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O Café com o Brumado Agora entrevista Rita Alves Ataíde



Nascida em 17 de outubro de 1922, em Alto do Rosário, Distrito de Dom Basílio, em uma família humilde, a entrevistada de hoje do Café com o Brumado Agora nunca desistiu dos seus sonhos, e traçou os caminhos da vida com muita garra, perseverança e os pulsos firmes de uma mulher guerreira.  Rita Alves Ataíde, a 9ª dos 12 filhos de sua mãe, se casou aos 17 anos com Abias da Costa Ataíde,  em 30 de junho de 1943, com quem constituiu família e teve os filhos: Homero, Benedito, Maria do Carmo, Margarida, Zé Luiz, Elias, Raimundo, Antônio, Fernando, Floriza, Beto, Lícia, Francisco de Assis, Regina, Rosa e  criou, ainda, João, Anita e Maria Virgens. Hoje a família Ataíde é ainda mais numerosa e Dona Rita já possui netos, bisnetos e tataranetos. A história de determinação, amor, coragem e luta desta grande matriarca, homenageada pela Casa da Amizade como representante das avós de Brumado, será contada em uma entrevista leve e descontraída que aconteceu nas dependências de sua residência. Confira:




Café com o Brumado Agora – Conte-nos um pouco sobre sua infância.


Rita Ataíde -  Inicio contando que minha mãe costumava dizer que  eu fui “cuspida e não nascida” (risos), devido a facilidade que ele me teve, sem dores, sentiu os incômodos e pronto, eu já nasci. Bem, lembro que eu tinha 5 ou 6 anos, quando minha mãe teve um dos seus filhos e uma professora foi nos visitar. Ao ver a situação em que me encontrava, eu era de família muito pobre, ele pediu a minha mãe para me criar e que me devolveria quando estivesse formada nos estudos. Minha mãe não deixou, disse que não tinha como deixar todos os filhos estudarem, então eu também não iria. No entanto, com a insistência da professora, minha mãe me deixou ir com ela, por um dia, para brincar com suas netas. Nossa, foi uma alegria para mim, ela me deu um bom banho, me vestiu com um vestido de uma das netas e colocou uma mesa de café da manhã com tantas coisas que eu nem sabia que existiam, comi tanto (risos). Fiquei triste na hora de voltar para casa, minha realidade era muito diferente. Só aos 7 anos fui para escola, mas não com frequência , apenas quando meus pais permitiam. Minha mãe sempre dizia “vai para a escola quando puder”. Eu sempre quis estudar, então aproveitava as oportunidades que tinham para aprender a soletrar e juntar as letras. Quando não ia a escola, ficava lendo almanaques e me esforçava para conseguir ler. Quando eu gostava muito de ler alguma coisa, eu lia e copiava tudo novamente. Minha maior alegria foi conseguir ler o livro ‘ O bom homem Ricardo’. Da minha infância, ainda lembro que sempre trabalhei, desde os 7 anos eu já ia para roça de cebola, de arroz, batata e catava pimenta, junto com meus irmãos. Tem até uma passagem engraçada:  para não trabalhar e voltar para casa, quando eu estava cansada, eu passava pimenta nos olhos. Não adiantava, minha mãe lavava, me colocava embaixo de uma árvore para secar, e eu tinha que voltar para a roça.


Café com o Brumado Agora – Houve algum momento desta fase que merece ser destacado?


Rita Ataíde – Sim, uma situação, inclusive, curiosa. Todo domingo, havia uma missa em Curralinho (atualmente Dom Basílio) que todos iam e era a nossa diversão. Em casa, minha mãe escolhia quem iria e, quem não fosse, ficava em casa realizado os afazeres domésticos. Como eu achava que iria, tomei banho, vesti uma roupa boa, e usei a água do balde como espelho, para me maquiar. Mas tenho que explicar essa maquiagem (riso), minha mãe não permitia, nem espelho em casa tínhamos, então, peguei um papel vermelho, molhei e passei nas bochechas (risos). Minha irmã vendo aquilo correu e contou para a minha mãe que eu estava me “empetecando*. Minha mãe brigou  muito comigo e disse que eu não iria para lugar algum e que eu iria ainda cuidar dos afazeres da casa, fazer comida e buscar água, lembro, inclusive, que era muito longe. Chorei muito, xinguei  minha mãe, falei palavrões, até o padre eu xinguei (risos). Bem, busquei água, fiz o almoço, e mesmo assim continuava chorando, fiquei o dia todo assim e nem comi.Com o entardecer, peguei o milho e fui dar para as galinhas e depois me sentei embaixo de uma laranjeira, bem florida e cheia de frutos. Ali, me arrependi de ter xingado minha mãe e pedi a Deus que me perdoasse. Ai sim fiquei mais triste, porque não sabia se Deus ia me perdoar, pedi muito a ele que me desse um sinal se tinha me perdoado. Bem, no outro dia, minha mãe foi ao quintal e se deparou com a laranjeira completamente despedaçada, sem flor e frutos todos no chão e foi logo me acusando de ter deixado alguém entrar em casa, quando ela não estava. Eu disse que não entrou ninguém, meu pai também não falou nada, então ela achou tudo estranho e chamou rezadeiras.  Das três que foram lá, uma disse para minha mãe que aquilo era sinal de castigo, então, entendi que se tratava do sinal de Deus, que ele tinha me perdoado.




Café com o Brumado Agora – A senhora passou um tempo em Caetité e ainda há uma história curiosa sobre como a senhora conheceu o seu marido. Poderia nos contar?


Rita Ataíde – Sim. Imaginem, saí de Curralinhos (Dom Basílio) para Caetité à cavalo, pois naquela época não havia condução. Senti muitas dores pelo corpo durante toda a viagem, mas mesmo assim, em Riacho de Santana acampamos para dormir, e eu que fiquei com a responsabilidade de catar os gravetos para fazer a fogueira, onde cozinharíamos arroz e bolo de carne. Em Caetité, minha rotina não foi muito diferente, eu sempre estava lá cuidando dos afazeres de casa, na lavoura, minha vida nunca foi fácil. No entanto, lá havia umas freiras que davam aulas gratuitas para pobres e conseguiram uma vaga para mim. Imagine a minha felicidade, eu que sempre quis estudar. Devido a minha força de vontade, estudei muito, passei nas séries com facilidade e me empenhei muito nestes 3 anos que fiquei em Caetité. Quando estava próximo de me formar, minha mãe já exigia que eu retomasse para Curralinhos, as freiras então pediram para que eu escolhesse entre ficar ou voltar para casa. Fiquei com um aperto no coração, mas voltei para casa, e ainda fingindo não estar “estudada”, conversando tudo errado, pois se conversasse de forma correta em casa, era castigada pela minha mãe. Quanto a conhecer meu esposo, foi assim. Tínhamos uma simpatia que, quando corresse uma velação, agarrávamos a primeira coisa que estivesse ao chão, colocávamos embaixo do travesseiro, e assim sonharíamos com o futuro esposo. Fiz isso por três vezes e nelas sonhei com o mesmo rapaz, o qual nunca tinha visto. Quando fui a Malhada de Pedras, para um casamento, imagine quem encontrei? Sim, o rapaz com quem eu sonhava.


