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MENSAGEM PARA O DIA DAS MÃES 'ANTÔNIO TORRES'

MENSAGEM PARA O DIA DAS MÃES 'ANTÔNIO TORRES' Antônio Novais Torres

Mãe,

 
Depositária fiel da semente da vida,
Chora de amor na dor do parto;
Depois sorri ao ver seu filho nato;
Toma-o nos braços, perfeita guarida!
 
Com o leite materno, maná divino,
Mesa completa, a refeição preferida;
Num gesto sublime de amor e carinho,
Amamenta seu filho, mamãe querida!
 
Estação Central da locomotiva humana
Que conduz a espécie de geração em geração;
Manancial de amor que Deus emana;
fonte inesgotável de sincera afeição.
 
Célula máter de toda a família;
Árvore frondosa de aura transcendente;
És no meu mundo uma estrela que brilha;
 Mamãe , te amo, te amo eternamente!
 
Esse poema em  homenagem ás mães é de autoria do meu amigo, poeta, Abnísio Luz Aguiar, que transcrevo, também, em homenagem às mães
Para todas o meu abraço e o de Abnísio com votos de muitas felicidades pela comemoração do seu DIA.


HISTORIOGRAFIA: MORTE MONSENHOR ANTÔNIO FAGUNDES

HISTORIOGRAFIA: MORTE MONSENHOR ANTÔNIO FAGUNDES O Monsenhor Antônio Fagundes (Padre Antônio) faleceu às 03h30 do dia 18/10/2009, aos 94 anos. (Pintura: Enilson Meira)

Por Antônio Novais Torres




Em Brumado, desde 19 de agosto de 1939, faleceu às 3h30 do dia 18/10/2009, aos 94 anos. Pároco local por muitos anos, o seu ensinamento evangélico permanecerá nos corações dos fiéis católico como o maior legado do evangelizador como missão que lhe fora dada por Deus. Além do que, reivindicou dos governos as necessidades básicas para a comunidade. Devoto de Santo Antônio, santo da sua veneração, inspirado no sentimento religioso da liturgia católica dedica-lhe culto. Tradicionalista, austero e conservador. Não admitia as modernidades da Igreja, como a Liturgia da Teologia da Libertação, inspirado em Leonardo Boff. Sempre foi adepto do conservadorismo da hierarquia da Igreja Católica. Com grande espírito de fé, a cidade comemora São Sebastião padroeiro da cidade e Bom Jesus que nomeia e é o padroeiro da Igreja Matriz local com a virtual orientação do monsenhor aos fiéis. Fazia casamentos e batizados de maneira pragmática sem, contudo, dissociar-se dos rituais católicos para os eventos. A pontualidade era uma das suas exigências que também as cumpria. Admirador do padre Osvaldino Alves Barbosa, padre Dino, aceitou, após muita relutância, a reforma pretendida da Igreja Matriz, dede que, fosse conservado a estrutura secular arquitetônica existente. Assim a comissão encarregada da reforma da igreja transformou-a num monumento eclesiástico de conforto, muita beleza e modernidade que, orgulha a comunidade católica e a todos que a visitam.

Por Antônio Novais Torres


*21-05-1915

†18-10-2009

 

Em Brumado, desde 19 de agosto de 1939, faleceu às 3h30 do dia 18/10/2009, aos 94 anos.

 

Pároco local por muitos anos, o seu ensinamento evangélico permanecerá nos corações dos fiéis católico como o maior legado do evangelizador como missão que lhe fora dada por Deus. Além do que, reivindicou dos governos as necessidades básicas para a comunidade.

 

Devoto de Santo Antônio, santo da sua veneração, inspirado no sentimento religioso da liturgia católica dedica-lhe culto.

 

Tradicionalista, austero e conservador. Não admitia as modernidades da Igreja, como a Liturgia da Teologia da Libertação, inspirado em Leonardo Boff. Sempre foi adepto do conservadorismo da hierarquia da Igreja Católica.

 

Com grande espírito de fé, a cidade comemora São Sebastião padroeiro da cidade e Bom Jesus que nomeia e é o padroeiro da Igreja Matriz local com a virtual orientação do monsenhor aos fiéis.

 

Fazia casamentos e batizados de maneira pragmática sem, contudo, dissociar-se dos rituais católicos para os eventos. A pontualidade era uma das suas exigências que também as cumpria.

 

Admirador do padre Osvaldino Alves Barbosa, padre Dino, aceitou, após muita relutância, a reforma pretendida da Igreja Matriz, dede que, fosse conservado a estrutura secular arquitetônica existente. Assim a comissão encarregada da reforma da igreja transformou-a num monumento eclesiástico de conforto, muita beleza e modernidade que, orgulha a comunidade católica e a todos que a visitam.

 

Recentemente a residência do monsenhor uma construção de 1945 e que há muito tempo estava precisando de reforma e modernização foi concretizada em 2009, no aniversário da cidade em 11/06, com a iniciativa do poder público municipal e a contribuição do povo católico. Motivo de entusiasmo do monsenhor que, infelizmente, ali ficou por pouco tempo, mas nesse curto período, desfrutou do conforto proporcionado.

 

Compareceram ao velório e acompanhou o séquito realizado às 15h do dia 19, uma multidão de católicos e admiradores do Monsenhor Fagundes, além de padres das cidades vizinhas e de superiores da Diocese de Caetité e a quem a Igreja de Brumado está subordinada administrativamente.

 

A missa foi concelebrada por Dom Alberto, Dom Homero e Dom Armando e padres presentes e outras pessoas que elogiaram a conduta religiosa e de cidadão que deu exemplos de fé e honradez. Em seguida o sepultamento com cortejo até o cemitério municipal Senhor do Bonfim, onde está enterrada a sua genitora.

 

Numa deferência especial, o governo municipal decretou luto oficial de três dias pelo falecimento da figura eclesiástica e emblemática do Monsenhor Fagundes. Uma justa homenagem por ser ele merecedor de todos os laureis, pelo trabalho que desempenhou e, de sua ação à frente da Igreja Católica local por mais de 60 anos, deixando a sua marca magnânima de grande evangelizador e pessoa humana.

 

Fez diversas reivindicações para a melhoria da cidade, do seu progresso e desenvolvimento social, cultural e econômico, com firmeza e determinação.

 

Em setembro de 1962 recebe por honra e mérito o título de MONSENHOR com a reverência de toda a comunidade brumadense. Recebeu também da Câmara de vereadores de Brumado, aprovado por unanimidade, o título no 01 de cidadão brumadense, em 09/11/1963, sendo presidente da Câmara o vereador Jesuíno Francisco Lisboa e secretário o vereador Miguel Joaquim de Castro Mirante, por honra e méritos das obrigações sacerdotais e da cidadania exercidas.

 

Antônio da Silveira Fagundes nasceu em 21 de maio de 1915, em São Felipe/BA, e foi confirmado na fé cristã pelo batismo realizado na Igreja São Tiago na sua cidade natal. Foram seus padrinhos o Cônego José Lourenço Barbosa dos Santos, que na época trouxe a água do Rio Jordão e a vela do Santuário de Lourdes, na França e que ali era usada em procissões. Era filho de Amélio da Silveira Fagundes e de Ambrosina da Silveira Fagundes.

 

Teve cinco irmãos: dois de primeiro casal e três do segundo casal.

 

Estudou o primário em sua cidade natal e fez o ginásio no Seminário de Santa Tereza em Salvador e o curso superior no Instituto Teológico de Salvador – Seminário Central.

 

Em 1936 transferiu-se para a cidade de Maceió/AL.

 

Ordenou-se padre em 11 de dezembro de 1938, aos 24 anos de idade, recebendo as ordens sacras menores em Aracaju – SE onde recebeu das mãos de D. José Tomás Gomes da Silva, bispo daquela cidade, as ordens maiores e o presbiterado. Em 18 de dezembro do mesmo ano rezou a primeira missa em sua terra Natal.

