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Laboratório chinês testa deter a pandemia 'sem vacina', com medicamento que pode acelerar a cura dos doentes e imunizar

Laboratório chinês testa deter a pandemia 'sem vacina', com medicamento que pode acelerar a cura dos doentes e imunizar Foto - Wang Zhao / AFP

Em uma entrevista à agência de notícias AFP, o diretor do Centro de Inovação Avançada em Genômica de Beida, Sunney Xie relatou que pesquisadores chineses estão desenvolvendo um tratamento capaz de interromper a pandemia da Covid-19. O medicamento, em fase de testes na prestigiada Universidade de Pequim, permitiria não apenas acelerar a cura dos doentes, mas também imunizar temporariamente contra a Covid-19. De acordo com informações do G1, um estudo sobre esta pesquisa, publicado no domingo na revista especializada "Cell", considerou que é um "remédio" potencial contra a doença e apontou que permite acelerar a cura. "Somos especialistas em sequenciamento de células únicas, não imunologistas, ou virologistas. Quando constatamos que nossa abordagem nos permitiu encontrar um anticorpo que neutraliza (o vírus), ficamos muito felizes", comentou o professor Xie. Segundo ele, o tratamento pode estar disponível antes do final do ano, a tempo de uma nova ofensiva de inverno contra a Covid-19. 


Empresa testa em humanos vacina contra Covid-19 e tem resultados positivos

Empresa testa em humanos vacina contra Covid-19 e tem resultados positivos Foto - Divulgação

Conforme balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS), com dados até a última sexta-feira (15), atualmente há 118 vacinas contra o coronavírus sendo desenvolvidas. Entre elas, 8 estão em fase clínica e 110 em fase pré-clínica. Dentre as em fase clínica está a da empresa americana de biotecnologia Moderna, a qual anunciou nesta segunda-feira (18) ter obtido resultados "positivos preliminares" na fase inicial de ensaios clínicos de sua vacina contra o novo coronavírus. Os testes foram feitos em um pequeno número de voluntários. De acordo com informações do G1, a empresa informou ainda que a vacina produziu resposta imune em oito pacientes que a receberam. "A fase provisória 1, embora em estágio inicial, demonstra que a vacinação com o mRNA-1273 produz uma resposta imune da mesma magnitude que a provocada por infecção natural", disse Tal Zaks, diretor médico da Moderna, em comunicado. Isso sugere que, embora não seja a prova final, a vacina desencadeia uma resposta imune. Para a empresa, a vacina "tem potencial para prevenir o Covid-19". O estudo clínico é realizado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, onde o governo investiu 500 milhões de dólares para essa potencial vacina.


Covid-19: estudo indica que maioria de infectados cria anticorpos

Covid-19: estudo indica que maioria de infectados cria anticorpos Foto - REUTERS / Lindsey Wasson

Estudo recente de um hospital de Nova York analisou 624 pessoas com covid-19 e concluiu que 99% desenvolveram anticorpos contra o novo coronavírus. É preciso verificar ainda se esses anticorpos conferem a imunidade suficiente para que alguém infectado não volte a ter a doença. O estudo, que é ainda preliminar e tem de ser revisto por outros especialistas, sugere que a quantidade de anticorpos gerados é independente da idade, género ou gravidade da doença. Outro estudo  feito na China com 175 infectados indica que os pacientes com sintomas mais graves produzem mais anticorpos. Os especialistas norte-americanos admitem que os doentes alcancem o pico da produção de anticorpos cerca de 15 dias depois do aparecimento de sintomas e sugerem que é apenas nessa altura que se devem realizar os testes de imunidade. Essa poderá ser a razão pela qual outros estudos, desenvolvidos precocemente, não detectaram anticorpos nos pacientes. A quantidade de anticorpos de um paciente está relacionada à capacidade do plasma para neutralizar o vírus, de acordo com o estudo do hospital de Nova York, publicado na revista Nature Medicine. Por essa razão, o plasma dessas pessoas pode vir a ser um dos tratamentos possíveis para outros pacientes.


Papa afirma que coronavírus não é desculpa para explorar trabalhadores

Papa afirma que coronavírus não é desculpa para explorar trabalhadores Foto: Reuters/Vaticano