Café com o Brumado Agora – Como foi a partir deste encontro?


Rita Ataíde – Conversei pouco com ele, naquela época não era como hoje o contato entre homens e mulheres. Mas, ele me prometeu ir a Curralinho. Bem demorou mais de 8 meses para isso acontecer, pois o pai dele não o deixava ir. Quando ele enfim conseguiu ir, as duas coisas que consegui conversar com ele foram perguntar quantos irmãos ele tinha e se a família estava bem (risos).Eu passei a escrever para a irmã dele e assim fomos nos comunicando. Com muita dificuldade, pois não tínhamos contato, em 1943 nos casamos. No dia do meu casamento eu ainda fiz todos os serviços domésticos, não tive o “Dia de noiva” (riso). Só vieram homens para meu casamento, uns 30 cavaleiros que foram até livramento, onde me casei na igreja e dois dias depois me casei no Civil em Dom Basílio. Depois disso, fui morar em Lagoa do Tamboriu, na casa da minha sogra, onde me recordo que a iluminação da casa era uma fogueira acesa no meio da sala, ficamos lá por sete anos, tempos depois fomos para outras localidades e em 1948 comecei a dar aulas.



Café com o Brumado Agora – Quando a senhora passou a morar em Brumado?


Rita Ataíde -  Antes de vir morar na sede, em 1954 fui morar na Fazenda Brejo. Este foi o lugar onde nasceu a maioria dos meus filhos e onde eu os criei. Lá eu morei em uma casa velha, sem portas, havia apenas as estruturas, mas não havia as folhas para fechar. Essa casa foi o chefe do meu esposo que nos consegui, na época ele começou a trabalhar na Magnesita. Para dormir, eu pegava uma folha de porta que havia solta e isolava uma porta e duas malas, uma em cima  para isolar outra porta. Bem, passamos a viver assim, com muita dificuldade, mas dignidade foi algo que nunca nos faltou. Bem, comecei então a dar aulas nas comunidades locais, naquele período pouca gente sabia ler e escrever e, além disso, não havia quem ensinasse, então fui nomeada por Dona Mirian. Foi difícil lecionar na época era apenas um salão, sem quadro negro, as provas dos alunos eram feitas no caderno e o pior, não havia água, buscávamos água, e essa água não dava para a metade dos alunos. Para complementar a renda da família, eu ainda lavava e passava para fora, costurava, pois eu ensinava apenas pela manhã e tinha o resto do dia.


Café com o Brumado Agora – Quando a senhora veio morar na sede?


Rita Ataíde -  O tempo passou, as coisas foram melhorando, meus filhos começaram a trabalhar então vim morar em Brumado no ano de 1972. Aqui, ensinei no Colégio Luiz Viana, no supletivo, e fiz muito trabalhos voluntários. Sempre gostei de ajudar as pessoas, isso me fazia bem, por tudo que passei em minha vida, pelas dificuldades de tive e venci, nada melhor que retribuir fazendo o bem as pessoas. Há até uma história. Naquela época, como parte dos trabalhos voluntários que fazia, eu acompanhava pessoas que estavam doentes e teriam que fazer tratamentos em outra cidade. Então, conheci uma moça no Bairro Dr, Juracy, que estava com uma série de problemas, não comia, sentia dores, gritava muito. Então a levei em Dr. Jorge e ele disse que o melhor seria levá-la para São Paulo. Então fiz campanhas, coletas em igrejas, e outros locais para angariar fundos para a viagem, consegui cerca de 500 cruzeiros. Desta forma,  a levei para São Paulo e lá foi diagnosticado que ela tinha raquitismo. Ela fez todo o tratamento e hoje esta bem. Ela se chama Enezita  é minha afilhada, se casou e já tem filhos. Aqui em Brumado me aposentei como professora leiga e como professora de Crochê, pelo sindicato.




Café com o Brumado Agora – Qual ou quais são as maiores saudades da senhora?


Rita Ataíde -  Dos amigos que deixei no Alto do Rosário. Da vida que tive, apesar de todas as dificuldades, pois não tive infância, adolescência, casei muito cedo, e tive que ter muitas responsabilidades, desde muito pequena. Sinto saudades das pessoas que ensinei a ler e escrever, das pessoas que ajudei. Apesar de tantas saudades, me sinto realizada por tudo, inclusive, pela família que tenho.


Café com o Brumado Agora – Gostaria de deixar alguma mensagem?


Rita Ataíde -  Sim. Quero dizer aos jovens que, nesta vida, não se consegue nada fácil e sim com muito trabalho. E ainda dizer ao povo brumadense que continue sendo o primeiro em hospitalidade, e que o nosso Bom Jesus continue a nós abençoar.



Fotos: Wilker Porto, Produção: Genival Moura e Reportagem: Janine Andrade.


Artigo: Correr e ouvir música, uma boa combinação?

Artigo: Correr e ouvir música, uma boa combinação?

Por AGTM Comunicação

 

 

 

Uma questão que divide opiniões: correr na rua escutando música ou não? Duas atividades em que juntas podem proporcionar uma sensação de prazer inexplicável para quem corre e ao mesmo tempo pode distrair demais o corredor dos sons ambientes como buzinas ou instruções em provas. Alguns estudos demonstram que escutar música enquanto corre reduz a percepção de intensidade do exercício em cerca de 10%. A noção de esforço do corredor é reduzida e ele tem a sensação de que pode correr mais rápido e por mais tempo. De acordo com Haley Guimarães, educador físico e ergonomista, um ponto negativo dessa prática na corrida é o fato de o corredor se distanciar dos outros sons produzidos pelo ato de correr, como a respiração e o impacto das passadas, que são informações importantes. O educador físico diz que vale a pena contar com a música em corridas de intensidades leves e moderadas, e as que exigem mais concentração é recomendado ficar atento aos estímulos do corpo durante a corrida.

Por AGTM Comunicação

Uma questão que divide opiniões: correr na rua escutando música ou não? Duas atividades em que juntas podem proporcionar uma sensação de prazer inexplicável para quem corre e ao mesmo tempo pode distrair demais o corredor dos sons ambientes como buzinas ou instruções em provas.

Alguns estudos demonstram que escutar música enquanto corre reduz a percepção de intensidade do exercício em cerca de 10%. A noção de esforço do corredor é reduzida e ele tem a sensação de que pode correr mais rápido e por mais tempo.

De acordo com Haley Guimarães, educador físico e ergonomista, um ponto negativo dessa prática na corrida é o fato de o corredor se distanciar dos outros sons produzidos pelo ato de correr, como a respiração e o impacto das passadas, que são informações importantes. O educador físico diz que vale a pena contar com a música em corridas de intensidades leves e moderadas, e as que exigem mais concentração é recomendado ficar atento aos estímulos do corpo durante a corrida.