 

  Em 1939 apresenta-se à Diocese de Caetité, ficando lá por dois meses, e em seguida foi enviado para Ituaçu como coadjuvante do vigário Frei Pedro Tomás Margalho.

 

 Assume em 19 de agosto do mesmo ano a paróquia do Bom Jesus, em Brumado − Igreja do Bom Jesus, fundada em 1873, onde enfrentou desafios pertinentes à realidade sertaneja, naquele tempo a cidade era desprovida dos meios de civilidade, não tinha energia, bancos etc.−  permanecendo até o dia do seu falecimento.

 

Atendia também os municípios de Tanhaçu, Sussuarana, Malhada de Pedras e Aracatu. Visitava as diversas freguesias com animais, em precárias situações de estradas para o deslocamento até comprar um Ford-29 e levar a todos, conforto, palavra de fé e esperança em cumprimento da sua missão. Faz reformas na Igreja Matriz, melhorando o seu aspecto, colocando piso e forro e deu continuidade ao seu trabalho evangélico.

 

Em 1940 a primeira reforma e com a urbanização da praça Capitão Francisco de Souza Meira, houve o rebaixamento e a necessidade de se construir degraus de acesso.

 

Em 1991, a segunda reforma, sendo restaurada por Dr. Newton Cardoso, brumadense Governador de Minas Gerais, pelo aniversário dos 90 anos de Dona Adélia da Silva Cardoso, mãe do Governador.

 

Em 2000 houve uma reforma geral com arrojada arquitetura através de uma campanha que data de 1998 a cargo do Padre Osvaldino (Dino) que comandou uma comissão encarregada dos serviços cuja planta foi do arquiteto Amaury Públio, com arrecadação dos fieis e a participação de empresas, que segundo o Monsenhor Fagundes só permitiu com a promessa de conservarem a parte arquitetônica da Igreja.

 

Em 1945 participou da inauguração do trecho da ferrovia em Brumado, fez o discurso de recepção e pregou num dormente um pino dando por inaugurado o trecho.

 

 Em 1947 funda com outras pessoas o Aeroclube, o hangar e, por sua prestigiosa interferência, recebe do Ministério da Aeronáutica, como doação um avião teco-teco para treinamento e formação de pilotos, sendo o senhor Humberto Mafra o aluno de maior destaque e considerado o primeiro piloto de Brumado.

 

 

Foi um dos protagonistas da Fundação Cultural de Brumado em 1954 que deu origem em 1958 ao Ginásio General Nelson de Melo, com a participação de abnegados da educação, do qual foi vice-diretor e professor. Fundou o Curso Normal denominado Dr. Pompílio Leite, onde ensinou Latim e Psicologia. Administrou as verbas e promoveu a construção do Ginásio Industrial. A verba para a fundação do Ginásio Industrial foi empenho do deputado Oldack Neves, seu fundador, juntamente com outros colaboradores, em março de 1967.

 

Foi fundador e presidente da Associação de Proteção a Infância e Maternidade, construiu a capela Nossa Senhora de Fátima no Bairro São Felix.

 

Fundou o Posto de Puericultura, batalhou por uma usina de beneficiamento de algodão moderna em substituição à antiga (Federal) e uma câmara de expurgo para seleção de sementes. Pleiteou a vinda de energia hidráulica de Correntina e de uma fábrica de óleo de algodão.

 

Em 18 de dezembro de 1988 comemorou-se o jubileu de ouro de sua sagrada missão sacerdotal com missa celebrada na Paróquia do Bom Jesus e recebe o carinho e o reconhecimento dos fiéis pelo trabalho profícuo, quer religioso, cultural e ou político, deixando marca da sua personalidade, adotando o princípio da benemerência.

 

Em uma de suas declarações disse: “Comecei o meu trabalho na paróquia percorrendo todas as capelas e me apresentando para que eu viesse a cumprir com a minha missão de levar a palavra de Jesus Cristo aos corações sofridos”.

 

Em respeito e consideração, presto-lhe sincera homenagem, pelos anos dedicados à evangelização do rebanho católico, sem se imiscuir em outras seitas, por respeito ao livre arbítrio do cidadão.

 

Batalhou incansavelmente pela busca do progresso, pela dedicação à cultura e ao ensino. Como mestre insigne, tenho a honra de ter sido um de seus discípulos no Ginásio General Nelson de Melo, que ajudou a fundar, concretizando o sonho da juventude e da comunidade brumadense.

 

Em entrevista concedida à Rádio Nova Vida o Monsenhor declarou: “Foram quase 59 anos de paroquiato por essas regiões dos municípios de Brumado, Aracatu e Malhada de Pedras. Foram longas caminhadas, muitas vezes, por estradas poeirentas, para levar a todos os paroquianos a luz da fé e da palavra divina”.

 

Descansa em paz Monsenhor Antônio da Silva Fagundes. A sua trajetória de vida e de sapiência não foi em vão, a sua idiossincrasia deixou a sua marca indelével de homem, de cristão e de cidadão que cumpriu o seu dever e a missão que lhe fora confiado com competência e obstinação.

 

A morte não é para ser temida, é um fenômeno natural da vida e está nas mãos de Deus. É na ressurreição que se encontrará a verdade.

 

“Onde o Senhor quiser que eu esteja, ai vou estar” (Monsenhor Fagundes).

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BIOGRAFIA: ARMINDO AZEVEDO 'ANTÔNIO TORRES'

BIOGRAFIA: ARMINDO AZEVEDO 'ANTÔNIO TORRES' Antônio Novais Torres (Foto: Wilker Porto | Brumado Agora)

Por Antônio Novais Torres 


 

Armindo dos Santos Azevedo nasceu na cidade de Bom Jesus dos Meiras, atual Brumado, no dia 2 de outubro de 1899. Era filho de Casemiro Pinheiro Azevedo e Filomena Santos Azevedo. Conviveu em família com os irmãos: Alcebino, Isolina, Idalina, Idália, Abias, Iônia, Gerôncio, Gerson, Lindolfo e Agnelo dos Santos Azevedo. Casou-se com Geminiana Cardoso Azevedo, na cidade de São Sebastião, hoje Ibiassucê, no dia 4 de abril de 1923. Dessa união nasceram: Miriam dos Santos Azevedo, que após o casamento passou a assinar Miriam Azevedo Gondim Meira, Sálvio dos Santos Azevedo, Wilson dos Santos Azevedo, Washington dos Santos Azevedo, Almir dos Santos Azevedo, Afrânio dos Santos Azevedo, Armida Maria Azevedo, Salvador dos Santos Azevedo, Fernando dos Santos Azevedo, Alberto dos Santos Azevedo e Maria Stella dos Santos Azevedo. Esta, após o casamento, passou a assinar Maria Stella Azevedo Dourado. Do total de 15 filhos, todos nascidos em Brumado, dois morreram ao nascer e dois faleceram com mais de ano.

Por Antônio Novais Torres 


Armindo dos Santos Azevedo nasceu na cidade de Bom Jesus dos Meiras, atual Brumado, no dia 2 de outubro de 1899. Era filho de Casemiro Pinheiro Azevedo e Filomena Santos Azevedo. Conviveu em família com os irmãos: Alcebino, Isolina, Idalina, Idália, Abias, Iônia, Gerôncio, Gerson, Lindolfo e Agnelo dos Santos Azevedo.


Casou-se com Geminiana Cardoso Azevedo, na cidade de São Sebastião, hoje Ibiassucê, no dia 4 de abril de 1923. Dessa união nasceram: Miriam dos Santos Azevedo, que após o casamento passou a assinar Miriam Azevedo Gondim Meira, Sálvio dos Santos Azevedo, Wilson dos Santos Azevedo, Washington dos Santos Azevedo, Almir dos Santos Azevedo, Afrânio dos Santos Azevedo, Armida Maria Azevedo, Salvador dos Santos Azevedo, Fernando dos Santos Azevedo, Alberto dos Santos Azevedo e Maria Stella dos Santos Azevedo. Esta, após o casamento, passou a assinar Maria Stella Azevedo Dourado. Do total de 15 filhos, todos nascidos em Brumado, dois morreram ao nascer e dois faleceram com mais de ano.