O papa Francisco disse nesta quarta-feira (06) que os patrões devem respeitar a dignidade dos funcionários, principalmente os imigrantes, apesar das dificuldades econômicas provocadas pela crise do novo coronavírus. "É verdade que a crise está afetando a todos, mas a dignidade das pessoas sempre deve ser respeitada", disse Francisco ao final de sua audiência geral, realizada na biblioteca papal, em vez da Praça de São Pedro, devido à quarentena na Itália. Ele afirmou ter recebido inúmeras mensagens sobre problemas trabalhistas em 1º de maio, dia em que a maioria dos países celebra os direitos dos trabalhadores. Francisco disse que queria defender "todos os trabalhadores explorados e convidar a todos a transformar a crise em uma ocasião em que a dignidade da pessoa e do trabalho possa ser colocada de volta no centro das coisas". O pontífice fez menção especial à exploração de trabalhadores rurais na Itália, a maioria dos quais é de imigrantes. Nas últimas semanas, houve uma série de prisões de proprietários de fazendas e quadrilhas que recrutam e supervisionam trabalhadores rurais na Itália. A maioria dos integrantes das gangues também era de imigrantes. Na semana passada, três proprietários de fazendas e um imigrante gambiano foram presos sob a acusação de exploração de cerca de 50 trabalhadores imigrantes na região do sul da Apúlia. Em outro caso recente, três albaneses que trabalhavam para uma vinícola no Norte da Itália foram presos sob a acusação de forçar os imigrantes a permanecer em atividade durante até 10 horas por dia sem intervalo, além do pagamento de salários baixos.


Anticorpo que neutraliza coronavírus é identificado em testes laboratoriais

Anticorpo que neutraliza coronavírus é identificado em testes laboratoriais

Conforme estudo publicado online na segunda-feira (04), na Nature Communications, cientistas descobriram um anticorpo monoclonal humano capaz de impedir que o vírus da Covid-19 infecte células cultivadas em laboratório. É um primeiro passo em direção ao desenvolvimento de anticorpos capazes de prevenir ou tratar a doença causada pelo novo coronavírus. De acordo com informações da CNN Brasil, o estudo foi bem-sucedido em experimentos de laboratório in vitro e novos testes são necessários para comprovar sua eficácia.  A epidemia de Covid-19 se espalhou rapidamente pelo mundo, infectando 3,3 milhões de pessoas e matando mais de 235 mil. Pesquisadores da Universidade de Utrecht, do Centro Médico da Universidade de Erasmus e da Harbour BioMed (HBM) assinam o estudo. "Essa pesquisa avança em relação ao trabalho já feito no passado com os anticorpos do vírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), que causou uma epidemia em 2002/2003", explicou Berend-Jan Bosch, professor associado da Universidade de Utrecht e coautor do estudo. "Usando essa coleção de anticorpos encontrados naquela época, identificamos um específico que também é capaz de neutralizar a infecção pelo Sars-Cov2, em células cultivadas em laboratório. Esse anticorpo tem o potencial de alterar o curso da infecção no hospedeiro, ajudando no combate ao vírus ou prevenindo a infecção."


Vacina contra COVID-19 deve ter primeiros resultados até junho, diz Pfizer

Vacina contra COVID-19 deve ter primeiros resultados até junho, diz Pfizer Foto - Wilker Porto / Agora Sudoeste

A farmacêutica americana Pfizer chamou a atenção do mundo nesta semana ao anunciar a produção em estado avançado de uma vacina que pode ser eficaz contra a COVID-19, com capacidade de entrar em atividade ainda em 2020. A expectativa da empresa é que os primeiros resultados dos testes clínicos, que indicarão a real eficácia da imunização, sejam conhecidos entre o final de maio e o início de junho. "Se tudo correr como esperado durante o trabalho clínico, esperamos que seja possível ter no mês de outubro vacinas prontas para uso emergencial, além de fabricar centenas de milhões de doses até o final de 2020", estima a Pfizer. Respondendo a perguntas enviadas pela CNN, a farmacêutica explicou que a velocidade acima do usual no desenvolvimento de uma possível imunização está associada a um novo tipo de tecnologia, baseada no chamado RNA mensageiro, o mRNA. São vacinas desenvolvidas a partir do código genético do vírus e não, como é padrão, de uma versão inativada do próprio composto que causa a doença. As informações são da CNN.


Cientistas chineses anunciam descoberta contra covid-19

Cientistas chineses anunciam descoberta contra covid-19 Foto - REUTERS / Lindsey Wasson