Renara Afonso corre há 2 anos e costuma ouvir música enquanto corre, mas de acordo com a corredora não é uma obrigação nos treinos, deve ser praticado com moderação. Para ela, deixar o mp3 em casa também é bom, pois assim consegue ouvir como sua respiração responde aos treinos, além de pensar nas coisas da vida.

Momentos felizes e marcantes de nossas vidas geralmente são acompanhados de "músicas-temas”. Mas tem aqueles momentos em que o som ambiente se torna música para os nossos ouvidos. É quando o corredor entra em sintonia consigo mesmo e com o ambiente para escutar apenas o som da sua respiração.

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Artigo: Você sabe administrar as suas finanças pessoais?

Artigo: Você sabe administrar as suas finanças pessoais? Carlos Prates é brumadense, professor e escritor. (Foto: Wilker Porto | Brumado Agora)

Por Carlos Prates



 

Às vezes não elaboramos um orçamento doméstico para evitar que reconheçamos determinados gastos que fazemos, sob forte impacto emocional e que poderiam ser adiados. Deixar de fazer um orçamento com base na sua realidade financeira é como acionar uma bomba de efeito retardado. Mais cedo ou mais tarde explodirá e os efeitos poderão ser devastadores em sua vida pessoal e profissional. Com base em minha experiência como ex-bancário e através de leituras especializad as, sugiro que você fique atento para as seguintes dicas.

Por Carlos Prates

 

Às vezes não elaboramos um orçamento doméstico para evitar que reconheçamos determinados gastos que fazemos, sob forte impacto emocional e que poderiam ser adiados. Deixar de fazer um orçamento com base na sua realidade financeira é como acionar uma bomba de efeito retardado. Mais cedo ou mais tarde explodirá e os efeitos poderão ser devastadores em sua vida pessoal e profissional. Com base em minha experiência como ex-bancário e através de leituras especializad as, sugiro que você fique atento para as seguintes dicas:

 

√ Tenha no máximo um cartão de crédito e procure pagar a sua fatura integralmente. O saldo devedor do cartão é como uma bola de neve. Se deixar de pagar ou abater apenas o valor mínimo por mês, incidirão os juros e estes agirão como cupins, corroendo o seu dinheiro. Se não tomar cuidado, você acabará perdendo o controle financeiro;

 

√ Evite tomar empréstimo para cobrir saldo devedor de cheque especial. Ao fazê-lo, solicite que o mesmo seja cancelado. Caso contrário, a tendência é você voltar a ficar devendo o cheque especial e o empréstimo que tomou;

 

√ Não caia na tentação de emprestar o seu cartão de crédito para outras pessoas efetuarem compras. Hoje está muito fácil obter um cartão de crédito e, quando alguém solicita que outro compre, pode ser um forte sinalizador de que está com problemas financeiros;

 

√ Procure economizar 10% do seu salário mensal, para futuras despesas e situações inesperadas – doenças, aquisição de bens, pagamento de estudos, etc;

 

√ Desenvolva ou aprimore o hábito de pechinchar e de negociar. Valorize cada centavo. Pesquise, pesquise e pesquise antes de comprar. Você já observou como as pessoas mais ricas gostam de pechinchar? Não tenha vergonha de fazer o mesmo;

 

√ Se você está endividado, evite gastos com supérfluos e compre exclusivamente com dinheiro, evitando o uso do cartão de crédito. Normalmente, compramos mais do que desejamos, pois temos a falsa ilusão de que estamos adquirindo os produtos sem pagá-los. Quando chega a fatura mensal, o sonho vira pesadelo;

 

√ Não comente a sua vida financeira com os outros. Ela deve ser reservada a você e às pessoas íntimas - marido, mulher, pais e filhos;


Se você é um consumidor compulsivo, procure ajuda psicológica e cancele todos os seus cartões de crédito e cheque especial. Compre somente à vista e com dinheiro. Pois é, meu amigo, organize a sua vida financeira o mais rapidamente possível. Em breve abordaremos outros temas importantes para a sua vida pessoal e profissional.

 

Há um ditado popular que afirma: “Quem não controla os seus gastos, é controlado por eles.” Administrar as finanças é uma atividade individual e também coletiva. Envolva os seus familiares nessa importante missão!

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Artigo: O que podemos aprender com o Cirque du Soleil?

Artigo: O que podemos aprender com o Cirque du Soleil? Professor e escritor, natural de Brumado. (Foto: Wilker Porto | Brumado Agora)

Por *Carlos Prates


O Cirque du Soleil (em português "Circo do Sol"), foi criado em Baie-Saint-Paul, no Quebec em 1984 por dois artistas de rua, Guy Laliberté e Daniel Gauthier. Cada espetáculo é a síntese da inovação do circo, contando com enredo, cenário e vestuário próprios, bem como música ao vivo durante as apresentações. De 1990 a 2000, o Cirque expandiu rapidamente, passando de um show com 73 artistas em 1984, para mais de 3.500 empregados, em mais de 40 países, com 15 espetáculos apresentados simultaneamente e lucro anual estimado em US$ 600 milhões. As criações do Cirque du Soleil já ganharam diversas premiações, tais como Bambi, Rose d'Or, Gemini e o Emmy. Em 2004, aInterbrand consultoria classificou o nome Cirque du Soleil como o 22º nome de maior impacto global. E não foi à toa, já que cada ato do espetáculo emociona e contagia toda a plateia. Fonte: Wikipédia.du Soleil.

Por *Carlos Prates


O Cirque du Soleil (em português "Circo do Sol"), foi criado em Baie-Saint-Paul, no Quebec em 1984 por dois artistas de rua, Guy Laliberté e Daniel Gauthier.

 

Cada espetáculo é a síntese da inovação do circo, contando com enredo, cenário e vestuário próprios, bem como música ao vivo durante as apresentações.

 

De 1990 a 2000, o Cirque expandiu rapidamente, passando de um show com 73 artistas em 1984, para mais de 3.500 empregados, em mais de 40 países, com 15 espetáculos apresentados simultaneamente e lucro anual estimado em US$ 600 milhões.

 

As criações do Cirque du Soleil já ganharam diversas premiações, tais como Bambi, Rose d'Or, Gemini e o Emmy. Em 2004, aInterbrand consultoria classificou o nome Cirque du Soleil como o 22º nome de maior impacto global. E não foi à toa, já que cada ato do espetáculo emociona e contagia toda a plateia. Fonte: Wikipédia

 

O que podemos aprender com as suas ideias?

 

1) Tudo na vida é passível de inovação, através do uso da criatividade, trabalho em equipe e incorporação de novos talentos.

 

2) Treinar, treinar e treinar de forma constante, objetivando a excelência.

 

3) Identificar, remunerar adequadamente e reter os melhores profissionais.

 

4) Gestão inovadora e compartilhada, onde o principal objetivo é cada vez mais surpreender os clientes.

 

5) Marketing usado com inteligência e criatividade, para valorizar a “marca” e associá-la ao conceito de elevado padrão de qualidade.

 

6) Trabalho em equipe onde todos os funcionários têm o seu momento de brilhar e de fazer com que o resultado final seja o melhor possível.

 

7) Ambiente que favorece a troca de experiências entre as diferentes culturas dos seus artistas e demais colaboradores;  motivação, competitividade saudável e estímulo a criatividade.