Armindo dos Santos Azevedo estudou em Brumado, cursou apenas o primário. Inicialmente trabalhou como feirante, dando início a sua vida profissional como comerciante e também como pecuarista. Posteriormente abriu a Loja “Primavera” com ramo diversificado: armarinhos, tecidos, calçados e afins. A loja localizava-se na Praça Coronel Santos, a qual hoje leva o seu nome. Paralelamente às atividades comerciais do ramo lojista, exercia a compra e venda de algodão em capulho. Também beneficiava o produto na “usina do governo” e o revendia já em pluma. Exercia ainda a atividade pecuária em suas fazendas, principalmente em Ribeirão do Salto, localizada na divisa com o Estado de Minas Gerais. Posteriormente, transferiu o comércio lojista para o filho Almir Santos Azevedo que deu continuidade até o ano de 1980.


Em 1947, ingressou na política pelas mãos do político Coronel Marcolino Rizério Moura (UDN), tendo como intermediário da indicação o compadre Hermes Santos, que tentou algumas ponderações, mas foi instruído pelo coronel a fazê-lo sob sua responsabilidade, pois a indicação era pessoal.


Com o fim da ditadura de Getúlio Dorneles Vargas, candidatou-se ao cargo de prefeito pela União Democrática Nacional (UDN), para o período de 1948-1951, sendo o primeiro prefeito de Brumado eleito pelo voto popular e alvo de aplausos na solenidade de posse. Foi eleito por mais dois mandatos 1955-1959 e 1963-1967.


Dentre várias realizações de seus governos, destacam-se: luz elétrica instalada por grupo de motores através de grupo gerador de energia a óleo diesel; água encanada vinda do Riacho do Bate-pé com tubulação adquirida por meio do deputado Federal Manoel Novais em troca do apoio ao seu partido; construção do Grupo Escolar Getúlio Vargas (em convênio com o Estado da Bahia); construção do Fórum Duarte Moniz (lei 257/64 de 4/12/1964, com inauguração em 1966), situado na Rua Dr. Mário Meira, nº 79, hoje localizado em novo prédio, na Rua Rio de Contas, nº 3, bairro Nobre, com doação do terreno pela prefeitura municipal ao TRT da 5ª Região, para construção do novo fórum em Brumado, com área de 2.724,55 m²; abertura de várias ruas e avenidas, inclusive a Mestre Eufrásio (antigo campo de aviação), com distribuição de lotes para a classe menos favorecida; construção de estradas; pequenos açudes e pontes na zona rural; construção da Praça Coronel Santos em 1957, atual Praça Armindo Azevedo (através da Lei nº 331, de 26 de maio de 1967, o prefeito Juracy Pires Gomes passa a denominá-la Praça Armindo Azevedo, transferindo o nome da Praça Coronel Santos para a “Rua de Conquista” que passou a chamar-se Avenida Coronel Santos); construção das capelas Nossa Senhora da Conceição no Esconso e Imaculada Conceição em Cristalândia; construção do Matadouro Municipal no bairro do Tanque, conforme Lei 319 de 13/12/1966; construção e conclusão da Barragem de Pedra e Cal, com comporta, sobre o Rio do Antônio, nas imediações da antiga ponte denominada “Ponte de Julião”, também conhecida com o nome de “Barraginha de Seu Armindo”, ligando o bairro São Félix ao centro da cidade; construção da ponte Virgílio da Costa Ataíde sobre o Rio do Antônio, no lugar denominado “Cachoeira”, iniciativa do vereador Beltrão Gomes Ataíde que homenageou o seu pai.


Em 1967, ao concluir o seu mandato, transmitiu o governo ao seu sucessor Dr. Juracy Pires Gomes para o período de 1967-1971, na mais perfeita ordem pública e tranquilidade. Este foi eleito para mais dois mandatos 1973-1977 e de 1983-1989.


Ressalte-se que o prefeito Eduardo Lima Vasconcelos, em 29/12/2012, homenageou o ex-prefeito Armindo dos Santos Azevedo, erigindo o busto deste, acoplado a um pedestal recoberto de granito, na praça que leva o seu nome, com aplausos de familiares e convidados.


A vereadora Esther Trindade Serra, autorizada pela família enlutada, falou da morte prematura de que foi vítima o ex-prefeito Armindo dos Santos Azevedo e o seu filho Sálvio dos Santos Azevedo e mais dois passageiros do veículo sinistrado. O desastre rodoviário se deu no dia 17 de abril de 1967, na estrada Brumado-Itabuna, no lugar denominado “Pilãozinho”, no município de Itapetinga. Houve uma comoção geral na cidade, porquanto Armindo dos Santos Azevedo era uma liderança querida e respeitada no município de Brumado.


Pronunciamentos:


Geraldo Leite Azevedo: Armindo foi um tio muito atencioso, gostava muito de mim, fazia questão de me ouvir falar sobre qualquer assunto e até franqueou a palavra para eu discursar na ocasião festiva (em almoço comemorativo com lideranças políticas locais e estaduais, deputados, juízes e desembargadores), após a inauguração do Fórum Duarte Moniz. Foi, sem dúvida, um grande homem, um grande prefeito e, certamente, a maior e mais respeitável liderança política da história de Brumado.


Em sua Poesia para Brumado, Dr. Geraldo Leite Azevedo, ex-presidente da Academia de Letras e Artes de Brumado (ALAB) se expressou como se segue: “Armindo Azevedo, o primeiro prefeito eleito,/Por três vezes engrandeceu o nosso Município/Deixou o exemplo de governo perfeito/Para Brumado ser grande desde o seu início”.


Evan dos Santos Azevedo: Em 1962, Armindo dos Santos Azevedo, Tio Mindo, como o tratava, foi candidato a prefeito de Brumado em seu terceiro mandato para o período de 1963 até 1967 e eu fui candidato a vereador. Ele elegeu-se, e eu fiquei na primeira suplência. Em 1963, Dona Theodolinda de Souza Revenster (Dona Dolinda), então tesoureira da prefeitura, aposentou-se. Para substituí-la, fui convidado pelo prefeito Armindo. Assumi a tesouraria, permanecendo aí até meados de 1965. Quando faleceu o vereador Miguel Mirante (PR), eu era o substituto legal. Naquela oportunidade, dirigi-me ao prefeito e perguntei-lhe onde eu seria de maior utilidade para ele: como vereador ou como tesoureiro? O gestor foi enfático: “Você deve permanecer na tesouraria”. Renunciei ao mandato e, em meu lugar, assumiu o segundo suplente, senhor Gonçalo Pedro da Silva. Fui fiel ao prefeito, renunciando ao mandato, permanecendo na tesouraria, que era a menina dos olhos do alcaide, o qual nos confiou essa missão que cumpri com seriedade e honestidade, como queria o prefeito Armindo dos Santos Azevedo, e era a nossa obrigação profissional, agir em cumprimento da lei.


Continuando, Evan ainda relatou: Tio Mindo era um político muito espirituoso e tinha ampla visão das questões políticas locais, conhecia como ninguém os meandros e os bastidores que envolviam a política do município. Na linguagem popular, era o que se chama de “Raposa política”.


Nesse contexto, conto um acontecimento ocorrido na campanha de 1962. Eram candidatos a prefeito de Brumado Armindo dos Santos Azevedo pela legenda do (PR), Dr. José Borges Sampaio pelo (PSD) e Jair Cotrim Rizério pela (UDN). Fui autorizado a propor a Armindo uma aliança política no sentido de a UDN local apoiá-lo. Ocorre que Armindo, ao tomar conhecimento do fato, não aceitou a proposta. Preferiu enfrentar os concorrentes, pois, na sua visão, tinha chance de se eleger sem o apoio da UDN. Resultou que, no pleito, Armindo ganhou as eleições com 58 votos de frente para o Dr. José Borges Sampaio (PSD).