Um grupo de cientistas chineses isolou vários anticorpos que considera "extremamente eficientes" para impedir a capacidade do novo coronavírus de entrar nas células, o que pode ser útil tanto para tratar quanto para prevenir a covid-19. Atualmente, não existe tratamento comprovadamente eficaz para a doença, que surgiu na China e está se proliferando pelo mundo na forma de uma pandemia que já infectou mais de 850 mil pessoas e matou 42 mil. Zhang Linqi, da Universidade Tsinghua, de Pequim, disse que um remédio feito com anticorpos como os que sua equipe descobriu poderia ser usado de forma mais eficaz do que as abordagens atuais, incluindo o que ele chamou de tratamentos "limítrofes", como o plasma. O plasma contém anticorpos, mas é limitado pelo tipo de sangue. No início de janeiro, a equipe de Zhang e um grupo do 3º Hospital Popular de Shenzhen começaram a analisar anticorpos do sangue colhido de pacientes recuperados da covid-19, isolando 206 anticorpos monoclonais que mostraram o que ele descreveu como uma capacidade "forte" de se ligar às proteínas do vírus. Depois eles realizaram outro teste para ver se conseguiam de fato impedir que o vírus entrasse nas células, disse ele em entrevista à Reuters. Entre os cerca de 20 anticorpos testados, quatro conseguiram bloquear a entrada viral, e desses dois foram "imensamente bons" para fazê-lo, disse Zhang. Agora a equipe se dedica a identificar os anticorpos mais poderosos e possivelmente combiná-los para mitigar o risco de o novo coronavírus sofrer uma mutação. Se tudo der certo, desenvolvedores interessados poderiam produzi-los em massa para testes, primeiro em animais e futuramente em humanos. O grupo fez uma parceria com uma empresa de biotecnologia sino-norte-americana, a Brii Biosciences, na tentativa de "apresentar diversos candidatos para uma intervenção profilática e terapêutica", de acordo com um comunicado da Brii. "A importância dos anticorpos foi provada no mundo da medicina há décadas", afirmou Zhang. "Eles podem ser usados para o tratamento de câncer, doenças autoimunes e doenças infecciosas". Os anticorpos não são uma vacina, mas existe a possibilidade de aplicá-los em pessoas do grupo de risco, com o objetivo de impedir que contraiam a covid-19. Normalmente não transcorrem menos de dois anos para um remédio sequer obter aprovação para uso em pacientes, mas a pandemia de covid-19 acelera os processos, disse ele, e etapas que antes seriam realizadas sequencialmente agora estão sendo feitas em paralelo.


Coronavírus mata 18.440 em todo o mundo, diz OMS

Coronavírus mata 18.440 em todo o mundo, diz OMS Foto - Arquivo Pessoal

O número de pessoas infectadas com o novo coronavírus ultrapassou 400 mil em todo o mundo, com a maior quantidade de mortes na Europa. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até a última quarta-feira (25) , o total de infecções havia aumentado em 40.712 em relação ao dia anterior, atingindo 414.179 em 199 países e territórios. Já o total de mortes teve um crescimento de 2.202, chegando a 18.440. A Itália registrou a maior quantidade de mortes. O número do governo – 7.503 – é quase o dobro da China. Líderes de governos locais na Itália têm utilizado a internet para exortar moradores a permanecerem em casa, porque muitas pessoas estão ignorando o confinamento vigente em todo o país, o que agrava a situação.


Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio são adiados

Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio são adiados Foto - Reuters/Stoyan Nenov/Direitos Reservados

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou, nesta terça-feira (24), o adiamento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio 2020 para 2021. O entendimento sobre a impossibilidade do início das competições no dia 24 de julho, por conta da pandemia do novo coronavírus, aconteceu após conversa por teleconferência entre o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e o presidente do COI, Thomas Bach. Nota publicada no site de instituição esclarece que: “Nas atuais circunstâncias, e com base nas informações fornecidas hoje pela OMS, o Presidente do COI e o primeiro-ministro do Japão concluíram que os Jogos da XXXII Olimpíada de Tóquio devem ser remarcados para uma data posterior a 2020, mas o mais tardar no verão de 2021, para proteger a saúde dos atletas, todos os envolvidos nos Jogos Olímpicos e da comunidade internacional.”


Libertadores e Sul-Americana estão suspensas até 5 de maio em função do coronavírus

Libertadores e Sul-Americana estão suspensas até 5 de maio em função do coronavírus Foto - Divulgação

A Conmebol anunciou na quarta-feira (18) a suspensão de todos os jogos da Libertadores e da Copa Sul-Americana até o dia 5 de maio em função do coronavírus. Na última quinta-feira (12), a entidade havia comunicado a suspensão da Taça Libertadores entre os dias 15 e 21 de março, e agora, o prazo foi prorrogado. No comunicado, a Conmebol informou estar “comprometida com a prevenção do Covid-19, sob o risco de sua expansão, e em salvaguarda dos jogadores, técnicos, delegados, árbitros, dirigentes, imprensa e torcedores” e solicitou aos clubes “que mantenham as devidas diligâncias para evitar a propagação do vírus e que cumpram os protocolos de prevenção sugeridos pelas autoridades competentes”. Na última terça-feira (17), a Conmebol e a Uefa anunciaram o adiamento da Copa América e da Eurocopa, principais torneios de seleções da América do Sul e da Europa, para 2021. Os torneios seriam disputados entre 12 de junho e 12 de julho deste ano. Uma semana antes, a Conmebol anunciou o adiamento das duas primeiras rodadas das Eliminatórias sul-americanas para a Copa de 2022. Já a Fifa, anunciou o adiamento do novo Mundial de Clubes, que seria realizado entre 17 de junho e 4 de julho de 2021, na China.