 

Finalizando, sugerimos que assista a alguns dos maravilhosos vídeos existentes no You Tube e analise o grau de perfeição das apresentações do Cirque du Soleil.

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O Café com o Brumado Agora entrevista Acácia Gondim Ribeiro



Nascida em 24 de abril, no Povoado de Jequi, pertencente à cidade de Iramaia, a taurina Acácia Gondim Ribeiro tinha nos sonhos de criança a garra de uma grande mulher. A filha de Ester Silva Gondim e do saudoso Laudelino Marinho Ribeiro, juntamente com seus irmãos Aparecida, Adalto, Abraaão ( em memória), Ângela (em memória), Agda ( em memória), Ana, Antônio Rogério e  Andréia, mudou-se para Brumado em 1965 para estudar e, mesmo diante de todas as dificuldades, hoje representa a cidade como Secretária de Educação. Pedagoga graduada pela Faculdade de Filosofia de Teófilo Otoni, especialista em Administração Escolar, especialista em Educação à Distância e com Curso de extensão em Tutoria, Acácia Gondim conta a sua história em entrevista ao Café com o Brumado Agora, realizada nas dependências da Padaria Pérola. Confira.



 

Café com o Brumado Agora – Como se deu a vinda da senhora para Brumado?


Acácia Gondim- Nasci em Jequi e a vinda da minha família para Brumado foi para que meus irmãos e eu pudéssemos estudar. Em Jequi, estudava na escola Multiseriada Otaviano Morais, uma escola na zona rural onde sequer tínhamos sanitário. Isso mesmo, sanitário! Quando precisávamos fazer alguma necessidade, íamos ao mato mesmo (risos). Existe até uma situação que ocorreu. Em um desses momentos que saí da sala de aula para ir ao “banheiro”, estava lá tranquila, quando passou uma cobra. Tenho essa imagem dos tempos de criança, nitidamente, até hoje na cabeça, o susto foi muito grande. Após concluir o 4º ano nesta escola multiseriada, vim para Brumado, onde fiz um cursinho e prova de Admissão para o Colégio General Nelson de Melo. Para mim foi uma imensa oportunidade ingressar em um colégio que era considerado uma academia de letras. Alguns anos depois, ainda como estudante, Maria Edi, que muito me ajudou neste período, me conseguiu um contrato como auxiliar administrativo na função de auxiliar de secretaria e passei a estudar e trabalhar. Tempos depois, devido a minha desenvoltura nos estudos, fui convidada a dar aulas de geografia, em substituição a uma professora que faleceu, isso por volta de 1972, eu ainda não havia concluído o magistério, o que veio a acontecer 4 anos depois.


Café com o Brumado Agora – Em 1989, a senhora foi convidada pelo então prefeito Edmundo Pereira, a ser diretora do Colégio Estadual de Brumado. Como foi essa experiência?


Acácia GondimEu sempre tive muita vontade de crescer, sobretudo, para superar todas as dificuldades que passei e mostrar, para mim mesma, que seria uma vencedora. Quando fui convidada, fiquei receosa, até porque era um cargo de muita responsabilidade, mas tive o apoio, principalmente de Eni Mafra e  Juscelina Lessa, que me impulsionaram e me disseram que dariam todo o apoio. Eu tive medo no início, por ser uma escola grande, com diversidade de alunos, inclusive muito bons. Eu não poderia simplesmente assumir a direção, ter uma cadeira privilegiada, ficar em uma sala e dar ordens. Eu procurei me interagir com todos, professores e alunos: promovia eventos, conversava diretamente com cada um deles e usava uma estratégia que uso até hoje, que é conhecer cada um por nome e sobrenome. Em meio a tanta gente, quando você chama alguém pelo nome e sobrenome, há uma proximidade maior, aquela pessoa se sente reconhecida.




Café com o Brumado Agora – Qual o elo que senhora faz entre os momentos iniciais da sua carreira como professora, diretora, e hoje como Secretária de Educação do Município?


Acácia Gondim -  O trabalho que desempenho hoje é o resultado de todas as minhas experiências, o que me ajudou bastante. Eu fui de auxiliar de secretaria, professora a diretora de uma grande escola e hoje sou secretária de educação do Município. Agreguei as problemáticas, busquei soluções, e uso hoje como diferencial para me sair bem. Estou há oito anos como secretária de educação do Município, acho que já é hora de deixar o cargo, pessoas são passíveis de erro e a rotina talvez nos faça cometer os mesmos erros. Por isso, talvez, eu ache necessária à mudança, com  certeza que desempenhei bem o meu trabalho.


Café com o Brumado Agora – A senhora disse que talvez seja o momento de outra pessoa assumir a secretaria, tendo em vista que a senhora ocupa o cargo há 8 anos, e seja necessária a mudança. Qual seria, em sua opinião, o perfil ideal desta pessoa?


Acácia GondimUma pessoa com experiência da área, que saiba conciliar e tomar as decisões na hora certa. Cada cabeça é um mundo, vejo que as regras da educação são as mesmas para todo o país, o que difere são as visões das pessoas. Não se pode mudar estratégias, tem que se cumprir as normas que regem a educação e contextualizar a escola. Sobretudo, esta nova pessoa tem que ter o perfil para assumir a função. Brumado tem uma boa pontuação na educação, de acordo os dados do MEC, mérito dos professores que estão ali trabalhando. Por isso, esta nova pessoa tem que ditar as normas, ouvindo a escola e seus anseios.




Café com o Brumado Agora – A senhora também trabalhou na secretaria de educação do Estado. Qual função assumiu?


Acácia GondimQuando deixei a direção do CEB, em 1994, fui para Salvador e assumi a função de coordenadora de informática. Era tudo muito novo para mim e eu fazia um curso particular, paralelo a função, para me aperfeiçoar. Aprendi rápido e naquele período ninguém era expert em informática, até porque informática não é só digitar. Inclusive, fiz um curso de informática no Paraná, o 1º Curso de informática do Brasil, com as primeiras experiências mais avançadas. Além dessa função, ocupei por algum tempo, dentro da secretaria de educação da Bahia, a função de Coordenadora de Jovens e Adultos de todo o estado.


Café com o Brumado Agora – Acácia, além das atividades na educação, pouca gente sabe que a senhora também foi atleta e se sobressaiu nos esportes. Como foi este período?


Acácia GondimEu ainda estudava e trabalhava quando descobri minha paixão pelos esportes. Eu praticava e gostava de esportes que envolviam bola e me destaquei no Handebol. Naquela época, mulher não jogava futebol, para vôlei eu não tinha altura (risos) e o basquete ainda não era praticado na cidade. Bem, tem uma história que faço questão de contar. Eu era pobre e não tinha condições financeiras para comprar um tênis para praticar esporte, então pegava emprestado para jogar. Porém, eu não podia me esforçar muito para não gastar o tênis e isso prejudicou, e muito, o meu desempenho nos treinos. O dia mais feliz para mim, inclusive, digo que mais do que quando adquiri meu carro, foi quando ganhei uma bolsa de estudos e pude comprar meu tênis. A partir daí, ninguém mais me pegava em quadra, porque o tênis era meu e eu podia gastar a vontade (risos).