Armindo dos Santos Azevedo

*02/10/1899

†17/04/1967


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SAÚDE: FALTA DE EXERCÍCIOS MATA 5,3 MILHÕES

SAÚDE: FALTA DE EXERCÍCIOS MATA 5,3 MILHÕES Só metade dos brasileiros pratica exercício físico. (Foto: Genival Moura | Brumado Agora)

Considerado a doença do milênio, o sedentarismo se tornou o segundo maior fator de risco cardiovascular, sendo responsávelpor mais de 5,3 milhões de mortes no mundo. Segundo o cardiologista e diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular da SBC, Carlos Alberto Machado, a caminhada é uma forma de alertar para os perigos do sedentarismo que é um comportamento induzido por hábitos decorrentes dos confortos da vida moderna. Hoje em dia, o ser humano adota cada vez mais a lei do menor esforço, reduzindo assim o consumo energético de seu corpo. O sedentarismo é definido como a falta ou a grande diminuição da atividade física. Na realidade, o conceito não é associado necessariamente à falta de uma atividade esportiva. Do ponto de vista da Medicina Moderna, o sedentário é o indivíduo que gasta poucas calorias por semana com atividades ocupacionais.  Por Naira Sodré (Tribuna).

Considerado a doença do milênio, o sedentarismo se tornou o segundo maior fator de risco cardiovascular, sendo responsávelpor mais de 5,3 milhões de mortes no mundo.

 

Segundo o cardiologista e diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular da SBC,Carlos Alberto Machado, a caminhada é uma forma de alertar para os perigos do sedentarismo que é um comportamento induzido por hábitos decorrentes dos confortos da vida moderna. Hoje em dia, o ser humano adota cada vez mais a lei do menor esforço, reduzindo assim o consumo energético de seu corpo.

 

O sedentarismo é definido como a falta ou a grande diminuição da atividade física. Na realidade, o conceito não é associado necessariamente à falta de uma atividade esportiva. Do ponto de vista da Medicina Moderna, o sedentário é o indivíduo que gasta poucas calorias por semana com atividades ocupacionais.

 

O especialista conta que até recentemente o segundo fator de risco para infartos e derrames era o tabagismo. “Mas com a recente redução do número de fumantes, que caiu significativamente no Brasil e no mundo, o sedentarismo passou ao segundo lugar, com a agravante que o sedentário tende a se tornar tanto obeso como hipertenso e diabético”, lembra.

 

A proposta da Organização Mundial da Saúde, que pediu o envolvimento mundial contra o sedentarismo é que se faça 30 minutos de atividade física em pelo menos cinco dias por semana, o que comprovadamente reduz o risco de problemas cardíacos em 66%. Se o objetivo for perder peso, porém, o nível da atividade deve dobrar, passando a uma hora por dia.

 

Machado também diz que segundo pesquisa da SBC, metade dosbrasileiros não pratica atividade física. Os resultados negativos são comprovados por recente levantamento do IBGE, segundo o qual 50,1% dos brasileiros e 48% das mulheres do País estão acima do peso e já são considerados obesos 12,5% dos homens e 16,9% das mulheres adultas. A recomendação é uma dieta equilibrada com frutas, verduras e legumes, além do exercício, para evitar hipertensão, diabetes e a elevação do colesterol.

 

O que preocupa os cardiologistas é que justamente os idosos, faixa etária mais propensa a problemas cardiovasculares, são os mais sedentários. 57% não se exercitam, enquanto entre os jovens o sedentarismo ocorre em menor percentagem, só 39% da faixa entre 18 e 24 anos pode ser considerada sedentária.

 

O que intriga os médicos é que as campanhas contra o sedentarismo têm sido bem compreendidas pela população, pois 86% dos entrevistados afirmam ter conhecimento de que o sedentarismo é perigoso, mas mesmo assim alegam falta de tempo ou de disciplina para iniciarem um programa de exercícios. Já o tipo de atividade preferido por quem se exercita é caminhada, 28%, seguida por futebol, 13%, e musculação, 6%, pouco mais do que o ciclismo, praticado por 4% dos entrevistados.

 

Sistemas funcionais e doenças comuns


A vida sedentária provoca literalmente o desuso dos sistemas funcionais. O aparelho locomotor e os demais órgãos e sistemas solicitados durante as diferentes formas de atividade física entram em um processo de regressão funcional, caracterizando, no caso dos músculos esqueléticos, um fenômeno associado à atrofia das fibras musculares, à perda da flexibilidade articular, além do comprometimento funcional de vários órgãos. A atividade física determina a saúde do indivíduo claramente. O sedentarismo, pelo contrário, deriva facilmente em doenças cardiovasculares, diabetes e obesidade.

 

O sedentarismo é a principal causa do aumento da incidência de várias doenças. Hipertensão arterial, diabetes, obesidade, ansiedade, aumento do colesterol, infarto do miocárdio são alguns dos exemplos das doenças às quais o indivíduo sedentário se expõe. É considerado também o principal fator de risco para a morte súbita, estando na maioria das vezes associado direta ou indiretamente às causas ou ao agravamento da grande maioria das doenças.

 

Para atingir o mínimo de atividade física semanal, existem várias propostas que podem ser adotadas de acordo com as possibilidades ou conveniências de cada um: Praticar atividades esportivas como andar, correr, pedalar, nadar, fazer ginástica, exercícios com pesos ou jogar bola é uma proposta válida para evitar o sedentarismo e importante para melhorar a qualidade de vida.

 

Recomenda-se a realização de exercícios físicos de intensidade moderada durante 40 a 60 minutos de 3 a 5 vezes por semana; Exercer as atividades físicas necessárias à vida cotidiana de maneira consciente. Por Naira Sodré (Tribuna).

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ARTIGO ANTÔNIO NOVAIS TORRES: QUEM SOU EU?

ARTIGO ANTÔNIO NOVAIS TORRES: QUEM SOU EU?

Por Antônio Novais Torres



 

Brumado é um município sem história, desmemoriado. A sua população desconhece as origens da terra natal, ou pouco sabe sobre a sua formação étnica, seu passado social, econômico, geográfico, político e cultural, pela inexistência de um estudo informativo nesse sentido. Falta-lhe um hino (o que é comum a todos os municípios), apesar de o poeta Arlindo Magno Stanchi tê-lo produzido, com música de Wilson Cai-Cai, porém não está oficializado. A professora Joselita Meira de Carvalho (Dona Zelita), já falecida, é autora de uma música em homenagem a Brumado. Esta poderia, também, constituir-se o hino municipal. Criou-se um hino municipal com o título HINO MUNICIPAL BRAVO BRUMADO, com letra de Ricardo Garret, música de Ricardo Nascimento e Ricardo Franklin e Arranjo do maestro Gandra, contudo não foi aprovado pela Câmara de Vereadores, sob a alegação de que o hino não fora composto por cidadãos brumadenses. Quanto a isso, não só houve protesto, como também recusa.

Por Antônio Novais Torres


Brumado é um município sem história, desmemoriado. A sua população desconhece as origens da terra natal, ou pouco sabe sobre a sua formação étnica, seu passado social, econômico, geográfico, político e cultural, pela inexistência de um estudo informativo nesse sentido. Falta-lhe um hino (o que é comum a todos os municípios), apesar de o poeta Arlindo Magno Stanchi tê-lo produzido, com música de Wilson Cai-Cai, porém não está oficializado. A professora Joselita Meira de Carvalho (Dona Zelita), já falecida, é autora de uma música em homenagem a Brumado. Esta poderia, também, constituir-se o hino municipal.

 

Criou-se um hino municipal com o título HINO MUNICIPAL BRAVO BRUMADO, com letra de Ricardo Garret, música de Ricardo Nascimento e Ricardo Franklin e Arranjo do maestro Gandra, contudo não foi aprovado pela Câmara de Vereadores, sob a alegação de que o hino não fora composto por cidadãos brumadenses. Quanto a isso, não só houve protesto, como também recusa.

