ARTIGO ANTÔNIO TORRES: BANDEIRA E BRASÃO DE BRUMADO

ARTIGO ANTÔNIO TORRES: BANDEIRA E BRASÃO DE BRUMADO

Por Antônio Novais Torres


A Câmara Municipal de Vereadores de Brumado escolheu a vereadora Esther Trindade Serra para falar sobre os 150 anos da Independência do Brasil. Na oportunidade, por meio da resolução 1/72, de 20 de abril de 1972, foram instituídos a Bandeira e o Brasão das Armas do Município de Brumado. A Câmara Municipal de Vereadores, no dia 3 de setembro de 1972, fez o lançamento desses símbolos em apresentação oficial ao povo, com a bênção do Monsenhor Antônio da Silveira Fagundes. O heraldista alemão radicado no Brasil, Frei Paulo da Ordem de São Bento na Bahia, foi procurado no Mosteiro de São Bento, em Salvador, pela vereadora Esther Trindade Serra, no período do governo de Miguel Lima Dias, para criar o modelo adequado do Brasão. Depois de estudos heráldicos, o Brasão das Armas do Município de Brumado tomou forma com base na história do município e suas tradições. Após a sua promulgação, tornou-se obrigatório o seu uso nos documentos e nas correspondências oficiais dos poderes Executivo e Legislativo.

Por Antônio Novais Torres


A Câmara Municipal de Vereadores de Brumado escolheu a vereadora Esther Trindade Serra para falar sobre os 150 anos da Independência do Brasil. Na oportunidade, por meio da resolução 1/72, de 20 de abril de 1972, foram instituídos a Bandeira e o Brasão das Armas do Município de Brumado. A Câmara Municipal de Vereadores, no dia 3 de setembro de 1972, fez o lançamento desses símbolos em apresentação oficial ao povo, com a bênção do Monsenhor Antônio da Silveira Fagundes. 

 

O heraldista alemão radicado no Brasil, Frei Paulo da Ordem de São Bento na Bahia, foi procurado no Mosteiro de São Bento, em Salvador, pela vereadora Esther Trindade Serra, no período do governo de Miguel Lima Dias, para criar o modelo adequado do Brasão. Depois de estudos heráldicos, o Brasão das Armas do Município de Brumado tomou forma com base na história do município e suas tradições. Após a sua promulgação, tornou-se obrigatório o seu uso nos documentos e nas correspondências oficiais dos poderes Executivo e Legislativo.

 

 

Composição do Brasão:

 

 

Escudo – Pleno de ouro com uma cruz firmada de vermelho, carregada de uma cruz flordelizada e vazada em ouro. Insígnias – Coroa mural de quatro torres de prata, que representa a cidade.

 

Lema – “IN OMNIBUS CRUZ” (Em tudo a cruz) em letras de ouro sobre o listel vermelho.

 

Comentários – Os elementos do escudo têm relação com o antigo topônimo da cidade (Bom Jesus dos Meiras). O fundo vermelho simboliza a devoção ao seu padroeiro, o Bom Jesus. A cruz flordelizada de ouro e vazada sobre o campo vermelho é atributo heráldico da família Meira, como evocação de seus fundadores. O lema “Em tudo a cruz” alude à feliz coincidência dos elementos heráldicos que se equilibram e se completam, tendo a cruz como inspiração fundamental.  

 

A Bandeira do Município foi inspirada nesse Brasão. Enfatizou a vereadora Esther Trindade Serra em sua homenagem à instituição do Brasão e da Bandeira municipal: “Esta é a nossa Bandeira! Lema de fé, farol que nos conduzirá pelos caminhos do nosso destino...”. “A bandeira é a suprema afirmação do poder político de um povo, é a própria encarnação da pátria que ela exprime”.

 

Através da Lei número 1.509, de 6 de dezembro de 2007, o prefeito municipal, com a aquiescência da Câmara Municipal de Brumado, aprovou a seguinte lei: Fica instituído o Brasão do Poder Legislativo de Brumado como símbolo oficial da Câmara Municipal. Esse assunto já tinha sido objeto da resolução número 1/72, Art. 1º, de 20 de abril de 1972, portanto não havia por que reiterá-lo.

 

Pela Lei 1.510, de 6 de dezembro de 2007, também com a concordância da Câmara de Vereadores, foi aprovada uma alteração no Brasão: a expressão latina “IN OMNIBUS CRUX” (Em tudo a cruz) foi mudada para “IN OMNIBUS PRIMUS” (Em tudo o primeiro), ficando preservadas as demais características heráldicas. 

 

A bandeira “é a suprema afirmação do poder político de um povo, é a própria encarnação da pátria que ela exprime”. Essa insígnia, que fora mudada, representava a ideia dos religiosos cristãos antepassados. Para eles, a cruz, símbolo religioso, é uma expressão da alma, característica humana da fé, que tem o Bom Jesus como seu protetor e padroeiro da paróquia.

 

Por tradição da religiosidade, a cruz está presente nas velas da expedição de Pedro Álvares Cabral e também é representada pelo Cruzeiro do Sul, incluso na Bandeira Nacional. Dessa forma, traduz a memória de um povo cujo embasamento espiritual tem inspirado os seus seguidores.

 

A cruz é um dos símbolos humanos mais antigos e é usada por diversas religiões, principalmente a católica. É “o principal símbolo da religião cristã”, como consta na Enciclopédia Britânica.

 

 Diversos países a adotam em suas bandeiras: Suíça; Dinamarca; Islândia; Suécia; Finlândia; Reino Unido; Áustria; a Cruz vermelha, criada pela Convenção de Genebra; a Bandeira da Ordem Cristã; a Bandeira de Pernambuco, em alusão à ilha de Vera Cruz, depois Terra de Santa Cruz e o Distrito Federal (cruz de Brasília, formada de quatro setas de voos opostos).

 

Em assim sendo, não havia motivos para se ter substituído a palavra ‘cruz’ por ‘primeiro’, a não ser que se apresentasse uma explicação plausível e muito bem fundamentada para justificar essa alteração. Ainda assim, ter-se-ia de levar ao conhecimento prévio do povo, para a sua apreciação e posterior mudança, se assim fosse da sua vontade, com a sua aquiescência. Portanto, seria de bom alvitre que a Câmara de Vereadores revogasse essa lei e seguisse os trâmites que requer uma alteração dessa natureza.