Café com o Brumado Agora – Além da compra do tênis, qual outro momento é lembrado pela senhora com alegria?


Acácia Gondim – Quando, depois de 12 anos morando em Salvador, fui convidada por Eduardo Vasconcelos para assumir a secretaria de educação do município. Ele me disse que havia pesquisado uma pessoa que poderia assumir a função e ele acreditava que eu poderia conduzir os destinos da educação em Brumado. Fiquei muito feliz em voltar para cá e ser tão bem recebida.


Café com o Brumado Agora – Qual mensagem a senhora gostaria de deixar?


Acácia GondimPrimeiro, quero demostrar minha satisfação em estar aqui falando um pouco sobre minha vida. Dizer que sou muito grata por estar a frente da secretaria de educação e fazendo o melhor pelos brumadenses. Espero que a educação de Brumado cresça mais, e que eu possa participar da implementação da educação, enquanto secretária ou não, vendo chegar a cidade mais cursos para UNEB, vendo mais escolas sendo criadas, uma sede própria para o IFBA, inclusive, com cursos superiores e , porque não, faculdades particulares em nosso município, já que há o incremento do governo com o Fies, Prouni e outros projetos. Sempre digo, uma única formação é muito pouco para a exigência do mundo.


Fotos: Wilker Porto, Produção: Genival Moura e Reportagem: Janine Andrade.


Artigo: Aposentadoria 'oportunidades e ameaças'

Artigo: Aposentadoria 'oportunidades e ameaças' Carlos Prates é brumadense, professor e escritor. (Foto: Wilker Porto | Brumado Agora)

Aposentar não significa deixar de ter uma atividade. É claro que cada pessoa tem a sua história de vida. Algumas pessoas quando aposentam preferem não mais voltar ao mercado de trabalho. Outras, mudam de profissão, voltam a estudar, desenvolvem trabalhos filantrópicos. A seguir, relacionamos algumas das principais mudanças no comportamento do aposentado:  √ Aumento do tempo de vida depois da aposentadoria. Como todos sabemos, a média de idade está aumentando e o tempo após a aposentadoria está ficando maior, sem contar que algumas pessoas deixam de trabalhar em pleno vigor físico e intelectual. √ Novas tecnologias possibilitam trabalhar em casa e o contato com outras pessoas. Com o advento da internet, celular e fax estão facilitando o teletrabalho (trabalho a distância). Essas tecnologias permitem a interação com as demais pessoas e o mundo tornou-se “uma aldeia global”, como previu o Prof. Marshall McLuhan. Podemos trabalhar, estudar e relacionar com pessoas de quase todas as cidades do Mundo.

Aposentar não significa deixar de ter uma atividade. É claro que cada pessoa tem a sua história de vida. Algumas pessoas quando aposentam preferem não mais voltar ao mercado de trabalho. Outras, mudam de profissão, voltam a estudar, desenvolvem trabalhos filantrópicos. A seguir, relacionamos algumas das principais mudanças no comportamento do aposentado:

 

 √ Aumento do tempo de vida depois da aposentadoria. Como todos sabemos, a média de idade está aumentando e o tempo após a aposentadoria está ficando maior, sem contar que algumas pessoas deixam de trabalhar em pleno vigor físico e intelectual.

 

 √ Novas tecnologias possibilitam trabalhar em casa e o contato com outras pessoas. Com o advento da internet, celular e fax estão facilitando o teletrabalho (trabalho a distância). Essas tecnologias permitem a interação com as demais pessoas e o mundo tornou-se “uma aldeia global”, como previu o Prof. Marshall McLuhan. Podemos trabalhar, estudar e relacionar com pessoas de quase todas as cidades do Mundo.

 

 √ Opções para voltar a  estudar e/ou dedicar a outra profissão. Testemunhamos inúmeros exemplos de pessoas que voltaram a estudar e construíram uma nova profissão. Outras voltaram a estudar por realização pessoal, objetivando também ampliar os seus relacionamentos.

 

Principais dúvidas de quem deseja aposentar

 

As dúvidas são inúmeras e cada pessoa tem as suas peculiaridades. Utilizando um bom planejamento, através de informações colhidas junto as pessoas que se aposentaram, bem como um diálogo franco com os familiares, você esclarecerá algumas dessas dúvidas:

 

√  Quando devo me aposentar? Se você estiver sentindo-se bem e houver possibilidade de continuar trabalhando, talvez seja melhor adiar a aposentadoria. Você deve levar em consideração, também, os aspectos de natureza financeira. Em resumo, faça um diagnóstico da situação e analise as oportunidades e ameaças. Tenha planos para o melhor e o pior cenário.

 

√ O que eu tenho a ganhar?  Mais tempo para si  e para a família, realizar novas metas e a possibilidade de trabalhar em outra profissão. É comum dedicarmos uma vida inteira a uma profissão que pouco nos realizou, mas, nos proporcionava “segurança” no emprego, status, benefícios sociais. Se este for o seu caso, que tal pensar numa nova profissão?

 

√ O que tenho a perder? Em quase todas as aposentadorias, a redução de salário é fato comum. Além disso, dependendo da sua relação emocional com a empresa e a sua atividade, poderá sentir saudade do ambiente de trabalho, status, relacionamento social, entre outros fatores. Normalmente, o aposentado sente alívio nos primeiros meses da aposentadoria e posteriormente um vazio interior. Conforme dissemos, cada caso tem as suas peculiaridades.

 

√ O que fazer com o tempo “ocioso”?  Desenvolva o “ócio criativo”. Volte a estudar, leia, leia e leia. Conheça novos lugares e pessoas. Dê mais carinho e atenção aos seus familiares. Tenha cuidado com os jogos de azar e o álcool, pois eles estarão sempre rondando a sua mente. Há um ditado popular que afirma: “mente ociosa, moradia do diabo.”

 

√ Como posso melhorar o convívio familiar? Conforme afirmamos, proporcione mais carinho e atenção para o cônjuge, filhos e netos. Desenvolva / aprimore o gosto por atividades domésticas. Crie novas rotinas - andar, nadar, escrever, trabalhar, dançar.

 

√ Como gerir as finanças? Faça um orçamento familiar, evitando  gastar mais do que ganha. Inevitavelmente, o seu padrão de consumo terá que ser reduzido. Não empreste dinheiro. Ele é a sua reserva (avalie os riscos). Não coloque um negócio próprio (avalie os riscos).

 

√ Como administrar a solidão, doenças e perda de status? Faça novas amizades, realize atividades lúdicas  (dança de salão, teatro, música, faculdade, artesanato). Faça exercícios e controle a boca. Talvez uma parte da sua doença tenha relação com o seu atual trabalho.

 

√ Como continuar sendo útil à sociedade? Dedique-se ao voluntariado. Construa uma nova carreira profissional. Dê aulas, torne-se escritor, poeta, cineasta. Redescubra novos talentos dentro de você.

