a prepotência são fraquezas mesquinhas da humanidade que deveria exercer o sodalício com harmonia, com respeito às individualidades e solidariedade com seus concidadãos sem a arrogância e sentimentos inferiores que humilham e levam vexames às pessoas. São essas atitudes que tornam os homens piores, indomáveis e cruéis pela revolta das desigualdades produzidas pela ambição, jactância e a vaidade – extremismos sociais.
É preciso que os poderosos façam uma grande reflexão ante o poder e o fascínio do status socioeconômico que exercem em detrimento do seu semelhante comum e desafortunado. Reflitamos, pois que, todos nascem iguais e igualmente morrem despojados dos bens e das vaidades terrestres, visto que, para Deus, todos são equânimes, não há distinção entre ricos e pobres, poderosos e subalternos todos terão o mesmo destino inexorável – a morte.
O julgamento será feito mediante a fé com as obras e ações praticadas, segundo o Evangelho.
Como tratar a dor cervical crônica?
A dor cervical crônica é um problema comum a inúmeros indivíduos que pode se originar de várias formas devido a causas mecânicas que costumam ser provocadas tanto por irritações das raízes nervosas situadas nas vértebras da coluna , como nos ossos, músculos ou ligamentos. Podem ser reflexos de desgastes articulares , fraturas, luxações , alterações degenerativas dos discos, hérnias ,e até mesmo tumores. Fatores psicológicos como alto stress emocional também podem contribuir para contraturas musculares que podem desencadear dores na região cervical. Posturas inadequadas, traumas locais (acidentes), doenças da idade como desgastes articulares (artroses), e até mesmo má oclusão da ATM (mordida errada) , podem gerar problemas cervicais crônicos, como redução da amplitude de movimento, desvios posturais, torcicolos, cefaléias, e até mesmo diminuição da força e sensibilidade dos membros.
Como tratar a dor cervical crônica?
A dor cervical crônica é um problema comum a inúmeros indivíduos que pode se originar de várias formas devido a causas mecânicas que costumam ser provocadas tanto por irritações das raízes nervosas situadas nas vértebras da coluna , como nos ossos, músculos ou ligamentos. Podem ser reflexos de desgastes articulares , fraturas, luxações , alterações degenerativas dos discos, hérnias ,e até mesmo tumores. Fatores psicológicos como alto stress emocional também podem contribuir para contraturas musculares que podem desencadear dores na região cervical.
Posturas inadequadas, traumas locais (acidentes), doenças da idade como desgastes articulares (artroses), e até mesmo má oclusão da ATM (mordida errada) , podem gerar problemas cervicais crônicos, como redução da amplitude de movimento, desvios posturais, torcicolos, cefaléias, e até mesmo diminuição da força e sensibilidade dos membros.
Diversas medidas podem ser tomadas no tratamento da dor cervical crônica , uma vez que inúmeras podem ser as causas da mesma. Deve-se ter em vista a melhora a longo prazo e não apenas o alívio imediato , devendo ser realizado um programa de tratamento que consiste em eliminar as possíveis causas, melhora da postura, e melhor funcionalidade da região.
Após diagnóstico médico da cervicalgia crônica, o paciente deve manter-se em repouso e evitar realizar os movimentos dolorosos. Um colete cervical pode ser útil ao evitar movimentos nessa região . O uso de medicamentos analgésicos , antiinflamatórios e compressas de gelo ou calor proporcionam alivio das dores locais, porém posteriormente o paciente precisará também de sessões de fisioterapia que irão complementar o tratamento clinico.
O tratamento fisioterapêutico da dor cervical consiste em uma investigação criteriosa em que o fisioterapeuta avalia os fatores anatômicos, posturais, ergonômicos e mecânicos identificando a causa e usando técnicas apropriadas para o alivio das dores, diminuição das tensões musculares, diminuição da rigidez, melhora do movimento articular e redução do processo inflamatório.
Um programa de tratamento baseado em técnicas de terapia manual, alongamentos, massagens terapêuticas, reeducação postural, exercícios de fortalecimento e estabilização, uso de bandagens e repouso se mostram extremamente eficientes no tratamento das dores cervicais. Orientações preventivas como manter uma boa postura principalmente nos ambientes de trabalho, e manter uma prática regular de atividades físicas podem também ajudar na prevenção das dores cervicais.
Um estudo divulgado recentemente, realizado ao longo de 14 anos pelo Institute of Epidemiology and Social Medicine na University Medicine Greifswald, na Alemanha, mostra que os homens dependentes de álcool têm duas vezes mais chances de morrer do que pessoas da mesma idade que não bebem em excesso. Entre as mulheres, as taxas de mortalidade são 4,6 vezes maiores do que aquelas que não consomem bebidas alcoólicas. Para realizar a análise, os pesquisadores estudaram 4 mil pessoas com idades entre 18 e 64 anos, dos quais 153 foram identificados como dependentes do álcool. Destes, 149, sendo 119 homens e 30 mulheres.
Um estudo divulgado recentemente, realizado ao longo de 14 anos pelo Institute of Epidemiology and Social Medicine na University Medicine Greifswald, na Alemanha, mostra que os homens dependentes de álcool têm duas vezes mais chances de morrer do que pessoas da mesma idade que não bebem em excesso.
Entre as mulheres, as taxas de mortalidade são 4,6 vezes maiores do que aquelas que não consomem bebidas alcoólicas.
Para realizar a análise, os pesquisadores estudaram 4 mil pessoas com idades entre 18 e 64 anos, dos quais 153 foram identificados como dependentes do álcool. Destes, 149, sendo 119 homens e 30 mulheres.
O estudo revela que os alcoólicos morrem 20 anos mais cedo, em média, do que a população geral. Segundo a pesquisa, as mulheres tendem a reagir mais a toxinas, como o álcool, do que os homens. Elas também parecem desenvolver doenças ligadas à dependência mais rapidamente.
De acordo com a médica psiquiatra Fabiana Nery, a pesquisa realizada pelos alemães aponta dados importantes, porém, para ser mais consistente, deveria ser reaplicada em populações de outras culturas. No entanto, a especialista ressalta que o uso do álcool ingerido em grande quantidade ou associado à medicação pode causar intoxicação letal.
Segundo Nery, o álcool está relacionado a diversas doenças hepáticas como a cirrose, câncer de pâncreas, esôfago, além de lesões neurológicas. Ela ressalta ainda que uma pessoa que tem problemas de saúde como diabetes, problema de pressão arterial, entre outras, que faz uso abusivo do álcool, terá uma pior evolução da sua doença.
A psiquiatra aconselha que caso o uso do álcool comece a interferir no trabalho, na família e no comportamento de qualquer ser humano, este deve procurar um especialista. O alcoolismo, tratado adequadamente, pode ter cura.
Por Antonio Novais Torres
Certo comerciante que chamaremos de Silva – nome fictício, hoje aposentado, relembrando os tempos da atividade laboral, citou um fato ocorrido com um ex-empregado, um rapaz inexperiente a quem foi dada a oportunidade do primeiro emprego, recebendo meio salário mínimo até que comprovasse competência e eficiência para que fosse registrado com o salário integral. O empregado revelou-se um funcionário exemplar, pontual, disciplinado, interessado, organizado, enfim, um balconista que surpreendeu o experiente patrão pelo espírito de liderança, pela perspicácia e inteligência. Por essas qualidades, concedeu-lhe o status de gerente, entretanto a sua remuneração permaneceu a mesma. Diante desse desempenho e privilegiado pelas suas qualidades profissionais, passou a gozar de inteira confiança do patrão. Com o passar do tempo, os amigos chamaram a atenção do proprietário para os gastos do empregado. Eram comuns as farras com amigos, regadas a cervejas e petiscos, nos bares e festas populares, tudo por sua conta. A indumentária envergada era de marca cara, o que não condizia com o seu ganho.
Por Antonio Novais Torres
Certo comerciante que chamaremos de Silva – nome fictício, hoje aposentado, relembrando os tempos da atividade laboral, citou um fato ocorrido com um ex-empregado, um rapaz inexperiente a quem foi dada a oportunidade do primeiro emprego, recebendo meio salário mínimo até que comprovasse competência e eficiência para que fosse registrado com o salário integral.
O empregado revelou-se um funcionário exemplar, pontual, disciplinado, interessado, organizado, enfim, um balconista que surpreendeu o experiente patrão pelo espírito de liderança, pela perspicácia e inteligência. Por essas qualidades, concedeu-lhe o status de gerente, entretanto a sua remuneração permaneceu a mesma. Diante desse desempenho e privilegiado pelas suas qualidades profissionais, passou a gozar de inteira confiança do patrão.
Com o passar do tempo, os amigos chamaram a atenção do proprietário para os gastos do empregado. Eram comuns as farras com amigos, regadas a cervejas e petiscos, nos bares e festas populares, tudo por sua conta. A indumentária envergada era de marca cara, o que não condizia com o seu ganho.