 

Brumado carece de uma política definida para tal finalidade. O que se sabe está disperso entre as pessoas mais idosas do lugar, como se elas fossem bibliotecas vivas (porém efêmeras), que contam acontecimentos vivenciados por elas, como memorialistas, ou que ouviram de seus antepassados, sem que haja nada escrito a esse respeito. “As palavras voam, os escritos permanecem”.

 

É necessário e urgente que se conclamem as pessoas responsáveis pela cultura, pela política, pela história da origem do lugar, do seu povo, a fim de se documentar o que se sabe, para não se perder no tempo. Tudo o que diz respeito à história de Brumado deve ser compilado em livros abrangentes, com localização geográfica e suas divisões comerciais, industriais, vultos históricos etc., de forma que o município passe a ser conhecido pelas suas potencialidades e valores. Esses livros deverão ser distribuídos nas escolas municipais, estaduais e particulares e estar disponíveis na biblioteca municipal para conhecimento e divulgação dessa historiografia, além de se constituírem seguras fontes de pesquisas futuras.

 

Essa iniciativa deve ficar a cargo da Secretária de Educação que conclamará os intelectuais, políticos, pedagogos, escritores, poetas, teatrólogos, religiosos, historiadores, enfim, envolver a sociedade nesse processo da formação histórica de Brumado que não pode prescindir da colaboração de todos.

 

A prefeitura editou o livro Uma Comunidade Rural do Brasil Antigo de Lycurgo Santos Filho, um livro de cunho técnico e visão histórica restrita à fazenda do “Brejo do Campo Seco”. De certa forma, é importante o conhecimento desse relato para a cultura municipal, entretanto esqueceu-se de dotar o município da sua própria história e origem, fato de que não se tem nenhum conhecimento documentado.

 

Muitos municípios têm catalogados os fatos ocorridos com a sua gente, relatando as suas tradições em documentos relativos ao passado, os quais contam todo o processo da formação da sua história. Assim, dão ao povo um compêndio (histórico, geográfico, cultural, político etc.) com registros legítimos e com riqueza de detalhes, possibilitando-lhe o conhecimento da formação da sua cultura e da sua história.

 

Sugerimos, dessa forma, ao poder público que se encarregue dessa empreitada e dê ao povo do município de Brumado um documento que envolva o conhecimento da sua historiografia ampla e completa. 

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BIOGRAFIA: FIRMINO JOSÉ FERREIRA 'ANTÔNIO TORRES'

BIOGRAFIA: FIRMINO JOSÉ FERREIRA 'ANTÔNIO TORRES' Antônio Novais Torres (Foto: Wilker Porto | Brumado Agora)

Por Antônio Novais Torres

 

Firmino José Ferreira nasceu em 06/07/1926, em Vitória da Conquista e era o segundo da prole dos dezesseis filhos de Laurenço José Ferreira e Antônia Marcelina de Jesus. Casou-se com Dona Naéde Santos Costa (nome de solteira) na Igreja Matriz de Brumado, cerimônia celebrada pelo padre Antônio Fagundes em 20/03/1956. Em 19/06/1963, ela passou a assinar Naéde Santos Ferreira, quando se casou no civil, em regime de comunhão de bens, perante a Juíza de Direito da Comarca de Brumado, Dr.ª Magna Maria Pereira Santos. Dessa união, nasceram os filhos: Carlos Roberto Santos Ferreira (Beto) de 03/04/1958, formado em Contabilidade; Carlos Alberto Santos Ferreira (China) nasceu em 23/10/1960, formado em Administração de Empresas e exerce também a profissão de músico; Jocilane Santos Ferreira do Livramento (Joci), nascida em 17/10/1966, é formada em Magistério, estudante do curso de Letras Vernáculas e professora na rede pública estadual.

Por Antônio Novais Torres

 

Firmino José Ferreira nasceu em 06/07/1926, em Vitória da Conquista e era o segundo da prole dos dezesseis filhos de Laurenço José Ferreira e Antônia Marcelina de Jesus.

 

Casou-se com Dona Naéde Santos Costa (nome de solteira) na Igreja Matriz de Brumado, cerimônia celebrada pelo padre Antônio Fagundes em 20/03/1956. Em 19/06/1963, ela passou a assinar Naéde Santos Ferreira, quando se casou no civil, em regime de comunhão de bens, perante a Juíza de Direito da Comarca de Brumado, Dr.ª Magna Maria Pereira Santos.

 

Dessa união, nasceram os filhos: Carlos Roberto Santos Ferreira (Beto) de 03/04/1958, formado em Contabilidade; Carlos Alberto Santos Ferreira (China) nasceu em 23/10/1960, formado em Administração de Empresas e exerce também a profissão de músico; Jocilane Santos Ferreira do Livramento (Joci), nascida em 17/10/1966, é formada em Magistério, estudante do curso de Letras Vernáculas e professora na rede pública estadual.

 

Firmino possuía apenas o ensino fundamental incompleto. Diligente, exerceu diversas atividades, sendo uma delas, a de pedreiro. Vangloriava-se em assentar 1.500 tijolos por dia e necessitar de dois ajudantes para abastecê-lo de massa para a execução dos serviços. Posteriormente, passou a ser mascate ambulante, deslocando-se de cidade em cidade para vender uma variedade de miudezas nas feiras locais. Por último, passou a vender tecidos e confecções e contou com a ajuda da esposa para o êxito dos negócios. “Era uma vida difícil, mas vencemos com determinação” – lembra Dona Naéde.

 

Com o tempo, amealhou economias e comprou, da família Meira, as mercadorias da loja de tecidos e confecções e alugou o ponto na Praça Armindo dos Santos Azevedo, onde instalou a Loja Bom Jesus, nome em homenagem ao padroeiro de sua fé.

 

Politicamente, Firmino não exerceu nenhum cargo nessa seara, contudo era grande amigo de “Quinquinha”, batizado Joaquim Gomes Pereira e do filho deste, Juracy Pires Gomes (ex-prefeito), dos quais era seguidor fiel. Tinha admiração venerável por ACM (Antônio Carlos Magalhães).  

 

Conheci Firmino José Ferreira por intermédio de meu compadre Amadeu Gama (o Bahia, como é conhecido na Pauliceia, por paulistas e conterrâneos). Tratava-se de uma pessoa extraordinária. Foi bom esposo e dedicado pai de família. Era solidário com amigos e familiares que o tinham como patriarca e conselheiro. Respeitoso e respeitado, manteve a unidade da família sob os seus preceitos de religiosidade e de moralidade, predicados dos quais não abria mão.

 

Firmino tinha uma invejável saúde e disposição física e, às vezes, abusava dessa condição. Exibia-se numa demonstração de seus atributos físicos, alçando, com a mandíbula, uma cadeira de madeira pesada por sobre a cabeça, alegando que tinha uma dentadura cujos dentes, segundo a sua intuição, eram de marfim, num desafio e demonstração de força.

 

Digno, sério e trabalhador, tinha como meta e princípios honrar os seus compromissos e dizia: “Uma vez a palavra empenhada, tem efeito de lei, não a descumpro, mesmo que tenha de arcar com prejuízos” – sou testemunho dessa afirmação.

 

Perfeccionista, religioso e místico, era devoto de Bom Jesus e, desde que O adotou como seu protetor, nunca perdeu uma romaria à gruta, na cidade de Bom Jesus da Lapa, para reverenciá-Lo. Mesmo enfermo, fez o sacrifício de prestar homenagem à divindade, cuja imagem mantinha em seu peji, onde, contrito, adorava-O e fazia as suas orações, num sincretismo religioso que o caracterizava.