 

Assim, esteja preparado para tomar essa difícil decisão, pois mais cedo ou mais tarde você terá de fazê-lo. Se você é jovem, pense no futuro e não esqueça de investir em previdência e ter economias para quando se aposentar. O mercado de trabalho daqui para frente estará cada vez mais instável, bem como os rumos da economia. Não há receita infalível para uma aposentadoria tranquila. Somente você será capaz de traçar o seu planejamento e nele fazer constar  oportunidades e ameaças. Boa sorte!

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Artigo: O difícil relacionamento entre o chefe e os seus funcionários

Artigo: O difícil relacionamento entre o chefe e os seus funcionários Carlos Prates é brumadense, professor e escritor. (Foto: Wilker Porto | Brumado Agora)

Por Carlos Prates



 

Há 25 anos eu me relaciono em sala de aula e fora dela com dezenas de profissionais de todos os níveis sociais e culturais. Independentemente dos cargos e funções que exercem, percebo que as visões são conflituosas e ao mesmo tempo, distorcidas em muitos casos. Alguns chefes costumam afirmar que grande parte dos funcionários não possui compromisso com o trabalho e é incompetente. Já os subordinados acreditam que o chefe e o patrão são os culpados de quase tudo que ocorre de ruim na empresa. Essa situação tende a permanecer e até mesmo agravar-se, em virtude da grande pressão que está presente no ambiente de trabalho, com metas sempre crescentes e a acirrada competitividade entre as organizações.

Por Carlos Prates

 

Há 25 anos eu me relaciono em sala de aula e fora dela com dezenas de profissionais de todos os níveis sociais e culturais. Independentemente dos cargos e funções que exercem, percebo que as visões são conflituosas e ao mesmo tempo, distorcidas em muitos casos.

 

Alguns chefes costumam afirmar que grande parte dos funcionários não possui compromisso com o trabalho e é incompetente. Já os subordinados acreditam que o chefe e o patrão são os culpados de quase tudo que ocorre de ruim na empresa.

 

Essa situação tende a permanecer e até mesmo agravar-se, em virtude da grande pressão que está presente no ambiente de trabalho, com metas sempre crescentes e a acirrada competitividade entre as organizações.

 

Com raras exceções, a gerência média está despreparada para fazer a gestão de pessoas. Vou analisar o caso do varejo, pois é o que disponho de mais vivência:

 

Um excelente vendedor é alçado à condição de gerente de uma loja. A partir daí, ele imagina que a sua função continuará sendo a de continuar no salão de vendas e realizar parte das funções do seu cargo anterior. Muita execução e pouca gestão de pessoas e planejamento. Ocorro que a principal atividade de um gerente é gerir os seus funcionários, fazendo com que desenvolvam e aprimorem as habilidades e competências. É claro que o foco principal continuará sendo o aumento das vendas. Mas, somente a Equipe será capaz de concretizar as metas. Ele é o principal responsável pelo desenvolvimento da mesma.

 

Em muitos casos a empresa perde um excelente vendedor e nem sempre consegue obter um gestor de qualidade.

 

Por outro lado, muitos funcionários realmente desejam apenas um “emprego” para curtirem o final de semana, nada mais do que isso. Possuem pouca ou nenhuma ambição de crescimento profissional, não investem na carreira, mesmo quando há cursos gratuitos ou patrocinados pela empresa. Essa é uma situação muito comum em vários segmentos empresariais, notadamente no varejo.

 

É claro que não devemos generalizar, entretanto, é necessário que o chefe e os seus funcionários sejam capazes de fazer uma reflexão sobre os seus acertos e erros. Não adianta mentir para si mesmo.

 

No ambiente de trabalho passamos mais de um 1/3 do nosso tempo, durante 35 a 40 dos nossos melhores anos de vida. Fazer com que as relações interpessoais sejam agradáveis e que todos possam crescer, pessoal e profissionalmente, é a função primordial dos gestores, bem como dos demais funcionários.

 

Creio que o diálogo é o início de todo o processo de melhoria das relações no ambiente de trabalho. Os gerentes necessitam executar menos as funções que podem ser delegas e focar mais naquelas de maior complexidade e que somente eles podem realizar com maestria, a exemplo do processo de aprendizagem contínuo e dos estímulos aos seus colaboradores.

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Artigo: O Mensalão será a maior 'pizza' da história?

Artigo: O Mensalão será a maior 'pizza' da história?

Desde o início, esse julgamento serviu para aclarar algumas questões, geralmente de cunho político e sobre o funcionamento da Suprema Corte de Justiça. Apontou perfis claros de ministros que votaram para quem os indicou e revelou outros que justificaram os lobbies para suas escolhas. Seu julgamento tem duração incomensurável, como diria o presidente Lula. Um ano após, já está no terceiro presidente e dois novos ministros vieram para definir o resultado de "pizza" planejado pelo governo. Teori Zavascki fala pouco e não deu demonstrações de sua inclinação. Luís Roberto Barroso tem ido além de advogado criminalista e agido como um verdadeiro militante petista. Não se apercebeu que passou a ocupar um dos cargos mais relevantes no Judiciário brasileiro. Como se preparasse os brasileiros psicologicamente, tem sustentado e antecipado sua posição, numa infeliz atitude.

Desde o início, esse julgamento serviu para aclarar algumas questões, geralmente de cunho político e sobre o funcionamento da Suprema Corte de Justiça.


Apontou perfis claros de ministros que votaram para quem os indicou e revelou outros que justificaram os lobbies para suas escolhas.


Seu julgamento tem duração incomensurável, como diria o presidente Lula. Um ano após, já está no terceiro presidente e dois novos ministros vieram para definir o resultado de "pizza" planejado pelo governo. Teori Zavascki fala pouco e não deu demonstrações de sua inclinação. Luís Roberto Barroso tem ido além de advogado criminalista e agido como um verdadeiro militante petista. Não se apercebeu que passou a ocupar um dos cargos mais relevantes no Judiciário brasileiro. Como se preparasse os brasileiros psicologicamente, tem sustentado e antecipado sua posição, numa infeliz atitude.


Agora, ele defende que não se trata do maior escândalo da história do Brasil. Apesar de sua colaboração como historiador, o tamanho e a colocação no ranking dos escândalos têm relevância para outros profissionais, não para um julgador.


Da mesma forma, o fato de a corrupção ser tradicional, sistêmica e não ser exclusividade de um partido em nenhuma hipótese se vincula à judicatura. Ao contrário, seria importante aproveitar o momento para confirmar a ruptura com essa prática. É presumido que se perpetuou é porque todos os Poderes funcionaram mal, especialmente o Judiciário, ao qual sempre coube a prerrogativa de coibir. São posicionamentos relevantes como afirmação de valores, mas não para o caso concreto. Neste caso, importa tratar se caberiam ou não os decantados embargos infringentes.


Ouve-se reiteradamente que os embargos infringentes se aplicariam às sentenças com resultados apertados, com diferença de um voto. Esse instituto está previsto no Código de Processo Penal - CPP, artigo 409, parágrafo único, com a exigência apenas que a decisão não seja unânime. Portanto, não importa quantos votos de diferença, sendo bastante um voto contrário. E não consta que esse artigo tenha sido revogado.