O comerciante alegava que o empregado era de sua estrita confiança e não notara nenhum indício da sua desonestidade, contudo, por descarrego de consciência, chamou o rapaz às falas. O indigitado justificou-se dizendo que o pai trabalhava em uma grande empresa e ganhava bem, a mãe era vendedora autônoma e ele não tinha despesas com ajuda nos gastos domésticos e com roupas as quais recebia dos pais, portanto o que ganhava era para as suas necessidades pessoais, além de que era filho único. Essas explicações foram suficientes para convencer o patrão cuja confiança depositada no rapaz não lhe permitiu enxergar a estroinice do empregado.
Confiança é um convencimento de fé que se tem nas qualidades de outrem, na crença de sua probidade, da lealdade, sem se imaginar que a pessoa possa trair por atos de improbidade profissional ou de comportamento pessoal incompatível com os princípios morais e da ética. Daí ser difícil aceitar-se a traição das expectativas depositadas em quem se confia. Foi justamente isso que levou o patrão a resistir à aceitação de que estava sendo lesado, até porque, seu caráter não lhe permitia pôr à prova pessoa insuspeita.
Entretanto, o “gerente” estava agindo com desonestidade. Um comerciante amigo advertiu o colega, que ele abrisse os olhos, pois a continuar o roubo que flagrou o empregado praticando, em pouco tempo, lhe compraria a loja. Diante dessa convicta afirmação e de outras insinuações sobre o comportamento do funcionário, resolveu pô-lo à prova, ainda que contrariasse as suas convicções, não lhe restando, diante dos fatos, alternativa. Programou uma viagem, não realizada e, deu instruções ao colaborador de como agir em sua ausência. Em casa, confabulou com os familiares, colocando-os a par da situação e instruindo-os a confirmar sua viagem.
No dia seguinte, o treteiro antes de abrir a loja, para ter certeza de que o patrão havia viajado, confirmou o fato com a esposa na residência onde fora pegar as chaves do comércio. Ocorreu que o comerciante deixara na caixa certa importância como isca e, não deu outra, o ladravaz caiu na armadilha. Passado algum tempo, o patrão adentrou a loja de supetão e foi direto à caixa – o dinheiro havia sumido. Abaixou as portas e perquiriu os dois empregados, ameaçando-os de chamar a polícia. Cinicamente, o suspeito encontrou o dinheiro no chão, embaixo da caixa. Pressionado, ele confessou o delito e, também, delatou o companheiro de trabalho, acusando-o de desonestidade justificando que não era somente ele a delinquir, o companheiro recebia as notas em cobrança e não prestava conta, embolsava o dinheiro. Dessa forma o comerciante se deu conta de que tinha uma quadrilha dentro da loja fazendo parte apenas dos lucros.
Indignado, o lojista censurou os empregados, alegando a decepção sofrida, pois não contava com tamanha deslealdade, vez que depositara neles absoluta confiança. “O ato de vocês foi um atrevimento e desfaçatez insuportáveis, um despropósito sem limites, um crime que merecia punição exemplar”. Quando estava dando essa lição de moral, o indigitado, atrevidamente, deixou-o estupefato, ao afirmar que não havia cometido nenhum roubo, apenas estava complementando o seu salário que recebia pela metade, fato que levou o comerciante, por culpa de consciência, a indenizar o sujeito com todos os direitos trabalhistas.
O patife, na Delegacia do Trabalho, no ato da homologação fora perguntado se não tinha nenhuma reclamação a fazer sobre 13º, férias, horas extras etc., respondeu que estava tudo nos conformes, que o patrão era um homem correto e honesto.
O empregador levou um cheque da empresa no valor correspondente à quitação da indenização do funcionário. O titular da Delegacia do Trabalho recusou-se a aceitar o pagamento com cheque, visto que, na Justiça do Trabalho, esse procedimento é feito em dinheiro. O empregador alegou de que tinha endereço fixo de residência e comercial, possuidor de documentos de identificação pessoal e empresarial, tal exigência era descabida, um absurdo. “Dura lex sed lex (a lei é dura, mas é lei) afirmou o servidor público”. O empregado prontificou-se a receber o cheque, dando quitação das verbas rescisórias, sendo advertido, pelo zeloso profissional do Ministério do Trabalho, de que não caberiam posteriores reclamações, tratava-se de fato consumado.
Dias depois, o sujeito procurou o empresário solicitando-lhe uma carta de apresentação, sob a alegação de que iria para outro estado, tendo em vista que, na cidade, segundo seu critério, devido ao ocorrido, não encontraria emprego e que por ser a parte mais fraca, necessitava desse documento. Justificou que fizera um bom acordo, favorecendo o comerciante, pois não reclamara o tempo sem carteira assinada, a complementação de salários e o seguro desemprego. A carta de apresentação foi produzida nesses termos: Fulano de tal trabalhou na empresa no período de x a y, sem nenhuma referência.
Tudo que começa errado tende a terminar errado. Um erro atrai o outro.
“O Cinismo, segundo a doutrina dos filósofos gregos Antístenes de Atenas (444-365 a. C.) e Diógenes de Sinope (400-325 a.C.), caracteriza-se, especialmente, pela oposição aos valores sociais e culturais em vigor, com base na convicção de que não é possível conciliar leis e convenções estabelecidas com a vida natural autêntica e virtuosa”.
Daí, é que ambos pecaram pelo desvirtuamento das suas ações, de forma que cabe a cada leitor, portanto, fazer o seu julgamento, emitir juízo de valor quanto ao comportamento dos personagens.
Por Antônio Novais Torres
Abobrinha e Jenipapo são apelidos de duas figuras formidáveis. Nasceram na mesma cidade, moraram na mesma rua, frequentaram, juntos, jardins e praças, estudaram na mesma escola e no mesmo colégio. Eram amigos inseparáveis nas travessuras e brincadeiras lúdicas: futebol e jogo com gude (jogo infantil com bolinhas de vidro que, num percurso de ida e volta, devem entrar em três buracos dispostos em linha reta, saindo vencedora a criança que chegar primeiro ao buraco inicial) e tantas outras brincadeiras do entretenimento de antanho. O destino encarregou-se de separá-los: Abobrinha, cuja graça era Asclépio da Silva, teve esse apelido dado pelos colegas de pelada, pelo fato de certa feita, em um jogo matinal, ter ficado tonto e regurgitado pedaços de abóbora (jerimum) que havia comido no café. Mudou-se para São Paulo com a família e lá se formou em Medicina, especializando-se em gastrenterologia.
Por Antônio Novais Torres
Abobrinha e Jenipapo são apelidos de duas figuras formidáveis. Nasceram na mesma cidade, moraram na mesma rua, frequentaram, juntos, jardins e praças, estudaram na mesma escola e no mesmo colégio. Eram amigos inseparáveis nas travessuras e brincadeiras lúdicas: futebol e jogo com gude (jogo infantil com bolinhas de vidro que, num percurso de ida e volta, devem entrar em três buracos dispostos em linha reta, saindo vencedora a criança que chegar primeiro ao buraco inicial) e tantas outras brincadeiras do entretenimento de antanho.
O destino encarregou-se de separá-los: Abobrinha, cuja graça era Asclépio da Silva, teve esse apelido dado pelos colegas de pelada, pelo fato de certa feita, em um jogo matinal, ter ficado tonto e regurgitado pedaços de abóbora (jerimum) que havia comido no café.
Mudou-se para São Paulo com a família e lá se formou em Medicina, especializando-se em gastrenterologia.
Jenipapo, de prenome Midas, homenagem de seu pai ao rei Midas da mitologia grega (rei semilendário da Frígia, que recebeu de Sileno, um sátiro companheiro de Dionísio, o dom de transformar em ouro tudo que tocasse), cuja alcunha lhe fora dada pelo fato de a mãe ser licorista e ele encarregado de entregar para a freguesia o licor de jenipapo, uma especialidade da genitora. De cada garrafa tomara um gole e embebedou-se, sendo recriminado pela irresponsabilidade do ato.
Devido à perspicácia, inteligência e sagacidade no comércio, fez jus ao nome que o pai lhe dera, amealhou fortuna, ficando milionário.
Asclépio retornou à cidade natalícia e montou um consultório, exercendo a sua especialidade com profissionalismo e competência. Midas fora um dos primeiros a se consultar com o médico, não por necessidade clínica, mas para revê-lo. Devido à amizade com o doutor, não separou o tratamento da intimidade de amigos do tratamento formal ao profissional. No consultório, cheio de clientes aguardando a sua vez, insolente, pediu à secretária para falar com o Abobrinha. Ela respondeu-lhe: “Aqui não tem nenhum Abobrinha, meu senhor, e sim o Dr. Asclépio Silva. Para ser atendido o senhor precisa, antes, fazer a ficha e pagar a consulta. É a norma”.
Por conta da resposta, sentindo-se ofendido, destratou a funcionária com muita grosseria e deseducação. Irritado e constrangido pelo esclarecimento da secretária, que não o conhecia, e a vergonha que passou diante dos circunstantes, esbravejou autoritário sem tergiversar: “Vá lá e diga ao Abobrinha que é o Jenipapo que quer lhe falar, somos amigos de infância e a amizade que temos permite-me o tratamento informal, arrogante declarou, se ele é doutor, eu sou um empresário rico e seu amigo”.