 

Firmino lutou brava e ferozmente contra a doença. Sua vontade de viver era imensa. Encontrou, no seio da família, a compreensão, o apoio e os meios necessários para se curar, infelizmente, sucumbiu ao mal que o afligia. Numa visita que lhe fiz, disse-me fervorosamente que iria a Salvador procurar um bom médico para tratar-se, pois a fé depositada em Bom Jesus dava-lhe a certeza de que ficaria curado. Porém, a enfermidade suplantou-o, foi mais forte que a sua vontade de viver. Em 25/08/1993, faleceu em Salvador, aonde fora em busca de tratamento. O seu corpo foi trasladado para Brumado, onde foi enterrado no dia seguinte, no cemitério Senhor do Bonfim.

 

Construí uma sólida e sincera amizade com Firmino, fato de que muito me orgulho. Fui seu amigo e admirador de suas virtudes de cidadão exemplar. Admirava-o pelo seu caráter e firmeza de propósitos. Era um amigo leal, prestativo, em qualquer hora e em quaisquer circunstâncias. Neste ensejo, apresento aos seus familiares as minhas condolências, o meu abraço fraterno acompanhado do sentimento de dor pela perda do amigo sincero e leal a quem reverencio saudosamente.

 

FIRMINO JOSÉ FERREIRA

*06/07/1926
†25/08/1993

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ARTIGO ANTÔNIO TORRES: BANDEIRA E BRASÃO DE BRUMADO

ARTIGO ANTÔNIO TORRES: BANDEIRA E BRASÃO DE BRUMADO

Por Antônio Novais Torres


A Câmara Municipal de Vereadores de Brumado escolheu a vereadora Esther Trindade Serra para falar sobre os 150 anos da Independência do Brasil. Na oportunidade, por meio da resolução 1/72, de 20 de abril de 1972, foram instituídos a Bandeira e o Brasão das Armas do Município de Brumado. A Câmara Municipal de Vereadores, no dia 3 de setembro de 1972, fez o lançamento desses símbolos em apresentação oficial ao povo, com a bênção do Monsenhor Antônio da Silveira Fagundes. O heraldista alemão radicado no Brasil, Frei Paulo da Ordem de São Bento na Bahia, foi procurado no Mosteiro de São Bento, em Salvador, pela vereadora Esther Trindade Serra, no período do governo de Miguel Lima Dias, para criar o modelo adequado do Brasão. Depois de estudos heráldicos, o Brasão das Armas do Município de Brumado tomou forma com base na história do município e suas tradições. Após a sua promulgação, tornou-se obrigatório o seu uso nos documentos e nas correspondências oficiais dos poderes Executivo e Legislativo.

Por Antônio Novais Torres


A Câmara Municipal de Vereadores de Brumado escolheu a vereadora Esther Trindade Serra para falar sobre os 150 anos da Independência do Brasil. Na oportunidade, por meio da resolução 1/72, de 20 de abril de 1972, foram instituídos a Bandeira e o Brasão das Armas do Município de Brumado. A Câmara Municipal de Vereadores, no dia 3 de setembro de 1972, fez o lançamento desses símbolos em apresentação oficial ao povo, com a bênção do Monsenhor Antônio da Silveira Fagundes. 

 

O heraldista alemão radicado no Brasil, Frei Paulo da Ordem de São Bento na Bahia, foi procurado no Mosteiro de São Bento, em Salvador, pela vereadora Esther Trindade Serra, no período do governo de Miguel Lima Dias, para criar o modelo adequado do Brasão. Depois de estudos heráldicos, o Brasão das Armas do Município de Brumado tomou forma com base na história do município e suas tradições. Após a sua promulgação, tornou-se obrigatório o seu uso nos documentos e nas correspondências oficiais dos poderes Executivo e Legislativo.

 

 

Composição do Brasão:

 

 

Escudo – Pleno de ouro com uma cruz firmada de vermelho, carregada de uma cruz flordelizada e vazada em ouro. Insígnias – Coroa mural de quatro torres de prata, que representa a cidade.

 

Lema – “IN OMNIBUS CRUZ” (Em tudo a cruz) em letras de ouro sobre o listel vermelho.

 

Comentários – Os elementos do escudo têm relação com o antigo topônimo da cidade (Bom Jesus dos Meiras). O fundo vermelho simboliza a devoção ao seu padroeiro, o Bom Jesus. A cruz flordelizada de ouro e vazada sobre o campo vermelho é atributo heráldico da família Meira, como evocação de seus fundadores. O lema “Em tudo a cruz” alude à feliz coincidência dos elementos heráldicos que se equilibram e se completam, tendo a cruz como inspiração fundamental.  

 

A Bandeira do Município foi inspirada nesse Brasão. Enfatizou a vereadora Esther Trindade Serra em sua homenagem à instituição do Brasão e da Bandeira municipal: “Esta é a nossa Bandeira! Lema de fé, farol que nos conduzirá pelos caminhos do nosso destino...”. “A bandeira é a suprema afirmação do poder político de um povo, é a própria encarnação da pátria que ela exprime”.

 

Através da Lei número 1.509, de 6 de dezembro de 2007, o prefeito municipal, com a aquiescência da Câmara Municipal de Brumado, aprovou a seguinte lei: Fica instituído o Brasão do Poder Legislativo de Brumado como símbolo oficial da Câmara Municipal. Esse assunto já tinha sido objeto da resolução número 1/72, Art. 1º, de 20 de abril de 1972, portanto não havia por que reiterá-lo.

 

Pela Lei 1.510, de 6 de dezembro de 2007, também com a concordância da Câmara de Vereadores, foi aprovada uma alteração no Brasão: a expressão latina “IN OMNIBUS CRUX” (Em tudo a cruz) foi mudada para “IN OMNIBUS PRIMUS” (Em tudo o primeiro), ficando preservadas as demais características heráldicas. 

 

A bandeira “é a suprema afirmação do poder político de um povo, é a própria encarnação da pátria que ela exprime”. Essa insígnia, que fora mudada, representava a ideia dos religiosos cristãos antepassados. Para eles, a cruz, símbolo religioso, é uma expressão da alma, característica humana da fé, que tem o Bom Jesus como seu protetor e padroeiro da paróquia.

 

Por tradição da religiosidade, a cruz está presente nas velas da expedição de Pedro Álvares Cabral e também é representada pelo Cruzeiro do Sul, incluso na Bandeira Nacional. Dessa forma, traduz a memória de um povo cujo embasamento espiritual tem inspirado os seus seguidores.

 

A cruz é um dos símbolos humanos mais antigos e é usada por diversas religiões, principalmente a católica. É “o principal símbolo da religião cristã”, como consta na Enciclopédia Britânica.

 

 Diversos países a adotam em suas bandeiras: Suíça; Dinamarca; Islândia; Suécia; Finlândia; Reino Unido; Áustria; a Cruz vermelha, criada pela Convenção de Genebra; a Bandeira da Ordem Cristã; a Bandeira de Pernambuco, em alusão à ilha de Vera Cruz, depois Terra de Santa Cruz e o Distrito Federal (cruz de Brasília, formada de quatro setas de voos opostos).

 

Em assim sendo, não havia motivos para se ter substituído a palavra ‘cruz’ por ‘primeiro’, a não ser que se apresentasse uma explicação plausível e muito bem fundamentada para justificar essa alteração. Ainda assim, ter-se-ia de levar ao conhecimento prévio do povo, para a sua apreciação e posterior mudança, se assim fosse da sua vontade, com a sua aquiescência. Portanto, seria de bom alvitre que a Câmara de Vereadores revogasse essa lei e seguisse os trâmites que requer uma alteração dessa natureza.