Para se discutir a aplicação do Regimento Interno da Corte, primeiro deve ser declarada a revogação do CPP. Embargos são recursos processuais penais e somente podem ser criados, modificados ou extintos por lei federal, figura normativa hierarquicamente superior aos regimentos internos. A exigência de lei federal está prevista na Constituição (CF, art. 22, I).

Ainda que a liberdade de expressão permita posição política de qualquer pessoa, teses prévias de um julgador sobre caso concreto de sua alçada confrontam-se com o princípio da impessoalidade ou até da imparcialidade.


Os meios de comunicação não podem criar mais confusão junto aos seus telespectadores. Regimentos internos, resoluções e portarias são regras infralegais e não têm força para definir mecanismos processuais acima ou diferente do que estejam previstos em leis.


Grande parte da mídia está abertamente preocupada em livrar os mensaleiros das penas aplicadas, especialmente de prisão. Em estapafúrdia contradição, é a mesma parcela a afirmar que a justiça só alcança os pobres, que os crimes praticados por políticos são inalcançáveis e que a corrupção rola solta por não ser reprimida. Mesmo que o mensalão não seja o maior caso de corrupção, depois de um ano e meio de julgamento para livrar a cara dessa cambada, tornar-se-á a maior "pizza" da história, tendo o ministro Luís Roberto Barroso como a azeitona.


 

Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP


Bacharel em direito

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Biografia de Agnelo Azevedo: Por Antônio Torres

Biografia de Agnelo Azevedo: Por Antônio Torres Agnelo dos Santos Azevedo morreu na madrugada desta terça-feira, 06, aos 105 anos de idade. (Foto/Arquivo: Wilker Porto | Brumado Agora)

Conheci o Sr. Agnelo nos idos de 1958, época em que ele já era um próspero e conceituado comerciante, quando vim para Brumado para concluir o curso primário e prestar admissão ao ginásio – verdadeiro vestibular, tal o rigor da seleção e a exigência do conteúdo das provas –, eu era ainda um menino. Posteriormente, voltei a encontrá-lo, desta feita, eu já em idade adulta, nas reuniões políticas do PMDB, nas quais sua presença era indispensável pela sua postura serena, ponderada e equilibrada. Daí ser-lhe concedido o título honorífico de presidente de honra do partido – cargo por ele ocupado com a morte do saudoso Manoel Joaquim de Carvalho (Dr. Nezinho) –, porém, pela envergadura da idade, ultimamente ele não tem marcado presença nas reuniões do partido. Desses seus predicados, nasceu a minha admiração por Seu Agnelo, insigne personalidade. Honra-me conhecê-lo e ser seu amigo. Agnelo dos Santos Azevedo nasceu em 14 de maio de 1908, em Bom Jesus dos Meira, hoje, Brumado. É o último da prole dos filhos do casal Casimiro Pinheiro de Azevedo e Filomena dos Santos Azevedo. Foi encaminhado pelo princípio de uma educação correta recebida dos seus genitores e direcionado para o relacionamento amistoso, sincero, de união e amizade entre os irmãos e demais familiares.

Conheci o Sr. Agnelo nos idos de 1958, época em que ele já era um próspero e conceituado comerciante, quando vim para Brumado para concluir o curso primário e prestar admissão ao ginásio – verdadeiro vestibular, tal o rigor da seleção e a exigência do conteúdo das provas –, eu era ainda um menino. Posteriormente, voltei a encontrá-lo, desta feita, eu já em idade adulta, nas reuniões políticas do PMDB, nas quais sua presença era indispensável pela sua postura serena, ponderada e equilibrada. Daí ser-lhe concedido o título honorífico de presidente de honra do partido – cargo por ele ocupado com a morte do saudoso Manoel Joaquim de Carvalho (Dr. Nezinho) –, porém, pela envergadura da idade, ultimamente ele não tem marcado presença nas reuniões do partido. Desses seus predicados, nasceu a minha admiração por Seu Agnelo, insigne personalidade. Honra-me conhecê-lo e ser seu amigo.

 

Agnelo dos Santos Azevedo nasceu em 14 de maio de 1908, em Bom Jesus dos Meira, hoje, Brumado. É o último da prole dos filhos do casal Casimiro Pinheiro de Azevedo e Filomena dos Santos Azevedo. Foi encaminhado pelo princípio de uma educação correta recebida dos seus genitores e direcionado para o relacionamento amistoso, sincero, de união e amizade entre os irmãos e demais familiares.

 

Em 12 de abril de 1932, casou-se com Celcina Azevedo, companheira fiel e dedicada, seu único e verdadeiro amor, sentimento que lhe é retribuído na mesma intensidade. Com ela teve 10 filhos: Niete, Nilza, Edval, Evan, Nelcy, Nely, Cilene, Arnaldo, todos bem encaminhados, e dois falecidos com 4 e 10 meses de idade. D. Celcina, mulher afetuosa, devotou-se inteiramente ao marido, à administração do lar e ao zelo dos filhos, a quem proporcionou educação respaldada na honradez, no respeito e na dignidade.

 

Seu Agnelo foi comerciante durante 43 anos, ao cabo dos quais se aposentou. Sua vida comercial foi assaz ilibada, cumpria rigorosamente com as suas obrigações sociais e civis, gozando de excelente conceito entre os colegas, os amigos e a comunidade.

 

Começou a sua lida desde cedo. Portanto, teve uma trajetória de vida dedicada ao trabalho que incluiu o comércio varejista diversificado, igualmente no negócio rural, comercializando algodão, cuidando de roça e criação de animais. Confessa que hoje seu maior prazer é desfrutar o sossego da propriedade rural, fazendo passeios e exercícios no campo, convivendo com a natureza e deliciando-se com essa dádiva divina que lhe estimula a felicidade de viver.

 

Foi iniciado no aprendizado primário por um professor africano vindo de Salvador, de nome Manoel Galiza, tendo concluído apenas o terceiro ano. Afirma que, apesar de não ter estudado o suficiente para concluir um curso que lhe desse maior conhecimento literário, pois era um “inimigo” da escola – preferia as lidas do campo e do comércio –, incentivou seus filhos e disponibilizou as condições necessárias para que todos tivessem a sua formação intelectual e profissional, os quais preencheram suas esperanças e expectativas, e diz esperar que os netos também persigam esses ideais.

 

Homem simples, proveu a família sem lhe deixar faltar o necessário e o indispensável. Enfrentou dificuldades, mas obteve êxitos com determinação e a coragem de um destemido vencedor, declarando que o seu maior patrimônio é a família, com a qual vive feliz, em harmonia e união, tendo o respeito e a consideração de todos.

 

Lembrando-se da juventude, fez uma retrospectiva. Que Dona Celcina não esboce ciúmes! Disse que, julgando-se independente e nos arroubos de jovem, foi um grande paquerador à moda de sua época até conhecer a sua cara-metade e atual esposa, com quem partilha a felicidade de um convívio de respeito mútuo, de afinidades recíprocas e de amor consagrado pelo ensinamento da igreja católica de que “O que Deus uniu o homem não separe”.