O Dr. Asclépio, após ouvir o desentendimento com a secretária, fê-lo entrar e esclareceu-lhe o comportamento dela, defendendo a sua posição de exigir respeito ao profissional médico. Alegou que não havia nenhum problema o amigo trata-lo pelo apelido, mas que o ambiente requeria uma postura convencional e respeitosa do tratamento. Indignado e entendendo as explicações do esculápio como uma soberbia, jenipapo aborreceu-se com o amigo por achá-lo presunçoso e disse-lhe com arrogância: “Pois fique com o seu Dr. e eu com o meu patrimônio. No meu comércio todos me tratam por Jenipapo e isso nunca me constrangeu, na verdade ambos iremos ser consumidos pelos vermes de igual forma, com ou sem o título de doutor”. Saiu batendo a porta do consultório, contrariado com o médico que não o quis ofender, mas assim fora entendido por Jenipapo.
A propósito, ocorre-me um episódio entre uma jornalista recém-formada e o presidente Jânio Quadros. A jornalista fora encarregada de fazer uma entrevista com o presidente, que agendou recebê-la após o expediente. Todos sabem que Jânio gostava de uma destilada, assim deduz-se que, no fim do expediente, já havia tomado algumas doses.
A jornalista iniciou a entrevista toda cheia de si e orgulhosa pelo seu primeiro trabalho e, com entusiasmo, perguntou ao entrevistado: “Jânio Quadros...” antes de completar a pergunta, o interlocutor a interrompeu: “Alto lá! Presidente Jânio Quadros ou, na pior das hipóteses, Dr. Jânio, pois intimidade só serve para duas ciosas: fazer menino e criar inimizade e com a senhora não quero nenhuma das duas”. Como era de se esperar, pela admoestação, a entrevista fracassou.
Voltando ao caso dos amigos Abobrinha e Jenipapo, as vaidades impediram-nos de se reconciliarem. Em vista disso, foram transformados em inimigos, faltou diálogo, tolerância, compreensão e bom senso, ingredientes da boa convivência e de civilidade.
Quando as pessoas se tornam personalidades importantes, quer profissional ou em qualquer outro status social, em geral, há um limite, uma barreira para impedir as intimidades. Ainda que haja conhecimentos íntimos, presume-se que a importância do cargo deve ser considerada nas formalidades exigidas com tratamento adequado à ocasião.
“É necessário que os homens passem a ser identificados pelos valores éticos e morais e não pelo poder econômico e/ou social que desfrutam”.
Deixo aos leitores a reflexão da análise e as suas conclusões sobre o assunto ventilado.
Em coluna escrita para o Jornal Tribuna do Sertão, o colunista Ribamar Viegas, que é engenheiro de produção, técnico em ponte e estradas e instrutor de direção defensiva e condução veicular, relata um estudo sobre a situação atual do trânsito de Brumado e possíveis soluções.
POR RIBAMAR VIEGAS
O homem primitivo, na busca da sua sobrevivência, deixava os caminhos entre sua caverna e os campos de caça em condições de permitir sua passagem o mais fácil possível. Estava, assim, atendendo o princípio fundamental do transporte: melhorar o caminho por onde se deve passar. Em seguida atrelou ao animal um rústico veículo e cuidou de melhorar ainda mais os caminhos buscando ganhar mais velocidade e, consequentemente, mais proveito nas suas viagens. Contudo, o homem ainda era totalmente condicionado ao meio ambiente e pela topografia dos terrenos por onde trafegava. Diante de uma elevação ou depressão, contornava-a. Diante de um curso d’água só podia passar onde fosse mais raso. Mas, a iminente necessidade de transportar, cada vez mais, volumes em distâncias maiores, o passo seguinte seria o ataque à natureza. E, dessa forma o homem se viu obrigado a alterar os caminhos, cortando, aterrando e construindo obras de passagem sobre os cursos d’água.
O Jornal Tribuna do Sertão, preocupado com a situação do trânsito de Brumado, pediu ao colunista Ribamar Viegas, que é engenheiro de produção, técnico em ponte e estradas e instrutor de direção defensiva e condução veicular, um estudo sobre a situação atual do trânsito e possíveis soluções.
POR RIBAMAR VIEGAS
O homem primitivo, na busca da sua sobrevivência, deixava os caminhos entre sua caverna e os campos de caça em condições de permitir sua passagem o mais fácil possível. Estava, assim, atendendo o princípio fundamental do transporte: melhorar o caminho por onde se deve passar. Em seguida atrelou ao animal um rústico veículo e cuidou de melhorar ainda mais os caminhos buscando ganhar mais velocidade e, consequentemente, mais proveito nas suas viagens.
Contudo, o homem ainda era totalmente condicionado ao meio ambiente e pela topografia dos terrenos por onde trafegava. Diante de uma elevação ou depressão, contornava-a. Diante de um curso d’água só podia passar onde fosse mais raso. Mas, a iminente necessidade de transportar, cada vez mais, volumes em distâncias maiores, o passo seguinte seria o ataque à natureza. E, dessa forma o homem se viu obrigado a alterar os caminhos, cortando, aterrando e construindo obras de passagem sobre os cursos d’água.
Sugiram novos veículos e veio a necessidade da trafegabilidade durante toda época do ano, coisa impossível no período de chuva. O homem então deu outro grande passo, procurando conhecer melhor os solos, dosando-o e aplicando-o fazendo surgir à estabilização, enfim, a pavimentação.
Nos dias atuais, com a produção de cerca de 180 carros por hora no Brasil, muito mais veículos estão circulando pelas estradas e vias urbanas do nosso país e, como homem do século XXI não está fazendo o que fazia o seu semelhante da pré-história – melhorar o caminho onde se deve passar - as principais cidades brasileiras já apresentam engarrafamentos de centenas de quilômetros. Um caos! Além dos constantes engarrafamentos no trânsito, ocorre grande dificuldade em se tentar estacionar um veículo. Quase sempre o motorista fica circulando com o veículo enquanto o passageiro salta as pressas para os afazeres.
Em Brumado, sertão da Bahia, cuja infra-estrutura das vias urbanas é basicamente a mesma de quarenta anos atrás, surgindo de substancial apenas a Av. João Paulo II (que antes mesmo de inaugurada já deixava a desejar no tocante a drenagem e revestimento) e os atuais alargamentos das avenidas de entradas e saídas da cidade. Como Brumado é um município em pleno desenvolvimento, lógico que muito mais veículos e pessoas circularão pelas suas vias urbanas e a tendência – no centro da cidade - é de um trânsito estressante, perigoso, caótico e violento. Palmas para a criação de uma Guarda Municipal de Trânsito, capaz de instruir e multar condutores de veículos. Seria interessante equipar e treinar também esses guardas para prestar primeiros socorros, combate a incêndio e resgate no trânsito.
Em suma: o futuro gestor ou gestora do município de Brumado, se quiser minimizar a possibilidade de trânsito nervoso no centro da cidade, terá que implantar obras expressivas de escoamento urbano, tal qual uma Avenida Beira Rio, com início antes da ponte sobre o Rio do Antonio e término na Estação Rodoviária.
Com o propósito de tentar colaborar, relacionamos onze possíveis sugestões, que no nosso entender poderiam contribuir para solucionar os problemas no trânsito de Brumado. Veja Box nesta matéria.
1 – Educar e Disciplinar o tráfego de motos, implantando, inclusive, o DDS (Diálogo Diário de Segurança) nas empresas de entregas com moto e nas de moto-taxi, bem como impor a todos o cumprimento da Lei que obriga o uso de coletes refletivos com números garrafais nas costas;
2 – Exigir a retirada do ‘terminal’ de ônibus existente na Av. Dr. Antônio Mourão Guimarães, em frente da Pax Nacional, que é um absurdo;
3 – Proibir o trânsito de caminhões e carretas na Av. Centenário, das seis às dezoito horas, permitindo apenas os destinados a cargas e descargas naquele local;
4 – Disciplinar estacionamento de veículos nas principais vias da cidade, principalmente na Avenida Centenário, permitindo parar e estacionar apenas de um lado das vias, como ocorre nas vizinhas cidades de Livramento de Nossa Senhora e Caetité.