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ARTIGO ANTÔNIO NOVAIS TORRES: CONTRASTE

ARTIGO ANTÔNIO NOVAIS TORRES: CONTRASTE

Por Antônio Novais Torres

 

Milhões de pobres e esfomeados, milhões de analfabetos, salários aviltantes, políticos irresponsáveis, empresários corruptos, peculato cometido por funcionários públicos corrompidos e corruptores devido à ilicitude que campeia o país. Esse é, infelizmente, o retrato do Brasil dos degenerados que se multiplicam e se locupletam roubando da saúde, da educação e de outros órgãos em benefício próprio ou de parentes, conforme noticia a mídia. Contudo, o povo se apresenta alegre, sorriso estampado no rosto e samba nos pés, apesar da cabeça oca e do estômago vazio. São párias sociais que curtem a vida a seu modo. Sem saúde e sem educação de qualidade, sem infraestrutura adequada às necessidades da população, não há perspectivas de um porvir promissor. O Brasil é um país de povo festivo, receptivo e envolvente, de subsolo rico e de mananciais ecológicos invejáveis, de beleza natural não encontrada em nenhuma outra parte do mundo e por isso mesmo atrai turistas que querem conhecer as nossas maravilhas. Essa festa deixa os turistas estrangeiros surpresos e perplexos. Somente em um país em que o povo não leva nada a sério pode acontecer uma festa momesca desse porte por vários dias e ostenta grandes luxos com carros alegóricos e fantasias caríssimas, revelando umdualismo ante os problemas cruciais do País.

Por AntônioNovais Torres

 

Milhões de pobres e esfomeados, milhões de analfabetos, salários aviltantes, políticos irresponsáveis, empresários corruptos, peculato cometido por funcionários públicos corrompidos e corruptores devido à ilicitude que campeia o país. Esse é, infelizmente, o retrato do Brasil dos degenerados que se multiplicam e se locupletam roubando da saúde, da educação e de outros órgãos em benefício próprio ou de parentes, conforme noticia a mídia. Contudo, o povo se apresenta alegre, sorriso estampado no rosto e samba nos pés, apesar da cabeça oca e do estômago vazio. São párias sociais que curtem a vida a seu modo. Sem saúde e sem educação de qualidade, sem infraestrutura adequada às necessidades da população, não há perspectivas de um porvir promissor.

 

 O Brasil é um país de povo festivo, receptivo e envolvente, de subsolo rico e de mananciais ecológicos invejáveis, de beleza natural não encontrada em nenhuma outra parte do mundo e por isso mesmo atrai turistas que querem conhecer as nossas maravilhas. Essa festa deixa os turistas estrangeiros surpresos e perplexos. Somente em um país em que o povo não leva nada a sério pode acontecer uma festa momesca desse porte por vários dias e ostenta grandes luxos com carros alegóricos e fantasias caríssimas, revelando umdualismo ante os problemas cruciais do País.

 

Apesar de pobres, foliões vivem essa ambição e procuram minimizar os seus sofrimentos e os inconvenientes da miséria com momentos embriagantes de alegria ao desfilarem na escola de samba do seu coração. É necessário que se analise essa realidade e se tenha a consciência de que essa festa pode produzir mais miséria por gastos incompatíveis, apenas para se apresentar na festa de Momo. Essas são as agruras da irresponsabilidade de muitos.

 

Toda essa parafernália momesca conta com o apoio dos governos e de empresários. Aqueles, com a sua aquiescência; estes, segundo se noticiam, com a lavagem do dinheiro proveniente do tráfico e da contravenção do jogo do bicho, com os quais estão envolvidos financiam a pândega.

 

 Essa festa é uma contradição, pois acolhe as disparidades sociais dos seus adeptos. Muitos são pobres operários que se orgulham de participar de escolas de samba e poderem apresentar-se na avenida.

Na visão dos esteticistas, é um luxo que atrai turistas que se encantam com a criatividade, com as ideias e com o trabalho ornamental dos produtores do evento e, por toda essa engenhosidade. O entrudo é tradição nacional, tem cunho cultural e científico e artesanal nos seus temas e alegorias. Vale a pena se realizar Carnaval em detrimento de obras e serviços essenciais para a população?

 

E o povo? O povo viverá da política do pão e circo (panem et circenses). Essas pessoas humildes, de difícil situação financeira, vivem na periferia, sem nenhum conforto, em habitações precárias, ou mesmo em barracos, sem saneamento básico, exploradas pelo trabalho não qualificado e, muitas vezes, revoltadas pela situação degradante que vivem. Toda essa condição de descaso que os governantes impingem ao povo termina por levar muitos para a delinquência vivenciada nos dias de hoje sem que haja uma reação à altura dos órgãos repressores.

 

Há de se fazer uma reflexão sobre tudo isso, e que providências cabíveis sejam tomadas. As pessoas precisam de paz, de tranquilidade, de trabalho, de moradia digna, de políticos honestos e, sobretudo, de infraestrutura. Precisam viver sem os sobressaltos, sem medo, enfim, precisam da liberdade de ir e vir conforme preceitua a Constituição. Haja Carnaval...

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ARTIGO ANTÔNIO NOVAIS TORRES: VIOLÊNCIA

ARTIGO ANTÔNIO NOVAIS TORRES: VIOLÊNCIA

Por Antônio Novais Torres

 

Estamos todos assustados, horrorizados, estarrecidos, humilhados e impotentes ante tanta violência – urbana, rural, familiar, comercial –. Violência de toda ordem praticada pelos bandidos que investem contra as autoridades, contra a lei e contra a sociedade. Arrostam a todos sem nenhum receio, levando sofrimento, angústia, medo e outras consequências pelos crimes perpetrados. Essa gente precisa ser punida exemplarmente pelo mal que tem causado à sociedade cotidianamente. A segurança é um direito social na forma em que preceitua a Constituição: “Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da Lei”. Art. 9° § 2°.Segurança é um direito fundamental do indivíduo. Este não deverá ter a liberdade e a integridade física e moral privadas por nenhum meio.

Por Antônio Novais Torres

 

Estamos todos assustados, horrorizados, estarrecidos, humilhados e impotentes ante tanta violência – urbana, rural, familiar, comercial –. Violência de toda ordem praticada pelos bandidos que investem contra as autoridades, contra a lei e contra a sociedade. Arrostam a todos sem nenhum receio, levando sofrimento, angústia, medo e outras consequências pelos crimes perpetrados. Essa gente precisa ser punida exemplarmente pelo mal que tem causado à sociedade cotidianamente.

 

A segurança é um direito social na forma em que preceitua a Constituição: “Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da Lei”. Art. 9° § 2°.Segurança é um direito fundamental do indivíduo. Este não deverá ter a liberdade e a integridade física e moral privadas por nenhum meio.

 

Há, contudo, de se refletir sobre as responsabilidades sociais, quer do governo ou da sociedade. A elite não dá importância aos despossuídos, levando-os a constituírem uma classe de párias da sociedade que, sem oportunidades, analfabetos e marginalizados, enveredam-se pelos descaminhos sociais e praticam todo tipo de ilicitude que alegam ser sua subsistência. Todavia, o ditado popular receita que “Pau que nasce torto morre torto”, quem tem a índole perversa dela se prevalecerá para conquistar os seus desejos.

 

O homem do campo, geralmente de pouca instrução, vem para a cidade e sofre as consequências do subemprego e da marginalização, porquanto na urbe exige-se mão de obra qualifica que ele não tem, obrigando-o a projetar-se, muitas vezes, no submundo do crime.

 

As grandes empresas aderiram ao processo da terceirização, situação em que os operários tiveram seus salários achatados. Com a terceirização, prática adotada pela globalização, as empresas priorizaram, de maneira exacerbada, o lucro em detrimento do cunho social.

 

Os bancos reduziram o número de funcionários e praticaram o arrocho salarial, cortando vantagens e demitindo funcionários que aderiram ao Programa de Demissão Voluntária (PDV). Deduz-se, portanto, que a ganância ou usura é o único objetivo para lucrarem ainda mais.

 

A família tem-se degenerado, desmoronando-se ante tanta liberdade consentida. As liberalidades da TV, da internet e de outros meios de informações deletérias à sociedade, como a promiscuidade do sexo e a excentricidade dos valores éticos e morais têm combalido as famílias que sofrem as consequências de atos impudicos praticados sem o menor escrúpulo.

 

 Juízes investidos da intocabilidade cometem abuso de poder, quando não, crimes, que ficam acobertados pelo poder absolutista da justiça, o que precisa ser revisto. A impunidade, segundo a visão do povo, tem concorrido para o aumento dos desmandos sociais.