 

Em suas reflexões, conclui que desejaria ter mais anos de vida, prolongando assim o convívio com sua inseparável e dileta esposa, filhos, netos, demais parentes e amigos, desde que fosse mantida a lucidez, a audição, a visão e a liberdade de movimentos, enfim, uma vida saudável. Para tanto, são dirigidas preces a Deus, as quais faz por intercessão da Santíssima Protetora Nossa Senhora, mãe de Jesus Cristo.

 

Relata que é uma pessoa sadia, em se desconsiderando os queixumes, as limitações e as doenças próprias da idade. Contou que, certa feita, ao se consultar com um médico, este, para testar os reflexos e a sua lucidez de provecto, pediu-lhe que escrevesse, no verso da receita, o que pensava da velhice. Ele, exercitando os neurônios, buscou nos recônditos da memória a seguinte quadra de sua autoria: Não tem ninguém mais feliz/Do que um velho independente/Para expressar o que deseja/Com o poder de sua mente.

 

Seu Agnelo, aos 93 anos, é um homem lúcido, consciente do dever cumprido, estribado no exercício pleno da cidadania, atento ao convívio social, civil e político, de invulgar qualidade moral e ilibada conduta. Orientou sua vida na direção dos bons exemplos de dignidade, fazendo prevalecer a justiça, o equilíbrio e a sensatez, sendo incapaz de ferir alguém. Preserva e honra a família a quem ama com a força que lhe brota do coração. É compreensivo e solidário, fiel e terno com a sua esposa e filhos. Nenhuma mácula há a denegrir a reputação desse cidadão exemplar. Preza os amigos, devotando-lhes lealdade, respeitando-os quanto as suas individualidades. É humilde, sereno sem preconceito de qualquer espécie.

 

É imperioso que o exemplo dessa figura humana extraordinária seja conhecido e divulgado para que os pósteros – a nossa juventude – o tenham como paradigma, pois quem assim procede dignifica e honra a sociedade, visto que a convivência com as pessoas e com a família, calcada nos exemplos citados, constitui o alicerce da conduta exemplar, do respeito e da autoridade moral.

 

Finalizando, quero desejar ao amigo Sr. Agnelo dos Santos Azevedo que as suas esperanças sejam concretizadas conforme a vontade de Deus e afirmar, com toda propriedade, que, pela sua conduta de homem íntegro, pelo seu caráter, sua honestidade, sua idoneidade e atos de moralidade, qualidades que o dignificam, a sociedade brumadense o reconhece como uma pessoa de virtudes e moral ilibada. Presto-lhe homenagem com o seguinte poema de Bastos Tigre:

 

“Entre pela velhice com cuidado, /pé ante pé, sem provocar rumores, / que despertem lembranças do passado, / sonhos de glória ou ilusões de amores. / Do que houveres no pomar plantado, / apanha os frutos e recolhe as flores. / Mas, lavra ainda e cuida o teu eirado, / outros virão colher quando te fores./ Não faças da velhice enfermidade,/ alimenta o espírito na saúde,/ luta contra as tibiezas da vontade./Que a neve caia, que o andar não mude,/ mantém-te jovem, não importa a idade,/tem cada idade a sua juventude”.

Adendo:

Em homenagem aos 100 (cem) anos de vida de Seu Agnelo, completados no dia 14/05/2008, com missa em Ação de Graças rezada na Igreja Matriz, no dia 17/05/2008, republico o artigo que escrevi falando da sua figura de homem respeitável e moralmente correta. Trata-se de uma enciclopédia viva da nossa história e está muito lúcido, apesar da idade centenária. Um exemplo de pessoa que diz só ter amigos. Pelo seu perfil de homem honesto e incorrupto, rendo-lhe homenagens.

 Prestaram homenagens: familiares com mensagem pelos seus 100 anos relatando emocionantes virtudes generosas do aniversariante – prudência, temperança, fortaleza, justiça, conforme ensina a Igreja Católica corroborados por amigos do homenageado.

Homenagens:

A deputada Ivana Bastos manifestou na Assembleia Legislativa sinceras congratulações para o senhor Agnelo dos Santos Azevedo, pela passagem dos seus 104 anos, comemorados com grande alegria pelos seus familiares, amigos e admiradores.

Dê ciência desta Moção à Câmara de Vereadores, aos familiares do homenageado e aos meios de comunicação local.

Sala das Sessões em 14 de maio de 2012.

Ivana Bastos – deputada Estadual - PSD.

 

Adendo: Ao completar 105 anos o vereador Weliton Lopes prestou-lhe homenagem na Câmara de Vereadores lendo a sua biografia e acrescentou: “Por tudo isso, representantes do povo, não poderíamos deixar de prestar essa homenagem ao cidadão Agnelo dos Santo Azevedo, que nos honra muito e dignifica, inclusive, a palavra Cidadão”.

Sala das sessões da Câmara de Vereadores de Brumado-Bahia, em 17 de maio de 2012.


Por Antônio Novais Torres.

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Até Quando? : Violência em Brumado passa dos limites

Até Quando? : Violência em Brumado passa dos limites A população de Brumado clama por mais segurança. (Foto: Wilker Porto | Brumado Agora )

A cidade de Brumado, que sempre foi considerada uma cidade pacata e hospitaleira, vem se tornando uma das mais violentas de toda a região. Isso se comprova pela grande quantidade de assaltos registrados nos últimos meses. "Não aguentamos mais essa situação". "Isso já está fora de controle, é uma assalto atrás do outro. Cadê a polícia? Cadê o prefeito? Cadê os vereadores? Será que só vão se mover depois que acontecer alguma coisa com eles? Pelo amor de Deus, estamos sem segurança. Esses marginais estão tomando conta da nossa cidade. Cadê as autoridades de nossa cidade, Brumado virou uma terra sem lei?". Esses são depoimentos de pessoas que a cada dia enviam suas palavras de revolta para a redação do Brumado Agora. A população brumadense espera por uma solução urgente. Medidas “para ontem” é o que cobra a população da cidade, principalmente os comerciantes que tem os seus estabelecimentos invadido por bandidos todos os dias. Outro internauta expressou sua indignação com o que está acontecendo na cidade, "Realmente estamos completamente sem segurança, presos em nossos lares, pelo que estamos percebendo é que a cidade está sem autoridade, a polícia quando chega o marginal já está. O que o comando está fazendo? sabemos que a violência está em todos os lugares, mas aqui está demais. Se todos os policiais, de soldado à oficiais, fossem para as ruas a população iria sentir-se mais protegida, pois é o que queremos, é que se dê um basta nessa violência e não só mostrar estáticas que não levam a nada. só no papel". Brumado é uma cidade com mais de 60 mil habitantes e o contingente policial não é o suficiente para atender as demandas de uma população desse porte, até quando o Governo do Estado irá virar as costas para uma cidade tão importante e de um povo trabalhador e que quer sempre o melhor? 'Brumado pede PAZ, o povo quer PAZ'.