5 – Criar novas áreas de estacionamento, inclusive com estacionamentos exclusivos para moto, que muitas vezes estacionam entre os carros e ocupam vagas inteiras;
6 – Implantar sinalização horizontal nas principais vias urbanas, definindo locais para travessias de pedestres e instalar semáforos nos cruzamentos de tráfego intenso;
7 – Nos dias de feira, sexta e sábado, no horário das 6 às 16h, controlar a parada de veículos pesados (caminhões / ônibus) nas avenidas Dr. Antônio Mourão Guimarães e Centenário e ruas que circundam o Mercado Municipal;
8 – Responsabilizar, quem quer que seja, quanto à permanência de animais soltos nas vias da cidade, em especial, no Bairro Dr. Juracy, onde os animais acabam indo para as proximidades de Estação Rodoviária, onde já foram registrados vários acidentes graves;
9 – Fazer um plebiscito propondo a demolição do prédio da antiga prefeitura, em detrimento da construção de um acesso de entrada e saída de veículos na cidade menos complicada do que o existente há dezenas de anos;
10 – Colocar como disciplina curricular no ensino municipal a Educação de Trânsito. Assim, a curto prazo, os filhos passariam a entender de trânsito e policiar seus pais ao volante. E, em médio prazo, Brumado estaria formando futuros motoristas e motociclistas mais conscienciosos;
11 – Alargamento da avenida, no sentido de Livramento, fazer de um lado uma pista de Cooper e do outro uma ciclovia, usando 2,5m de cada lado, nas extremidades. Após a pavimentação, basta demarcar com taxões refletivos. (O número de praticantes do ciclismo em Brumado aumenta a cada dia, e já morreram várias pessoas fazendo caminhadas às margens das pistas atuais).
DJALMA DA SILVEIRA TORRES - UM DOS PIONEIROS DO COMÉRCIO EM BRUMADO
Djalma da Silveira Torres nasceu na cidade de Condeúba em 12-08-1926, sendo o filho caçula da prole do casal José Silveira (Cel. Zéca) Torres e Ana Amélia da Silva (Naninha). O pai Zeca era um próspero fazendeiro e agricultor, que cansado das suasatividades rurícolas,vendeu a propriedade mudando-se para Vitória da Conquista onde Djalma cursa os fundamentos da escola primária no colégio do professor Everardo Públio de Castro. Posteriormente, ainda adolescente vai para Contendas do Sincorá trabalhar na padaria do seu irmão Oflávio Torres, em seguida, acompanhando as obras da estrada de ferro vai para Umburanas – distrito de Brumado – trabalhando na firma OST& Cia dos irmãos Oflávio e Waldemar Torres. Seguindo as pegadas dos irmãos, fixa-se em Brumado, onde trabalha no escritório da RFFSA – Rede Férrea Federal Sociedade Anônima. Na busca de novos objetivos e de melhores condições de emprego e renda trabalha como representante das firmas Nestor Pascoelho, Perfumaria Lopes e José Ramos de Almeida & Cia, esta uma firma bastante conhecida e que abastecia o comércio de São Felix à Monte Azul, com mercadorias diversas. Por Antonio Novais Torres.
DJALMA DA SILVEIRA TORRES - UM DOS PIONEIROS DO COMÉRCIOEM BRUMADO
Djalma da Silveira Torres nasceu na cidade de Condeúba em 12-08-1926, sendo o filho caçula da prole do casal José Silveira (Cel. Zéca) Torres e Ana Amélia da Silva (Naninha). O pai Zeca era um próspero fazendeiro e agricultor, que cansado das suasatividades rurícolas,vendeu a propriedade mudando-se para Vit. da Conquista onde Djalma cursa os fundamentos da escola primária no colégio do professor Everardo Públio de Castro.
Posteriormente, ainda adolescente vai para Contendas do Sincorá trabalhar na padaria do seu irmão Oflávio Torres, em seguida, acompanhando as obras da estrada de ferro vai para Umburanas – distrito de Brumado – trabalhando na firma OST& Cia dos irmãos Oflávio e Waldemar Torres. Seguindo as pegadas dos irmãos, fixa-se em Brumado, onde trabalha no escritório da RFFSA – Rede Férrea Federal Sociedade Anônima.
Na busca de novos objetivos e de melhores condições de emprego e renda trabalha como representante das firmas Nestor Pascoelho, Perfumaria Lopes e José Ramos de Almeida & Cia, esta uma firma bastante conhecida e que abastecia o comércio de São Felix à Monte Azul, com mercadorias diversas.
Na procura incessante da independência econômica e perseguindo o propósitode um comércio próprio, comprado amigo João Carlos de Andrade uma padaria que denomina PADARIA SANTA RITA, fundada em fevereiro de 1947,em homenagem a santa da sua devoção. Dando seguimento ao seu tino de comercianteempreendedor, monta a casa de material deconstrução, ferragens egrande variedade de mercadorias, denominada CASA SANTA RITA.
Um homem de espírito inovador, de visão criativa e futurista compra o prédio situado na Pça. Armindo Azevedo de propriedade do amigo Abias Azevedo, onde se achava instalado comercialmente. Em 1963 demole o antigo imóvel e ergue um majestoso e imponente prédio com arquitetura arrojada e amplas instalações modernas, projetadas porengenheiros e arquitetos renomados.
Com a construção do novo prédio muda de ramo e com a denominação de LOJÃO SANTA RITA, entra, como pioneiro no comércio de móveis, eletrodomésticos, pratarias, louças e cristais finos importados, artigos para presentes e outros produtos e artigos, últimas novidades damoda, trazidos dos grandes centros fornecedores como Rio de Janeiro e São Paulo.Sualoja é considerada a maischique e completa da cidade atendendo a toda região. Com a grande variedade de produtos tornou-se referência no ramo pela diversificação e qualidade dos produtos, requintedo proprietário.
Aposenta-se de suas atividades laborais em 2002, passando a dedicar-se exclusivamente à família – esposa, filhos, netos e bisneto aos quais dedica suas maiores atenções, carinho e amor.
Djalma daSilveira Torres casou-se com Ana Gomes Machado nome de solteira, passando-sea chamar Ana Machado Torres, pessoa importante no sucesso empresarial do esposo ena vida conjugal. Uma esposa e mãe dedicada, avó extremada. Religiosa católica praticante, compreensiva,tolerante, educada esocialmente participativa. Pessoa de boa índole e deformação moral correta e conduta ilibada.
O casal teve nove filhos, in memoriam, Aroldo vítima de meningite e Sara mortavitimada por acidente automobilístico. Os outros sete: Neuza, Gláucia, José Carlos, Djalminha, Ana, Rita e Bernadete,todos com graduação universitária, são na concepção dos pais, os maiores patrimônios que construíram com as bênçãos de Deus. Os netos, bisneto, noras e genros complementam asalegrias e satisfações do casal.
Por Antonio Novais Torres.
Por Antonio Novais Torres
Escreveu Machado de Assis: “(...) Há políticos por vocação, políticos por ambição, políticos por vaidade, políticos por interesse, políticos por desfastio, políticos por não terem nada que fazer. (...) em escolher os bons e úteis dentre tantos. E esse é o meu desejo, essa é a necessidade do país”. “Eleger uma câmara inteligente, generosa, honesta, sinceramente dedicada aos interesses públicos (...) bastaria apenas, prometer obedecer às leis e gastar de acordo com o interesse público e cumprindo essa promessa o povo não fosse iludido em sua boa-fé”. O voto é o instrumento de que dispõe o cidadão para o exercício da cidadania. Dele depende o futuro do País, do Estado e do Município. Daí, a necessidade de escolherem-se pessoas honestas, competentes e inovadoras, que sejam capazes de encontrar as soluções para os problemas. Deve atentar sempre para o passado do candidato e desconfiar daquele que investe fortuna na sua campanha e se dedica a apontar erros, defeitos e atos de corrupção dos adversários, sem apresentar sugestões e corretas soluções.
Por Antonio Novais Torres
Escreveu Machado de Assis: “(...) Há políticos por vocação, políticos por ambição, políticos por vaidade, políticos por interesse, políticos por desfastio, políticos por não terem nada que fazer. (...) em escolher os bons e úteis dentre tantos. E esse é o meu desejo, essa é a necessidade do país”. “Eleger uma câmara inteligente, generosa, honesta, sinceramente dedicada aos interesses públicos (...) bastaria apenas, prometer obedecer às leis e gastar de acordo com o interesse público e cumprindo essa promessa o povo não fosse iludido em sua boa-fé”.
O voto é o instrumento de que dispõe o cidadão para o exercício da cidadania. Dele depende o futuro do País, do Estado e do Município. Daí, a necessidade de escolherem-se pessoas honestas, competentes e inovadoras, que sejam capazes de encontrar as soluções para os problemas. Deve atentar sempre para o passado do candidato e desconfiar daquele que investe fortuna na sua campanha e se dedica a apontar erros, defeitos e atos de corrupção dos adversários, sem apresentar sugestões e corretas soluções.
Quem assim procede, pretende subir na vida locupletando-se no exercício do mandato por meios ilícitos. Não merece a confiança do eleitor. O perfil de personalidades dessa natureza não é incomum, nós conhecemos muitas delas, que por aqui se têm apresentado. É imperioso saber separar-se o joio do trigo.
O voto não deve ser negociado, não é mercadoria de escambo. Dele depende a consciência de quem o exerce, se faz uma boa ou má escolha, pode inclusive significar o preço da liberdade.