 

Todos esses problemas, além de outros não citados, contribuem para que a marginalidade tome fôlego e cresça assustadoramente, pondo em risco a inviolabilidade do indivíduo.

 

A Constituição tem sido descumprida pela falta de leis complementares não aprovadas para a necessária aplicabilidade. É preciso passar o país a limpo, recuperar os poderes corruptos, revitalizar as instituições, estimular o patriotismo, valorizar a ética, a moral e os bons costumes. Todo esse aparato, contudo, tem de passar pelo processo da educação, a fim de conscientizar permanentemente a população para o exercício da cidadania.

 

Rui Barbosa, considerado o ícone da justiça brasileira e homem das letras, fez a seguinte citação: “De tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos maus, o homem chega a rir-se da honra, desanimar-se da justiça e ter vergonha de ser honesto”.

 

Toda essa violência contra o cidadão, toda essa corrupção que assola o país, a qual agride o direito constitucional, os direitos civis, enfim, a cidadania, tem afastado os homens de bem – os sérios e corretos, os dignos e de caráter sem jaça – dasdecisões a que são chamados para definir os destinos da Nação.

 

Enfim, todas essas mazelas e a crescente marginalidade têm a ver com o descaso e a omissão dos governos e da sociedade que permitiram tais desmandos e criaram cobras para mordê-los, assim diz o adágio popular. Se não forem tomadas posições enérgicas para pôr fim a essa conturbação social, a anarquia tomará conta da situação.

 

Que se lute em defesa do direito à liberdade, do direito de ir e vir, enfim, que se lute pelos direitos do ser humano. Que se faça justiça para banir da sociedade o corruptor, o marginal, pois compete ao Estado estabelecer essas medidas de contenção para os desagravos sociais.

 

Homo nascitur ad laborem (o homem nasce para o trabalho). Quem não aceitar essa citação infelizmente terá de prestar conta da sua inércia ao Juiz celeste e ao terreno. Que as autoridades cumpram o múnus que lhes é atribuído pelo Estado e que este promova as condições para a execução do autorizado.

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ARTIGO: HOMENAGEM ÀS MULHERES BRUMADENSES

ARTIGO: HOMENAGEM ÀS MULHERES BRUMADENSES

Por Antônio Novais Torres



 

Dia 8 de março. Dia Internacional da Mulher. A estas comemorações parabenizo a mulher, especialmente a brumadense, pelas lutas direcionadas às conquistas dos seus direitos: humanos, políticos, sociais, trabalhistas e pessoais, enfim, pela liberdade pela autonomia de ações e comportamentos que lhes assegurem o direito sagrado de ver, pensar, agir e reagir sem amarras e censuras que impeçam o seu livre arbítrio. O caminho para se chegar até aqui foi muito árduo, obstáculos foram removidos para se alcançar às conquistas até então consolidadas, fruto de persistência e determinação, entretanto, muita coisa se está por ser conquistada, principalmente nas áreas em que predominam o monopólio masculino.

Por Antônio Novais Torres

 

Dia 8 de março. Dia Internacional da Mulher. A estas comemorações parabenizo a mulher, especialmente a brumadense, pelas lutas direcionadas às conquistas dos seus direitos: humanos, políticos, sociais, trabalhistas e pessoais, enfim, pela liberdade pela autonomia de ações e comportamentos que lhes assegurem o direito sagrado de ver, pensar, agir e reagir sem amarras e censuras que impeçam o seu livre arbítrio. O caminho para se chegar até aqui foi muito árduo, obstáculos foram removidos para se alcançar às conquistas até então consolidadas, fruto de persistência e determinação, entretanto, muita coisa se está por ser conquistada, principalmente nas áreas em que predominam o monopólio masculino.

 

 As estatísticas policiais e do grupo de defesa dos direitos da mulher afirmam que os índices de violência doméstica no país são crescentes e assustadores. Brasileiras são espancadas e em 70% dos casos o agressor é e o marido, o ex-marido, companheiro ou o namorado. Em vista dessa realidade o movimento feminista e as diversas ONGs que cuidam da defesa dos direitos das mulheres estão envidando esforços para que a lei seja cumprida e aplicada.

 

 As comemorações das conquistas das mulheres são de suma importância para a sociedade brasileira. Elas promovem o processo desenvolvimentista econômico, político e social, ocupando os diversos espaços das diversas áreas da atuação humana, com competência e equilíbrio no desempenho das funções que lhes são atribuídas em igualdade de desempenho com os homens.

 

A mulher campestre tem contribuído de forma decisiva para as conquistas dos seus direitos sociais através de suas organizações afins, chamando a atenção dos governantes para o atendimento de suas justas reivindicações, que lhes garantam vida digna através de políticas públicas oferecendo as oportunidades de trabalho e acesso creditício e tecnológico, no intuito de se evitar o êxodo rural e a consequente descaracterização da sua formação rurícola que certamente será afetada no ambiente urbano.

 

Apesar das conquistas que as mulheres têm realizado nos campos sociais, políticos, trabalhistas e de liberdades de comportamento, fatos de relevantes avanços e realizações pessoais que confirmam a sua importância no viés das relações humanas, a mulher é um ser que traz em si o conceito mais importante da vida - a maternidade - dádiva que Deus lhe deu para ser a multiplicadora da vida, que envolve o sentimento do amor como o preceito mais importante e significativo da humanidade. Que todas essas conquistas, justas e significativas, não se transformem em pretexto que venham gerar conflitos, contrapondo com a realidade de companheira solidária que Deus criou para unir-se ao homem visando a multiplicação dos seres.

 

HOMENAGENS:

 

Transcrevo do poeta Abnísio Luz Aguiar o seguinte soneto em homenagem às mulheres:

 

MULHER

 

Elas sempre foi destacada/Na Bíblia, está no livro primeiro/Assim que da costela foi tirada/Logo dominou seu companheiro//Em todas as épocas da história/Foi motivo de amor e de guerra/Eva, Maria, Helena, ou Glória.../Reina nos quatro cantos da terra//Mães, madrastas ou donzelas / A mulher nunca perde seu traço/ Até mesmo para o rei Cangaço/ Foi impossível viver sem uma delas//Por isso que neste oito de Março/para todas as mulheres do mundo/com carinho e respeito profundo/ Eu ofereço um forte abraço.

 

O poeta Arlindo Stanchi, o homem dos dois mil sonetos, de saudosa memória, assim se expressou:

O MUNDO É DAS MULHERES

 

Realmente, elas são preponderantes./O mundo ajoelha-se aos seus pés./Passivas, porém muito importantes./Dignamente invertem o invés.//No amor, são demais aconchegantes./Não se curvam diante dum revés./Às vezes, podem ser extravagantes./Pertencerem às péssimas ralés.//Nem sempre escolhem bem o bem-amado,/O pretendido príncipe encantado,/Mesmo que a cotação seja em libra//Pelos filhos têm mágico desvelo./Como nada as priva de mantê-los,/Ficam a “desdobrar fibra por fibra”.

 

 

Outro soneto de Stanchiano:

 

DIA DA MULHER

 

Cento e dezenove, as bravas heroínas/Trabalhavam em uma imensa tecelagem./Oito de março. Como as velhas, as meninas/Pensaram transformar aquela triste imagem.//Lutavam pra mudar suas desumanas sinas,/Ano onze. Em New York, com garra e coragem./Mil novecentos. Só dez horas de rotina,/Em vez das dezesseis, que as punham à margem.//A fábrica fechada. Elas ali trancadas./Provocado incêndio. Oh! Morreram queimadas!/Reivindicavam o que o patrão não quer.//Revolta universal, que a todos desatina./Na abominável data em que se deu a chacina,/Triste, o mundo festeja o Dia da Mulher. (Arlindo Stanchi).

 

Associo-me a todos que acreditam na capacidade e intuição feminina e as homenageio com esse artigo e deixo também, as minhas congratulações pelo Dia Internacional da Mulher.

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