Destarte, deve-se estar vigilante para não cair-se no engodo dos demagogos. Há, portanto, a necessidade da participação sobremaneira da imprensa generalizada e dos formadores de opinião na correta e independente informação, orientando para a participação e o envolvimento político do povo, a fim de que não seja omissos. Afinal de contas, já se disse que o voto não tem consciência, tem consequência. Cidadão! Não se venda não se deixe enganar, seja coerente com o que pensa e defende.
Cada pessoa deve escolher, com o seu voto, o candidato de sua confiança, aquele que lhe pareça mais afinado com seus pensamentos e com o que deseja para si e para a comunidade. Deve ter certeza de sua fidelidade ao mandato que lhe foi conferido, pois é comum, muitos, depois de eleitos, defenderem os interesses pessoais e ou do grupo a que pertencem. Iludem e barganham a consciência do eleitor, deturpando e rasgando a procuração que lhe foi outorgada e, cinicamente, brindarem com champanhe seus êxitos de interesses político pessoais.
A cidadania deve ser exercida a cada momento, a cada ação, a cada gesto, através da sociedade organizada e assim a comunidade terá respostas às suas reivindicações, pois é impossível a um cidadão sozinho resolver os problemas da complexidade social. É nessa direção que se deve caminhar para o resgate dos interesses coletivos.
O povo está cansado das promessas eleitoreiras, sem o real interesse pelo popular. É preciso que os candidatos cumpram seus deveres de legítimos representantes do povo, eleitos pelo sufrágio universal com procuração para representá-lo direta ou indiretamente no exercício do mandato, quer seja no Legislativo quer no Executivo. Nesse contexto, deve-se excluir o sentimento de amizade e simpatia, o povo deve exigir propostas coerentes com um plano de governo, simples e possível de ser realizado, que mereça crédito, sem enganação contumaz dos que pretendem se eleger sem o compromisso das promessas.
Transcrevo trecho de um artigo de J. J. Calmon de Passos que diz: “Seu voto é o mesmo que passar uma procuração em cartório para que alguém faça por você o que você não pode fazer pessoalmente. Cidadania é ter consciência disso. Somos cidadãos, portanto, quando não negociamos nem negligenciamos nosso voto. Negociar o voto não é apenas receber dinheiro ou outros bens materiais em troca do voto, mas também votar displicentemente, votar por votar, como se votando não estivesse comprometendo nossa pessoa e nossos bens, também os dos outros e o futuro de todos nós. Quem não vota nem sabe votar não é cidadão. Logo o voto e cidadania são duas coisas inseparáveis”.
Nunca se esqueça disso!
Por Antonio Novais Torres
Esther Trindade Serra nasceu em 02 de junho de 1913, na cidade de Rio de Contas/BA – “Rua da Ponte: a rua melhor do mundo/de crepúsculo mais lindo,/de horizonte azul, infindo...” (Rua da ponte, a rua onde nasci...,Esther Trindade Serra) –. Era filha de José Rodrigues Trindade e Elvira da Silva Trindade. Irmãos: Antônio, Basílio, Cantídio, Dulce, Floripes, Guiomar, Hermano, Israel, Julieta, Kilda, Laudelina, Mário, Nair e Osmar. Desde 1980, a sua cidade natal é tombada pela atual Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN). A cidade histórica é patrimônio reconhecido como valor nacional e caracterizada por ser celeiro de artistas. Seu povo, fiel às tradições e à cultura, preserva o patrimônio arquitetônico antigo da cidade: ruas largas com calçamentos rústicos e seus casarios do passado, enfim, todo o seu patrimônio histórico.
Por Antonio Novais Torres
Esther Trindade Serra nasceu em 02 de junho de 1913, na cidade de Rio de Contas/BA – “Rua da Ponte: a rua melhor do mundo/de crepúsculo mais lindo,/de horizonte azul, infindo...” (Rua da ponte, a rua onde nasci...,Esther Trindade Serra) –. Era filha de José Rodrigues Trindade e Elvira da Silva Trindade.
Irmãos: Antônio, Basílio, Cantídio, Dulce, Floripes, Guiomar, Hermano, Israel, Julieta, Kilda, Laudelina, Mário, Nair e Osmar.
Desde 1980, a sua cidade natal é tombada pela atual Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN). A cidade histórica é patrimônio reconhecido como valor nacional e caracterizada por ser celeiro de artistas.
Seu povo, fiel às tradições e à cultura, preserva o patrimônio arquitetônico antigo da cidade: ruas largas com calçamentos rústicos e seus casarios do passado, enfim, todo o seu patrimônio histórico.
Esther Trindade Serra foi uma mulher dinâmica, independente, versátil e destemida. Morou em Abaíra, no povoado de Jequi, município de Iramaia e em Brumado. Exerceu diversas atividades: Oficial de Cartório (Jequi), pintora, escritora, poetisa, musicista, política, conselheira, exímia oradora e parteira – o que mais gostava de fazer.
Amava a terra natal, nunca deixou de participar dos festejos do Santíssimo Sacramento (o maior acontecimento católico realizado em Rio de Contas), dos quais sempre estava à frente. Lutava pela preservação da beleza natural e das tradições do povo rio-contense. A cidade precisava conviver com o novo, imposto pelo progresso, e preservar o antigo, um patrimônio histórico nacional. Ela sempre lutava para asseverar essa dualidade antitética.
Casou-se em 1935 com Pedro Esmeraldo Serra, na Igreja Matriz de Macaúbas. Comemorou bodas de ouro em 1985, na Igreja Matriz de Brumado. O casal teve os seguintes filhos: Celeste, Célia, Olympio, Ordep, Bárbara e Ana Elvira, todos profissionalmente realizados e distinguidos pela competência e sapiência: Pedagogo, Antropólogo, Médico, Escritor e Poeta que herdaram a veia da inteligência da mãe, uma autodidata de inteligência refinada pela leitura.
Muito religiosa, incentivou o filho Olympio a estudar no seminário para ser padre. O destino, porém, encarregou-se de desfazer esse plano, sem, contudo, tirar a concepção humana do antropólogo.
Em Brumado, foi secretária do Ginásio General Nelson de Melo, bibliotecária na Biblioteca Municipal Jarbas Passarinho, vereadora, vice-presidente da Câmara, presidente da Casa, líder do Governo e prefeita do município, quando o prefeito Juracy esteve no exterior. Seu mandato extinguiu-se em 17/06/1974, sendo substituída por José Meira de Oliveira.
Oradora elogiada por correligionários e adversários. Querida pelos seus pares. Entendia que a amizade estava acima das divergências políticas e para todos tinha um tratamento igualitário.
Merecem ser relatados outros feitos de D. Esther: dedicou o poema Nossa Senhora dos Verdes ao brumadense Antonio Rizério Leite e compôs a letra do Hino do Município de Rio de Contas com melodia do maestro Esaú Pinto. Em 1959, Compôs o hino a São Sebastião, que é comemorado em 20 de janeiro. Apresentou o primeiro presépio vivo em frente à Igreja Matriz, com encenação teatral na Missa do Galo – O nascimento de Jesus. Na missa dos domingos, nas novenas do mês de maio, nas celebrações festivas da igreja matriz, os cânticos sagrados ecoavam acompanhados do som melodioso do órgão tão habilmente dedilhado por D. Esther.
Foi sua a idealização da Bandeira e do Brasão Municipais. Ela esteve no Mosteiro de São Bento e procurou uma autoridade religiosa, o internacionalmente famoso heraldista Frei Paulo da Ordem de São Bento da Bahia para orientá-la, e este lhe sugeriu a colocação da cruz como símbolo heráldico, firmada em vermelho, cor símbolo do padroeiro Bom Jesus, e o amarelo representando a cidade. Sendo a cruz inspiração fundamental da religião cristã, inseriu, no Brasão Oficial do Município de Brumado, a expressão latina IN OMNIBUS CRUX (EM TUDO A CRUZ).
Diante desses dados, desenhou e pintou a Bandeira e o Brasão, obedecendo às normas heráldicas, os quais tiveram a aprovação da Câmara através da resolução nº 01/72, assinada pelo presidente Miguel da Mata Dias e pelo 1º secretário Péricles Jardim Sélis. O Brasão passou a ser utilizado nas correspondências oficiais do município (Legislativo e Executivo), conforme determinado na resolução número 01/72, de 20 de abril de 1972. Em 6 de dezembro de 2007, por aprovação da Câmara de Vereadores e sancionada pelo prefeito, através da Lei nº 1.510, a expressão foi trocada para IN OMNIBUS PRIMUS (EM TUDO O PRIMEIRO).
O município de Brumado já foi um grande produtor de mamona. Existiam aqui, pelo menos, quatro empresas compradoras e exportadoras do produto, as indústrias IMBASA, SAMBRA, C.C.A.I., do grupo COELHO (Pernambuco) e a firma comercial J. Aguiar & Cia Ltda., além dos compradores autônomos vindos dos estados do norte que faziam um comércio paralelo. Lembro-me da movimentação nessas empresas, dezenas de caminhões e carretas chegavam e saíam carregadas, diariamente. A economia agrícola do município era sustentada, basicamente, pelas culturas do algodão, da mamona, do feijão-macáçar, da mandioca e criatório de cabras e ovelhas. As terras e o clima da região são propícios para essas culturas que são bastante resistentes à seca e gostam muito de sol. Portanto, essas características revelam que esses produtos são as nossas vocações.
O município de Brumado já foi um grande produtor de mamona. Existiam aqui, pelo menos, quatro empresas compradoras e exportadoras do produto, as indústrias IMBASA, SAMBRA, C.C.A.I., do grupo COELHO (Pernambuco) e a firma comercial J. Aguiar & Cia Ltda., além dos compradores autônomos vindos dos estados do norte que faziam um comércio paralelo.
Lembro-me da movimentação nessas empresas, dezenas de caminhões e carretas chegavam e saíam carregadas, diariamente. A economia agrícola do município era sustentada, basicamente, pelas culturas do algodão, da mamona, do feijão-macáçar, da mandioca e criatório de cabras e ovelhas. As terras e o clima da região são propícios para essas culturas que são bastante resistentes à seca e gostam muito de sol. Portanto, essas características revelam que esses produtos são as nossas vocações.
Quero tratar neste artigo, fundamentalmente, sobre a importância da cultura da mamona em nosso município, visto que serve de base para a produção do biodiesel, constante de uma Medida Provisória de nº 214/04 que modifica a Lei do Petróleo, e está sendo apreciada no Congresso Nacional. Já existem projetos que autorizam a mistura do óleo diesel ao óleo vegetal, também chamado de “óleo verde” que, tem na mamona o seu principal componente e é misturado ao óleo diesel, na proporção de 2%. Daí, a grande significação dessa cultura para a nossa região.
Há, portanto, de se esperar da Secretaria de Agricultura do Município, o empenho em fazer parcerias com os órgãos de desenvolvimento agrícola do Estado em convênio com a EMBRAPA e com as empresas interessadas na produção, industrialização e comercialização da mamona e derivados, acionar os agentes financeiros, no sentido de se estimular o plantio e a cultura da mamona, sendo ela in natura, também uma fonte de geração de emprego e rendas, que atende ao objetivo de se viabilizar a geração de trabalho em terras do semiárido.
Existe, inclusive, uma proposta do deputado Alberto Silva (PMDB-PI) para que sejam criadas associações de famílias, as quais, com a obtenção de financiamento, possam instalar um conjunto industrial para extração do óleo e fabricação de adubo e diz ainda o deputado “Para quem vive hoje a angústia de enfrentar secas e passar fome uma renda de R$600,00 (mensal) é quase um milagre”.
O cultivo da mamona é simples, pouco exigente no que se refere ao solo e ao clima, sendo uma boa alternativa para os pequenos produtores no âmbito da agricultura familiar, além do que, os cachos da mamoneira não amadurecem de uma vez, proporcionando colheita quase o ano inteiro, portanto, ocupação diária para a família, e cuja facilidade de comercialização propicia dinheiro na mão a qualquer dia, para custear as pequenas despesas domésticas.
Outra alternativa é a possibilidade do plantio consorciado com feijão, algodão e mandioca. Estudos estão sendo desenvolvidos para o cultivo consorte também com o amendoim e gergelim de ciclo rápido de colheita. Entretanto, como qualquer outra cultura, o agricultor precisa observar as recomendações e orientações dos órgãos técnicos com relação à escolha da área, preparação do solo, adubação e calagem, cuidar das doenças e do controle de pragas, rotação cultural, colheita, secagem e armazenamento a fim de que tenha bom resultado.
Com o advento do programa biodiesel, a exemplo do Programa Nacional do Álcool, o biodiesel é mais uma alternativa de energia para o Brasil, identificado, como “combustíveis verdes” que poderá vir a ser a revitalização da economia Norte/Nordeste e fonte de milhares de empregos, uma meta governamental, pois cada hectare plantado dá emprego a uma pessoa e produz cerca de 500 litros de biodiesel, um combustível não poluente que contribuirá para a melhoria da qualidade ambiental e de vida das pessoas.
Há grupos empresariais interessados no Programa Brasileiro de Biocombustíveis e prontos para a industrialização do biodiesel nas regiões do Nordeste e Centro-Oeste. Além do óleo de excelentes propriedades e de inúmeras aplicações nas indústrias como fabricação de tintas, vernizes, cosméticos, sabões, plásticos, corantes, anilinas, desinfetantes, germicidas, colas etc., igualmente como óleo lubrificante se destaca pelas características exclusivas de queimar sem deixar resíduos e suportar altas temperaturas sem perder a viscosidade, que supera os óleos de petróleo.
Enfim, da mamona aproveita-se tudo: da industrialização obtém-se como produto principal o óleo e como subproduto, a torta, que possui, enquanto fertilizante, a capacidade de regeneração das terras cansadas. As folhas servem de alimento para uma espécie do bicho- da-seda. A haste, além de celulose para a fabricação de papel, fornece também matéria-prima para a produção de tecidos grosseiros.
Como se vê, a mamona pode ser considerada a salvação da pobreza do Nordeste. Cabe aos governos federal, estaduais e municipais se entenderem e formularem políticas públicas agrícolas de incentivo, estímulo, orientação técnica e financiamento da lavoura da mamona como forma de se resgatar a dignidade do homem do campo, com emprego e trabalho honrado para toda a família sem precisar mendigar as esmolas sociais do governo e produzir o seu próprio sustento.
A cultura da mamona com o programa do biodiesel será o instrumento e uma das formas de se incrementar o desenvolvimento econômico-social e o progresso de Brumado e da região, creio piamente nisso.
Biografia Nice Publio da Silva Leite
Por Antonio Novais Torres
Nice Publio da Silva nasceu na cidade de Caetité/BA, em 06/12/1914, era filha de José Elísio da Silva e Arminda Publio da Silva.
Estudou e formou-se professora aos 16 anos, pela Escola Normal de Caetité, a primeira escola do alto-sertão a formar professores. Exerceu a profissão com determinação e muita competência, com a austeridade que lhe era peculiar, deixando marcas indeléveis de um trabalho profícuo pela vocação educacional a que se propôs e dedicou.
Inicialmente, fora nomeada pela Secretaria de Educação do Estado da Bahia como professora da cidade de Candeal. Depois foi transferida para Brumado e, inicialmente, lecionou na zona rural. Enfrentou as dificuldades da falta de transportes adequados e, com firmeza, venceu todos os obstáculos com coragem, para a execução do trabalho a que se propunha.
Biografia Nice Publio da Silva Leite
Por Antonio Novais Torres
Nice Publio da Silva nasceu na cidade de Caetité/BA, em 06/12/1914, era filha de José Elísio da Silva e Arminda Publio da Silva.
Estudou e formou-se professora aos 16 anos, pela Escola Normal de Caetité, a primeira escola do alto-sertão a formar professores. Exerceu a profissão com determinação e muita competência, com a austeridade que lhe era peculiar, deixando marcas indeléveis de um trabalho profícuo pela vocação educacional a que se propôs e dedicou.
Inicialmente, fora nomeada pela Secretaria de Educação do Estado da Bahia como professora da cidade de Candeal. Depois foi transferida para Brumado e, inicialmente, lecionou na zona rural. Enfrentou as dificuldades da falta de transportes adequados e, com firmeza, venceu todos os obstáculos com coragem, para a execução do trabalho a que se propunha.
Na zona rural, não só lecionou com determinação e competência, mas também era conciliadora e exercia o papel de conselheira familiar, orientando sobre os cuidados com higiene, etc. Fez inúmeros amigos e conquistou a confiança de todos.
Posteriormente foi transferida para a sede do município, onde ministrou aulas, por muitos anos, em diversas escolas, especialmente no Grupo Escolar Getúlio Vargas. Talvez tenha sido a primeira professora pública do município. Ensinou história no Ginásio General Nelson de Melo, com método que obrigava o aluno a copiar o assunto ministrado e pesquisar em diversos livros, porquanto as provas não se restringiam sómente ao assunto ventilado em sala de aula.
Foi Delegada Escolar do município durante muitos anos, com administração proba e eficiente. Dinâmica, visitava todas as escolas a pé, um trabalho desgastante, porém feito com a responsabilidade que o cargo exigia. Era intransigente no cumprimento do seu dever.
Organizava, com extrema dedicação, as festas cívicas, especialmente o 7 de Setembro, envolvendo a direção, o corpo docente e o discente, momento em que os alunos reviviam, através das apresentações, os fatos históricos da nossa pátria e ressaltavam as riquezas materiais, a natureza indígena e a cultura do país.
Incorporada pelo espírito cívico, solicitava fidelidade às tradições e o respeito ao passado e de amor à pátria. Exigia dos alunos que cantassem os hinos à Bandeira (Letra de Olavo Bilac e música de Francisco Braga) e o Nacional (Letra escrita por Joaquim Osório Duque Estrada e música de Francisco Manuel da Silva). Determinava que todas as escolas, antes da entrada para as aulas, colocassem-se em posição de respeito para cantar esses hinos.
Coordenou, por 10 anos, com absoluta retidão, o Programa da Merenda Escolar com sede em Brumado, o qual abrangia 60 municípios.
A professora Nice foi protagonista na formação de muitos cidadãos que hoje exercem diversas profissões e se recordam da mestra como propulsora de seus conhecimentos culturais, do aprendizado adquirido. Ela foi uma das que fizeram parte do quadro inaugural (1958) de professores do Ginásio General Nelson de Melo – pertencente à Fundação Educacional de Brumado – cujo presidente era o Monsenhor Antônio da Silveira Fagundes que contou com a ajuda primordial do Capitão Waldir Magalhães Pires e de outros cidadãos comprometidos com a educação dos brumadenses.
Mais tarde, o Monsenhor criou o curso de Pedagogia Dr. Pompílio Leite, pertencente ao GGNM, onde D. Nice lecionou História do Brasil e História Geral – matérias do seu inquestionável conhecimento – e o fazia com detalhes de fatos e datas, sem qualquer consulta a livros, a ponto de se dizer que ela tinha a História gravada em sua mente.
Em janeiro de 1950, casou-se com o comerciante Armênio da Silva Leite, quando passou a chamar-se Nice Públio da Silva Leite. O Sr. Armênio foi, também, homenageado com a denominação de seu nome em um logradouro do bairro São Joaquim.
Armênio nasceu em 25/03/1911, em Brumado, era filho do coletor Estadual Abílio da Silva Leite (Bio), falecido em 24/10/1952, com 76 anos de idade e de Tibéria Angélica da Silva Leite (Tibirinha), falecida em 13/01/1957, com 78 anos de idade. Ambos nascidos em Brumado e enterrados no cemitério municipal Senhor do Bonfim.
O casal Armênio/Nice teve quatro filhos: a primeira, de prenome Dornélia, faleceu com poucos meses de nascida; Robério Publio da Silva Leite (2º grau e curso de Processamento de Dados), Leandro Publio da Silva Leite (médico) e Nadja Publio da Silva Leite (médica), estes atuam em Salvador/BA.
A professora Nice Publio da Silva Leite aposentou-se em 1973, com 59 anos de idade. Faleceu em 16 de maio de 1988, vítima de um Acidente Vascular Encefálico, popularmente conhecido por derrame, com 73 anos de idade. Seu esposo, Armênio da Silva Leite, faleceu em 24/08/1989, com 79 anos de idade, ambos está sepultado no cemitério municipal Senhor do Bonfim.
Em homenagem pelo seu trabalho abnegado dedicado à educação do município, a Câmara Municipal de Vereadores de Brumado apresentou um decreto (sancionado em 21 de março de 1991, através da Lei 976, pelo então prefeito), o qual denominou o prédio escolar, recém-construído pela prefeitura, situado na Rua Sergipe, de “Escola Nice Publio da Silva Leite”, reconhecida pelo Diário Oficial de 9 de novembro de 1995. Essa homenagem teve a indicação do então vereador Geraldo Leite Azevedo, aprovada por unanimidade pelos seus pares. Por considerar Dona Nice uma pessoa culturalmente rica com serviços dedicados à educação e à cultura brumadense, fez por justiça e merecimento, a referida indicação. Ele foi seu aluno e, nessa qualidade, um admirador da educadora, por possuir uma bagagem invejável de conhecimentos. Depois de formado, prestou à família serviços médicos, assistiu Dona Nice na sua convalescença e atestou o seu óbito. A consideração e o parentesco foram vínculos que se somam à sua estima pela mestra.
Por Antonio Novais Torres
José, era um homem simples, viveu na zona rural, era muito trabalhador, habilidoso e muito ativo, por suas qualidades enveredou-se no comércio de café, gado e outros produtos agrícolas. Mudou-se para a cidade, envolveu-se com política, foi vereador, fez muitos amigos entre os políticos, líderes do município e do estado, privando da amizade de muitos “figurões” enfim, era uma pessoa requisitada pelo prestígio dos votos. Casou-se e teve oito filhos, exatamente quatro casais, bom esposo e pai exemplar, tinha o respeito e a consideração da família. Patriarca e conselheiro da prole e de todos os parentes era uma pessoa respeitada por suas decisões corretas e sensatas, sua palavra era inquestionável. Nas festas de aniversário, casamento, batizado, em sua casa, era o patrono, como convém ao bom político, ficava no alpendre a receber os parentes e amigos, cumprimentava a todos e os encaminhava às filhas para as honras da casa, era o primeiro a abrir e o último a encerrar a festa, assim lhe competia como anfitrião.
Por Antonio Novais Torres
José, era um homem simples, viveu na zona rural, era muito trabalhador, habilidoso e muito ativo, por suas qualidades enveredou-se no comércio de café, gado e outros produtos agrícolas. Mudou-se para a cidade, envolveu-se com política, foi vereador, fez muitos amigos entre os políticos, líderes do município e do estado, privando da amizade de muitos “figurões” enfim, era uma pessoa requisitada pelo prestígio dos votos.
Casou-se e teve oito filhos, exatamente quatro casais, bom esposo e pai exemplar, tinha o respeito e a consideração da família. Patriarca e conselheiro da prole e de todos os parentes era uma pessoa respeitada por suas decisões corretas e sensatas, sua palavra era inquestionável.
Nas festas de aniversário, casamento, batizado, em sua casa, era o patrono, como convém ao bom político, ficava no alpendre a receber os parentes e amigos, cumprimentava a todos e os encaminhava às filhas para as honras da casa, era o primeiro a abrir e o último a encerrar a festa, assim lhe competia como anfitrião.
Os filhos foram crescendo, casando-se, e a prole aumentando, sua esposa, dona Joana, era das prendas domésticas, simples, humilde, muito religiosa, cuidava dos filhos com extremada dedicação e zelo igualmente tratamento dispensava aos netos. Ao marido obedecia cegamente, tinha nele o protótipo de homem exemplar: bom pai, esposo fiel e cumpridor dos deveres e obrigações conjugais. Os familiares, não tinha do que se queixar. Dizia para as amigas, igual a José está para nascer, ele foi o presente que Deus me deu.
A vida se encarrega, às vezes, de pregar surpresas desagradáveis. Diz a sabedoria popular: “O destino é incerto e o futuro a Deus pertence”, uma verdade insofismável. José, com o passar do tempo, foi perdendo o prestígio político e em consequência, também os amigos, especialmente os oportunistas. A idade, já avançada, o prestígio em decadência, tornou-se um homem recluso ao ambiente familiar, dedicando-se exclusivamente ao carinho dos netos.
Via os netos com olhos diferentes dos que via os filhos, aos a que não teve o tempo necessário para dedicar maior atenção, por conta da vida atribulada de político, sempre em reuniões, em encontros, e nos bate-papos das festas para as quais era convidado. Antes, o comportamento dos meninos era visto como peraltice, travessuras, falta de educação etc., agora, com idade provecta, o conceito era de que menino que não é ativo é doente e todo tipo de extravasamento dos netos não tinha censura, era motivo de hilaridade, achava tratar-se de inteligência, de sabedoria, de vigor e impetuosidade, segundo suas explicações.
Ocorre que José teve um caso amoroso, oculto sob “sete capas”, pouca gente sabia desse seu affaire, a família então, nem imaginava que tal ocorrência fosse possível. Entretanto, a idade provecta deixava-o bastante preocupado quanto ao futuro da segunda família. Em suas lucubrações, pedia a Deus para lhe dar uma solução, lhe indicar um caminho para resolver tamanho problema, não queria desapontar a esposa nem decepcionar os filhos.
Um dia, veio-lhe uma visão de que deveria procurar a filha mais velha, por nome Berenice, segundo a visão, a única a solucionar o problema. A princípio, ficou indeciso, depois criou coragem e chamou a filha para uma conversa reservada e confidenciou-lhe: “Berenice, preciso lhe contar um segredo de vida e de morte, entretanto, só lhe relatarei este segredo depois de ouvir de sua boca o juramento de não o revelar a ninguém, nem a sua mãe, nem aos irmãos, a nenhuma outra pessoa.” Berenice ficou assustada e perplexa, porém, diante do pedido do pai, prestou-lhe juramento em nome de Deus e de todos os santos, levar o segredo consigo para o túmulo.
“Pode contar, pai, estou a lhe escutar”, e o velho, cheio de dedos, passou a dizer-lhe de uma amante com quem tinha filhos e, sentindo que estava prestes a morrer, pela idade avançada e a doença de que era portador, estava preocupado com a outra família. Pedia-lhe então que não a deixasse passar nenhuma necessidade. Estupefata, sem querer acreditar, perguntou-lhe: “pai, o senhor está caducando?”.
“Não, minha filha, é a pura verdade, que tem me atormentado todos estes anos, e não tive a coragem de assumir, o faço agora, para descarrego de consciência, não quero deixá-los na indigência, não são culpados da minha irresponsabilidade”.
A filha, ainda indignada, “o senhor teve a coragem de enganar a mamãe e a todos nós?”, José, aos prantos, segurando as mãos da filha, pediu-lhe perdão e que ela não fugisse ao compromisso assumido. “Pode ficar tranquilo, o meu juramento será mantido, ainda que surpresa e decepcionada com esta revelação, pois nunca o julguei capaz desta traição; aliás, esse deve ser o pensamento de toda a família que o considerava um homem exemplar, de moral irrepreensível”.
Dias depois, José parte para outra dimensão universal, mas com a compreensão de que agira de acordo com a sua consciência, se foi ou não correta a sua atitude não nos cabe julgá-lo, fica a cada um a reflexão do julgamento.
Esta é uma peça de ficção, qualquer semelhança com caso real é mera coincidência.
Antonio Novais Torres
[email protected]
Brumado/BA em 30/05/2002.
Por Antonio Novais Torres
Maria Nilza dos Santos Azevedo descende de umafamília, cujas mulheres sãovocacionadas para a educação – a família Azevedo. Nasceu no dia 19 de fevereiro de 1934, na fazenda São Gonçalo, município de Livramento do Brumado, hoje, Livramento de Nossa Senhora. Filha de Agnelo dos Santos Azevedo e Celsina dos Santos Azevedo. A suainstrução primária foi na Escola de Ubiraçaba,distritocom o mesmo nome, pertencente ao município de Brumado, tendo como primeira professora Giselda Castro. Diplomou-se em professora primariaem 1951 pela Escola Normal de Caetité, instituição modelarde ensino para formação de professores, fundada pelo Caetiteense, Governador Rodrigues Lima em 1896,a primeira do Alto Sertão baiano a formar professores. Por razões política foi fechada no governo de Severino Vieira. Em suas instalações, por quase duas décadas, constituiu-se o Instituto São Luís Gonzaga, de padres jesuítas europeus, dotando a cidade sertaneja da mais alta qualidade de ensino,considerado berço cultural e intelectual do sertão baiano.
Por Antonio Novais Torres
Maria Nilza dos Santos Azevedo descende de umafamília, cujas mulheres sãovocacionadas para a educação – a família Azevedo.
Nasceu no dia 19 de fevereiro de 1934, na fazenda São Gonçalo, município de Livramento do Brumado, hoje, Livramento de Nossa Senhora.Filha de Agnelo dos Santos Azevedo e Celsina dos Santos Azevedo.
A suainstrução primária foi na Escola de Ubiraçaba,distritocom o mesmo nome, pertencente ao município de Brumado, tendo como primeira professora Giselda Castro. Diplomou-se em professora primariaem 1951 pela Escola Normal de Caetité, instituição modelarde ensino para formação de professores, fundada pelo Caetiteense, Governador Rodrigues Lima em 1896,a primeira do Alto Sertão baiano a formar professores. Por razões política foi fechada no governo de Severino Vieira. Em suas instalações, por quase duas décadas, constituiu-se o Instituto São Luís Gonzaga, de padres jesuítas europeus, dotando a cidade sertaneja da mais alta qualidade de ensino,considerado berço cultural e intelectual do sertão baiano.
No ano de 1926, o governador Góes Calmon, e Anísio Teixeira cargo equivalente, hoje, a secretário de educação, a Escola Normal é novamente instituída. Foramenviados para Caetité os melhores mestres, mantendo assim a longa tradição que tornaria esta pequena cidade reconhecida pela formação cultural e intelectual privilegiada.
Submeteu-sea concurso público para o exercício da profissão, aprovada, foi nomeada para lecionar em Itaquaraí distrito de Brumado, onde permaneceu por pouco tempo,em seguida veio ensinar na Escola Estadual Getúlio Vargas, hoje, Grupo escolar Getúlio Vargas (GV).
PARTICIPOU DE DIVERSOS CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO:
Especialização de professor básico para surdose mudos no Rio de Janeiro,em 1958, obtendo êxitos com aprovação para o exercício do ensino pertinente. Pelo seu destaque de inteligência aguçada, fora escolhida para oradora da turma que em discurso enalteceu o trabalho do Instituto Nacional de Educação de Surdos, uma obra de redenção do surdo-mudo brasileiro. O discurso foi publicado no “Diário Carioca” em 10/01/1958.
Iniciativa: Foi pioneira da escola criada para surdos-mudosem Salvado/BA,com essa finalidade. Outros cursos adicionais que participou: diploma de personalidade através do desenho; diploma de problemas infantis; curso de fundamentos, técnica e recreações; Secretária de Educação e Cultura com certificado de aproveitamento; certificado de frequência integral; ciclo de conferência sobre Direito Social pelo Instituto de aposentadoria dos Comerciários (IAPC);diploma de participação do II Congresso Nacional da Alfabetização para Adultos, no Rio de Janeiro.
Enquantoexercia o magistério, conseguiu transferênciapara atuar como professora básica do curso de surdos e mudos em Brumado,um pioneirismo na cidade.
Em viagem de trem (RFFSA) deSalvador para Brumado em conversa com o então capitão Waldir Magalhães Pires, surgiu a ideia de se fundar um colégio em Brumado que carecia desse ensino. Ambos organizaram um curso de admissão ao ginásio cujos exames foram prestados em Caetité, e com outros abnegados da educação,viabilizaram e iniciaram o curso ginasialno Colégio General Nelson de Melo – nome dado pelo capitão Waldir Pires emhomenagem ao então comandante das ForçasExpedicionária Brasileira que lutou ao lado dos Aliados na Itália durante asegunda guerra mundial(1939-1945) envolvendo a maioria das nações do mundo, vitoriosa na tomada do Monte Castelo, por parte dos brasileiros. Por conseguinte afundação da entidade contou com a sua participação.
Posteriormente com a finalidade de tornar o Colégio Estadual de Brumado, referência de ensino-aprendizagem para as Escolas da região, bem como para beneficiara sociedade, o GGNM foi transferido para o Estado com o nome de Colégio Estadual de Brumado (CEB).
Em 1961 ensinoua disciplina Geografia,Didática Escolar e Administração Escolarno colégio General Nelson de Melo. Suavida foidedicada à educação e nessa profissão foi exemplo de competência profissional. A professora Maria Nilza falava: “Querer é poder. Nunca se alcança o que se deseja, sem empregar os seus esforços”.
Casou-seem 6 de junho de 1964 na Igreja Matriz de Brumado com David Bonfim da Silvae o casal teve uma filha, prematura,nascida em 11/09/1967,que deu o nome de Cláudia Azevedo Silva.
Faleceu em Salvador no Hospital Português, em 07/09/1973, com 39 anos, no dia em que se comemora a independência do Brasil,acometida de leucemia,cercada de carinho e contou com o apoio, asolidariedade dos pais, esposo, parentes e amigos. Foi trasladada para Brumado onde foi enterrada no cemitério municipal Senhor do Bonfim. Parentes, amigos e a comunidade acompanharam o cortejo fúnebre. Foi um exemplo de irmã,mestradedicada, amiga,esposa e mãe regida pelos princípios cristãos. Teve a vida ceifada, ainda jovem,pelos desígnios de Deus.
Culta, alegre simpática, dócil sincera, franca, modesta, simples e querida por todos que a conheciam,nunca alardeou os seus dotes intelectuais que era possuidora. Deixa saudades eternas com inesquecíveislembrançasdos que a amavam.
Em 1978 em honra à sua memória e à sua competência de educadora emérita a Escola “Cirandinha” fundada por Miriam Azevedo Gondim Meira e Edilsa Santos Silveira, em 1973.Com a ampliação, acrescendo os cursos de 5ª a 8ª séries,homenagearam a professora Nilza,dando o nome à escola de Centro de Educação Maria Nilza Azevedo Silva (CEMNAS), emreconhecimentoaquem foi exemplo na profissão de professora contribuindo decisivamente com a educação do município.
O loteamento Itapicuru por meio da Lei nº 800 de 23/11/1981 foi denominado: Bairro Maria Nilza Azevedo Silva. Em sua homenagem, também dominaram, no birro do hospital, a Rua Maria Nilza Azevedo Silva.
O conhecimento e o saber humano não se transmitem se o preceptor não estiver imbuído desse propósito, pois a cultura tem um processo dinâmico e é função de quem ensina colocar o aluno a pensar, a discernir e num processo evolutivo, capaz de compreender e definir com absoluta clareza o que leu, coma interpretação própria e correta do texto. Pelo que vimos,era esse o objetivo da professora Maria Nilza.
No país de Anísio Teixeira, de Paulo Freire, de Darcy Ribeiro, de Josué de Castro, de Milton Santos o magistério precisa ser valorizado e os preceptores não fugir às suas responsabilidades, pois só a educação pode construir para o amanhã.
Fontes: Livro Recordar é viver de Agnelo dos Santos Azevedo;
Informações de Nely e Niete Azevedo (Filhas de Agnelo Azevedo, hoje, com 104 anos completos),
Centro Educacional Maria Nilza Azevedo Silva (CEMNAS).
Antonio Novais Torres


















